Análise Arkade: Crimson Desert é impactante e cheio de vida, mas não é um jogo para todos

4 de maio de 2026

Um dos lançamentos mais aguardados do ano, Crimson Desert está entre nós já faz mais de um mês e, durante esse período, estive incessantemente explorando todas as nuances do mundo de Pywel. Acredite, ainda estou longe de conseguir ver e experimentar tudo que o jogo possui, mas depois de 130 horas de jogatina, acho que já consigo dizer bastante a respeito da experiência de jogar um dos maiores mundo abertos que temos até então.

Com mecânicas de combate incríveis, visual de cair o queixo e uma vastidão repleta de vida e variedade em seu mundo, Crimson Desert pode ter dividido opiniões entre críticos, mas já está mais do que claro que ele agradou bastante o público — e já vendeu mais de 7 milhões de cópias. Porém, vamos aqui dissecar o máximo possível esse game para entender seus acertos, deslizes e, principalmente, porque ele é um projeto que não tenta agradar todo mundo.

“A volta dos que não foram”

O enredo de Crimson Desert nos coloca na pele de Kliff, líder do clã dos Jubas Cinzentas (ou Greymanes em inglês). Após um ataque surpresa do clã rival, os Ursos Negros, vemos nosso clã ser completamente separado e desmantelado antes de sermos brutalmente assassinados pelo líder dos rivais. Misteriosamente, porém, acordamos dias depois em outro lugar, sem muita explicação do como sobrevivemos ao ataque. A história nem tenta explicar isso, só segue a partir daí e te leva a conhecer a região de Hernand, na qual você começa a entender um pouco mais da realidade do mundo de Pywel.

Não vou negar, a história de Crimson Desert talvez seja seu ponto mais fraco. Não por ser essencialmente ruim, mas sim por ser fragmentada demais. São inúmeras narrativas distintas correndo em paralelo — desde a rivalidade dos clãs inimigos que serve de gatilho para o início da história até tramas políticas complexas de reis ditadores e um risco cósmico de destruição da realidade. Tudo se mistura e depende do interesse do próprio jogador em se manter engajado em acompanhar toda esta salada narrativa para (talvez) encontrar algum sentido.

Junto a isso, a grande maioria dos personagens com os quais nos envolvemos no jogo possuem zero carisma, servindo apenas de narradores para o que está acontecendo. Um ou outro se destacam, como o beberrão Yann membro dos Greymanes, mas são exceção à regra. Inclusive os dois outros co-protagonistas da história, a guerreira nobre Damiane e o orc brutamontes Oongka conseguem ser ainda piores que o próprio Kliff no sentido falta de carisma. Isso me faz acreditar que o game tinha intenção de ser um daqueles games com protagonista neutro, como inúmeros outros RPGs já fazem há tempos.

O problema aqui é que, embora os personagens pareçam ser “neutros de propósito”, a narrativa da história tem características que puxam o clima muito mais para um The Witcher ou até a franquia Game of Thrones, fazendo o protagonista neutro se tornar estranho no meio disso tudo.

O meio do caminho talvez fosse o que a franquia The Elder Scrolls faz em games como Skyrim e Oblivion, mas, ao contrário dessas, nosso personagem em Crimson Desert não é criado pelo jogador: ele já existe no enredo com nome, background e ligações com outros personagens bem definidas — oque deixa tudo num meio termo que não funciona muito bem.

O mundo de Pywel é o protagonista

Se na narrativa principal Crimson Desert desliza bastante juntamente com o carisma de seus personagens, o mesmo não podemos dizer do mundo criado para que esses personagens habitem. Pywel é o verdadeiro protagonista do jogo, fazendo com que os jogadores se sintam imersos em pouquíssimo tempo. Com a enxurrada de mundos abertos que a indústria dos games nos entregou nas últimas gerações, acho incrível um jogo nessa proporção conseguir fazer mais uma vez com que jogadores se sintam deslumbrados e não enjoados de explorar mais um mapa gigantesco.

