Modificação caseira faz o que a SEGAdon’t: o Dreamcast enfim ganhou um leitor de DVD

7 de abril de 2026

O Dreamcast foi um console que iniciou bem sua jornada, sendo o primeiro da geração 128-bits a chegar no mercado. Entre 1998 e 1999, o console da SEGA era sinônimo do que era de mais avançado em games, e seus jogos iam surpreendendo conforme eram lançados.

Mas o console teve forte concorrência e problemas internos, o que atrapalhou o seu desempenho a longo prazo. Muita gente, por exemplo, aponta como um destes pontos negativos a ausência de um drive de DVD de fábrica como um dos motivos que pesaram contra o Dreamcast na briga direta com o PlayStation 2 da Sony.

Vale lembrar que aparelhos de DVDs em 1999 e 2000 eram bem caros, e foi esta uma das armas da Sony para largar com tudo com seu PS2. A companhia aproveitou o leitor que permitia games e jogos e começou muito bem sua jornada, aproveitando para conquistar quem queria o console apenas para ver filmes, empurrando jogos para este público depois.

O próprio Bernie Stolar, ex-executivo da SEGA, já comentou em entrevista que a escolha da empresa priorizou conexão com a internet em vez de suporte a DVDs. A SEGA Europa até tentou compensar o problema vendendo o console junto com um reprodutor de DVD separado, mas a medida não surtiu efeito a tempo.

Mas como bem sabemos, hoje em dia a comunidade do Dreamcast está ativa e é uma das que mais produz novidades, entre os consoles antigos. Diante de tanto movimento, era questão de tempo até alguém descobrir como fazer o console ler DVDs. E foi exatamente isso que aconteceu.

Conforme apresentado pelo The Dreamcast Junkyard, Throaty Mumbo, que costuma testar e mexer com hardware antigo, conseguiu fazer o Dreamcast reconhecer e reproduzir um DVD de Aqua Teen: O Esquadrão Força Total.

Ele conectou um drive externo à porta de controle, usou um Raspberry Pi para auxiliar o processo e, após várias etapas de testes e ajustes de hardware, o console passou a reproduzir o disco normalmente. Um vídeo, publicado em seu canal, mostra todo o caminho percorrido, desde as primeiras tentativas até o resultado final.

Apesar de ainda ter cara de gambiarra, a experiência faz a gente imaginar em como seria um Dreamcast com leitor de DVD, ao invés do “tal do” GD, um disco que nunca mais ouvimos falar mais nada a respeito depois do fim do console.

Além de que serve também para vermos o potencial escondido do console. Como ele foi praticamente sufocado pela SEGA, é a comunidade quem está desbravando o 128 bits, com iniciativas como esta e projetos como o GTA III para o console, entre tantas outras coisas que vira e volta são notícias por aqui.

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Junior Candido

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