Alissa White-Gluz explica por que o anúncio de sua chegada ao DragonForce pegou os fãs de surpresa

A vocalista Alissa White-Gluz foi anunciada como a nova frontwoman do DragonForce no começo de maio e a notícia pegou muita gente de surpresa. E ela mesma se surpreendeu com isso, conforme revelou em entrevista ao Chaoszine, e trazida pelo Blabbermouth, onde disse que a banda esperava outra reação. Segundo ela, achavam que os boatos já tinham vazado.
“Fiquei surpresa que as pessoas ficaram surpresas, na real”, contou Alissa. Eles andavam juntos há meses e várias fotos circulavam por aí. Por isso gravaram um vídeo direto confirmando: “Ei, os rumores são verdadeiros”. A ideia era que a galera já desconfiasse de algo. Acabou pegando quase todo mundo desprevenido.
Tudo começou de verdade com uma versão alternativa de “Burning Heart”, lançada em 2025. A faixa deu certo, a química rolou nos ensaios e isso abriu caminho pra algo maior. Alissa explicou que ninguém tinha certeza absoluta se ia funcionar misturar o que o DragonForce já fazia com o que ela trazia, mas decidiram ir em frente mesmo assim. “A gente se jogou e foi fazendo”, resumiu.
O que mais chamou atenção dela foi o quanto a banda se dedica aos shows ao vivo. Sam Totman participa da montagem do set, Herman Li fica por dentro de todos os detalhes técnicos. Todo mundo se envolve pra valer pra entregar uma experiência boa pro público. Alissa, que trabalhou anos em teatro como stage manager e cenógrafa, se identificou bastante com essa forma de pensar.
Ela também falou da intensidade dos shows. O som do DragonForce é pesado de um jeito diferente dos seus tempos de Arch Enemy, principalmente pela velocidade. Virou um exercício físico pra banda inteira. “É um treino pesado pra vocalista, baterista, baixista, guitarrista… todo mundo fica ofegante”, brincou. Nos primeiros 45 minutos de palco ela diz “mal consegue respirar direito”.
Enquanto isso, Alissa segue investindo na Blue Medusa, seu projeto principal agora. As datas com o DragonForce já estão rolando e vão continuar firme. Em novembro e dezembro a banda faz uma turnê grande pela América do Norte pra celebrar os 20 anos de Inhuman Rampage, com Ensiferum e Rhapsody of Fire na abertura. Músicas como “Through The Fire And Flames” e “Storming The Burning Fields” já entraram no setlist e ela afirma estar curtindo bastante interpretar elas.
Eles também estão compondo material novo juntos. Nos ensaios, quando sentaram pra tocar de verdade, escrever arranjos, letras e estruturas, o resultado surpreendeu até eles. “A gente ouviu de volta e pensou ‘opa, estamos no caminho certo’”, lembrou.
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