A riqueza de detalhes de fato só é comparável ao colosso Red Dead Redemption 2. Temos uma infinidade de elementos interativos no cenário, desde pequenas flores coletáveis até passagens secretas atrás de cachoeiras ou em paredes falsas. Tudo no mundo de Pywel instiga a curiosidade de um modo fantástico. Claramente a Pearl Abyss fez seu dever de casa, provavelmente pesquisando tudo que deu certo em outros jogos de mundo aberto para fazer uma mescla suprema de mecânicas em Crimson Desert.

Mas não é simplesmente entupir um jogo de conteúdos aleatórios que faz com que seu mundo aberto seja de fato incrível. E parece que em Crimson Desert entenderam isso muito bem. Não temos uma enxurrada de ícones em tela guiando a exploração do jogador, não temos todos os elementos muito bem sinalizados no mini-mapa, ausências que induzem o jogador a explorar o mundo por conta própria. Também não temos impedimentos diretos de exploração como barreiras da história ou paredes invisíveis — é perfeitamente possível, em teoria, atravessar o mapa inteiro desde o início do jogo.

Por fim, o jogo não se limita a um conteúdo guiado pela narrativa ou por uma lista de troféus. Fica muito claro aqui que a intenção da Pearl Abyss é que os jogadores de fato se percam no mundo do jogo e vivam suas narrativas emergentes enquanto jogam. Sem o peso de seguir regras pré-determinadas, sem uma lista de objetivos fixa em tela ou nada do gênero. Com isso, cada jogador pode ter uma experiência muito única jogando Crimson Desert, aproximando o game do que costumamos ver em MMORPGs e jogos sandbox.

Variedade colossal de conteúdos

Complementando o que estava falando a respeito do mundo de Crimson Desert, Pywel poderia cair no buraco que muitos mundos abertos de jogos atuais acabam caindo: a repetição exaustiva. Um mundo tão colossal quanto o de Crimson Desert poderia enjoar os jogadores rapidamente caso o número de tarefas ou interações que você tivesse com esse mapa gigantesco não acompanhasse a proporção do mapa. E talvez aqui esteja um dos pontos em que o game da Pearl Abyss mais brilha: a variedade de conteúdos presentes dentro do jogo são simplesmente impressionantes.

O básico de um RPG de ação em mundo aberto está aqui: missões principais e secundárias que envolvem exploração de masmorras, invasão de territórios inimigos, lutas com bosses únicos ou um número maior de inimigos, conquista de regiões, puzzles que exigem raciocínio lógico e/ou investigação para serem resolvidos, itens secretos escondidos nos mais variados locais e etc. Mas Crimson Desert não se resume a “apenas” isso.

Vamos lá: temos mais duas, três, ou talvez até mesmo quatro camadas de gameplay secundárias por aqui. Você pode, por exemplo, caçar fugitivos procurados e levá-los para a prisão vivos ou mortos; pode domar cavalos selvagens com status específicos e raridades variadas; pode liberar novas linhas de missão secundária das mais variadas formas possíveis interagindo com NPCs espalhados pelo mundo; pode invadir e roubar casas e mansões por meio de passagens secretas ou baús ocultos; pode explorar o mundo pela água, terra ou ar descobrindo locais escondidos nos cantos mais longínquos do mapa com recompensas a altura da sua curiosidade…

Acha que acabou? Você ainda pode criar uma casa e mobiliá-la no melhor estilo The Sims; pode criar uma fazenda e plantar inúmeros recursos diferentes que auxiliam na gameplay; pode interagir com NPCs variados para melhorar sua reputação com cada um deles individualmente, podendo liberar novas missões e acesso a itens diferentes com isso; pode domesticar pets como cachorros, gatos e pássaros para auxiliá-lo na coleta de recursos e colecioná-los no acampamento do seu clã. Inclusive você pode administrar o acampamento do seu clã, aumentando-o com o tempo e recrutando membros espalhados pelo mundo para liberar cada vez mais recursos e mecânicas com isso.

