Fórmula 1 – Penalidades bagunçam o GP de Mônaco: Gasly perde pódio e a Cadillac fica sem seu primeiro ponto

8 de junho de 2026

O GP de Mônaco deste ano foi uma corrida tranquila, no que diz respeito ao corriqueiro caos na pista, mas nem por isso a prova não teve seus momentos únicos. Kimi Antonelli, por exemplo, liderou de ponta a ponta e não teve nenhuma ameaça durante as 78 voltas.

Mas o que chamou atenção, desta vez, foi um festival de punições que mexeu com quase todo mundo e chacoalhou o resultado final da prova, com várias mudanças de posições. As informações são da própria Fórmula 1.

Na pista, tivemos apenas uma bandeira vermelha, por causa de um problema no asfalto na Rascasse, que tirou Lance Stroll e Charles Leclerc da prova, mas os comissários tiveram muito trabalho ao investigar e distribuir as penalidades da prova, muitas delas por velocidade acima do permitido no pitlane.

Logo no começo da corrida, Sergio Perez já largou fora das regras. O mexicano da Cadillac parou na posição errada no grid. Gabriel Bortoleto, da Audi, era o 16º no grid, mas largou dos boxes. O mexicano, 18º, se confundiu e alinhou no colchete errado, da posição vaga que o brasileiro deixou. Os comissários deram drive-through na hora.

E ainda teve tempo pra outra punição. Após a bandeira vermelha, a corrida voltou com largada parada, com os carros no grid, conforme suas posições na prova. Mas a roda da Cadillac de Perez ficou fora do colchete. Depois da prova veio a punição de mais 10 segundos. O que parecia ser o décimo lugar e o primeiro ponto da Cadillac na história da F1, virou um décimo quinto lugar, no final. Pra completar o dia ruim, o Perez ainda levou uma chamada de atenção por ter feito largada de treino na posição errada durante a volta de reconhecimento pro grid.

Do lado da Mercedes, o George Russell também teve um dia pra esquecer. Largou em sexto depois de um qualifying complicado, mas recebeu cinco segundos por velocidade alta no pit lane. O problema é que ele não cumpriu a punição na parada seguinte. Aí veio o drive-through adicional e ele caiu pro 12º lugar. O britânico terminou o final de semana bem frustrado e sem pontos

Na hora da relargada, depois da bandeira vermelha, rolou uma batida na Hairpin. Desta vez, Nico Hulkenberg, da Audi, tocou em Carlos Sainz, da Williams. Os comissários entenderam que ele causou a colisão e aplicaram 10 segundos de penalidade de tempo. O alemão terminou em 13º.

Mas a situação que mais deu o que falar foi o do Pierre Gasly. O francês da Alpine cruzou a linha de chegada em terceiro lugar e fez uma ótima corrida. Mas apareceram duas penalidades de cinco segundos por excesso de velocidade no pit lane, em duas paradas diferentes e ele caiu pro sétimo lugar. A Alpine já confirmou que vai pedir Direito de Revisão para a FIA pra tentar reverter.

No Direito de Revisão, a equipe prejudicada pode apresentar novas evidências, em uma nova audiência, para provar que seu piloto não merecia a punição. E como qualquer ponto na Fórmula 1 vale ouro, a Alpine irá tentar devolver seu piloto ao terceiro lugar, e os 15 pontos que ele teria direito.

Lewis Hamilton também levou os cinco segundos por velocidade acima da permitida no pitlane. A Ferrari ainda foi investigada por uma possível infração durante o Safety Car, mas os comissários não viram motivo pra punir. Mas com boa vantagem, o heptacampeão manteve o segundo lugar sem maiores problemas.

O outro piloto da Alpine, Franco Colapinto, recebeu cinco segundos pela mesma infração no pitlane. Teve também uma investigação por um toque no Sainz, mas esta não deu em nada. Ele terminou em 14º depois de vir de uma sequência melhor de resultados.

Na McLaren as coisas também não foram fáceis. Oscar Piastri pegou cinco segundos por velocidade excessiva no pitlane, mas ainda assim garantiu o quarto lugar. O time viu o Lando Norris abandonar por problema no carro, deixando o evento de mil corridas do time de Woking com um sabor um tanto azedo.

E por fim, Lance Stroll, da Aston Martin, o responsável pelo primeiro Safety Car da corrida, já tinha também levado os seus cinco segundos por sair da pista.

Em meio a tantas punições, a classificação mudou em vários pontos por causa dessas decisões. A Cadillac perdeu a chance histórica de marcar o primeiro ponto com o Perez. A Alpine viu o pódio do Gasly escapar por punições e já está correndo atrás de uma revisão. Outros times sentiram o peso das punições no bolso e na tabela.

Mônaco mais uma vez mostrou por que continua sendo uma das etapas mais imprevisíveis da F1, mesmo quando na pista tudo pareceu muito tranquilo. Agora é aguardar revisões e possíveis decisões que podem manter ou “bagunçar” o resultado final mais uma vez, enquanto a categoria se prepara para correr em Barcelona na próxima semana.

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Junior Candido

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