Bangers Open Air 2026 – Lauren Hart se emociona com o fã brasileiro em sua primeira visita ao país com o Arch Enemy

Fechando o primeiro dia de shows do Bangers Open Air 2026, o Arch Enemy trouxe o seu metal pesado, combinado com guitarras sincronizadas e elementos emprestados, com qualidade, do metal clássico e do Power Metal. A banda retornou ao Brasil após quatro anos, e agora com Lauren Hart nos vocais, já que a cantora substituiu Alissa White-Gluz, que deixou a banda no fim do ano passado.
O contexto ajudou a fazer o show bem especial para o Arch. Como um bom efeito borboleta, a banda veio ao festival como headliner para substituir o Twisted Sister, que como sabemos, teve de cancelar seus shows devido a questões de saúde de Dee Snider.
A banda aproveitou a oportunidade e, antes mesmo do show, demonstrava estar muito feliz com tudo. Stories e mais stories dos membros da banda por São Paulo foram compartilhados pelos próprios, como Daniel Erlandsson, o baterista do grupo, que visitou a Expo Pearl Brasil. Além disso, o perfil oficial da banda compartilhava informações do perfil oficial do Bangers, mostrando muita empolgação com o momento.

E a banda, composta pela estreante Lauren Hart no vocal, o já citado Daniel na bateria, além de Michael Ammot e Joey Concepcion nas guitarras e Sharlene D’Angelo no baixo, levou esta animação para o palco. Com uma cortina imensa antes do show com o lema “Pure Fucking Metal”, os fãs já sabiam o que esperar.
O show começou com Yesterday Is Dead and Gone, com muito barulho (infelizmente mais barulho do que o som da banda, por um sistema de som que trouxe um som muito mais alto do que deveria ser), e com efeitos de fogo, que guiaram toda a apresentação.
Em seguida, a banda emendou The World Is Yours, do álbum Will To Power, que chama atenção por ser uma música que lembra até um som do Helloween com vocais guturais. É um hino para cantar junto, mesmo através de uma banda de death metal, e que funciona muito bem em festivais como estes, com pessoas variadas que curtem estilos diferentes. Quem não conhecia ou não curtia muito o som do Arch Enemy, parou para ver a partir dali.
A nova turnê traz tanto a música nova do grupo, To the Last Breath, que já conta com Lauren nos vocais, como visita a história da banda. Bury Me an Angel, War Eternal, No Gods No Masters e The Eagle Flies Alone, outro hino do Will To Power, fez o “mosh pit” pegar fogo, literalmente, com sinalizadores e uma roda na pista geral que seguiu praticamente viva o show inteiro.
Lauren Hart também foi destaque. Ela, que ainda está vivendo os seus primeiros dias de Arch Enemy, se desdobrou no palco para entregar toda a fúria que a banda tem pra oferecer. Foi legal ver Lauren cantando como Lauren, e não como uma “cover” de suas antecessoras, o que traz um sinal positivo para o futuro da banda.
O som a prejudicou, por estar excessivamente alto e saturado (ironia quando falamos de death metal e sua raiz barulhenta, eu sei, mas até neste gênero um som bem feito garante um extremo de qualidade), mas ainda assim ela cumpriu bem o seu papel e demonstrou muita alegria e comprometimento na apresentação, cantando, fazendo corações, pegando o celular para pedir ao público para ligar a lanterna e desfilando a bandeira da banda.

Teve até tempo para ela chorar no palco. Em um momento em que ela parou para cumprimentar o público, gritos com o nome dela fizeram ela se emocionar pra valer, perder o rumo, agradecer o carinho dos fãs e se recompor para voltar com a fúria das próximas musicas.
Lauren Hart, já era conhecida no underground por seu trabalho no Once Human, banda que formou com o produtor Logan Mader (ex-Machine Head). Ela também participou de projetos como Divine Heresy e fez backing vocals para DragonForce e Kamelot. Por ser versátil, e conseguir ser gutural e melódica, foi o nome encontrado pelo Arch Enemy para seguir o legado da banda, pelos próximos anos.
Amott seguiu entregando o que sempre entregou: qualidade sonora de primeira, trazendo uma sincronia perfeita com Concepcion, enquanto Daniel segue mantendo a variedade do repertório do Arch com uma bateria poderosa e extremamente eficiente. A banda segue funcionando como um relógio suíço e isso é muito bom.
Problema de som a parte, com reclamações do público como as de que a equipe de som da banda não consegue entregar qualidade sonora em eventos abertos, a banda em si entregou tudo o que tinha para oferecer e o público que queria se acabar no mosh ou curtir o som da banda, o fez com muita alegria.
Foi um show de repertório competente, qualidade absurda e entrega geral de todos os membros, incluindo Lauren, que segue se encontrando em seu novo momento na carreira, e assim entregar não só um bom show de death metal, como bons sinais para o futuro da banda. O que faz todo fã ficar mais ansioso pelos próximos passos, próximos álbuns e, porque não, uma nova visita ao nosso país.
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