Land of the Free: jogo estilo GTA para o Game Boy chega em 2027 e promete liberdade no portátil

Um novo projeto independente quer manter vivo o Game Boy e vai agradar quem gosta de ver o portátil sendo usado de formas diferentes. Land of the Free, criado por Gonçalo Fernandes, traz uma proposta de mundo aberto com carros, destruição e escolha de protagonistas, tudo rodando no hardware original dos anos 90.
O jogo, conforme o Time Extension, está previsto para algum momento de 2027 e deve chegar primeiro em cartucho físico. A pré-venda já está sendo preparada no site do desenvolvedor e deve começar nas próximas semanas.
Diferente da maioria dos homebrews que aparecem por aí no portátil, Land of the Free aposta em exploração mais livre. O jogador começa escolhendo entre dois personagens, cada um com sua própria história. Depois disso dá pra andar pela cidade a pé, pegar veículos e fazer o que der na telha, inclusive com um tanque que passa por cima de praticamente tudo. A ação acontece numa recriação top-down de Miami, com bastante espaço pra fuçar, brigar e descobrir coisas.
A história vem de uma das narrativas da graphic novel The Last Call, do próprio Gonçalo Fernandes. Nela, dois homens encontram um mapa que pode significar a chance de escapar. O problema é que gangues pesadas estão atrás deles num lugar sem muita lei. A jornada acaba fazendo os dois questionarem o que liberdade de verdade significa no meio de todo aquele caos.
Quem já acompanhou o trabalho anterior do autor vai notar a continuação da mesma ideia. No ano passado ele lançou Triple Threat Terror, outro título para Game Boy que misturava quadrinhos e jogo. Land of the Free segue o mesmo caminho, só que agora com escala maior e aquela sensação de ir pra onde quiser.
Gonçalo Fernandes faz quase tudo sozinho: escreve e desenha os quadrinhos, programa o jogo usando GBStudio, cuida do site e ainda está trabalhando em action figures baseadas no mesmo universo. A ideia é que cada coisa que ele lança dentro deste universo ajude a expandir o mundo de The Last Call de um jeito diferente.
O visual carrega bastante do traço de tinta dos quadrinhos. Tem uma energia mais bruta, com influência clara do estilo de John Romita Jr. dos anos 90, o que casa bem com a proposta de ação direta e perseguição.
O que mais chama atenção é o tamanho da ambição dentro das limitações do Game Boy. Mundo aberto, veículos, destruição, duas histórias paralelas e segredos que ajudam a entender melhor o lore dos quadrinhos. Não é só mais um jogo de ação retrô. É um projeto que tenta usar o hardware antigo pra contar uma história maior, que já existe fora da tela.
Ainda falta um bom tempo até o lançamento completo, mas os primeiros detalhes e o trailer já mostram que o jogo tem personalidade própria.
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