Está satisfeito? Espero que não, porque você ainda pode descobrir tinturas que liberam cores personalizáveis para cada item equipado pelo seu personagem; pode colecionar mobílias, artefatos, itens e até insetos espalhados pelo mundo; pode encontrare e resolver dungeons com puzzles no melhor estilo Zelda Breath of the Wild — sendo recompensado com recursos importantes para o crescimento do personagem –, pode enfrentar inimigos secretos escondidos por todo o mundo que te dão recompensas lendárias, e isso tudo com três personagens diferentes que variam em mecânicas, habilidades e equipamentos… Ufa! Eu poderia listar mais umas 50 interações diferentes que você pode fazer aqui e isso definitivamente não é tudo que você pode fazer no jogo.

Audiovisual tão grandioso quanto seus conteúdos

Essa enxurrada de conteúdo variada e intercalada é a massa bruta do que o jogo possui. Mas toda essa mistura de mecânicas e atividades recebe uma moldura simplesmente estupenda com o audiovisual que a Pearl Abyss entrega. As variações de luz e sombra, efeitos climáticos diversos e renderização de muito longo alcance tornam a experiência de jogar Crimson Desert muito única. Tudo isso com uma trilha sonora épica e variada que dá o tom grandioso que o jogo merece, sem exageros ou distorções demais.

Mas não dá pra falar somente da trilha sonora do game e não falar dos efeitos sonoros: o design de áudio de Crimson Desert me chamou bastante a atenção como há tempos nenhum outro game chamava — talvez o último jogo que tenha me atinado tanto assim para efeitos sonoros tenha sido The Witcher 3 lá em 2015. Aqui eu recomendo fortemente você jogar com um fone de ouvido de alta qualidade ou então tecnologia de som de alta qualidade em geral, pois a variedade de sons é tão boa e limpa que aumenta ainda mais a imersão nesse mundo.

Cada inseto, item ou queda d’água possui um som que você consegue distinguir com facilidade. Animais emitem ruídos variados, seja andando ou soltando seus sons característicos. A trilha sonora sabe muito bem a hora de trabalhar os silêncios e ausências justamente para engrandecer o barulho da natureza, dos equipamentos em você ou na sua montaria e até do próprio clima interagindo com o mundo. O visual é mega detalhado e belíssimo, mas foi o design de som que me provou que esse jogo realmente possui uma “alma”.

Isso tudo, vale dizer, com um desempenho maravilhoso em todas as plataformas. Ele possui algumas dificuldades a mais para rodar a 60 fps nos consoles base da geração atual, mas usa muito bem a tecnologia ao seu favor para otimizar seu desempenho de formas raras de se ver hoje em dia. Isso provavelmente se deve ao fato da Pearl Abyss ter tirado proveito de um motor gráfico próprio para a criação de Crimson Desert, fugindo dos já tradicionais motores gráficos pesados como a própria Unreal Engine 5, que vem dividindo opiniões sobre a qualidade dos resultados X o escopo do jogo. Em Crimson Desert fica claro que tudo que foi feito e projetado fora pensado para esse jogo, otimizando tudo ao máximo para que o produto final seja nada menos que impecável.

Jogo de ação ou RPG?

A desenvolvedora foi taxativa em suas divulgações: Crimson Desert não é um RPG. Entretanto, ao experimentar o game por mais de 100 horas eu vejo que essa estratégia da desenvolvedora foi mais para nivelar as espectativas do público, pois tem muito de RPG na progressão do jogo, embora seja de formas bem distintas do que estamos acostumados a ver no mainstream do gênero atualmente. Existe sim uma progressão no game, bem como uma árvore de habilidades a ser desbloqueada. Entretanto, não temos níveis ou pontos de atributo como tradicionalmente vemos em RPGs.

Em Crimson Desert diversas atividades diferentes concedem os chamados artefatos do abismo. Esses artefatos podem ser utilizados para melhorar seus equipamentos mais fortes bem como para desbloquear novas habilidades passivas e ativas da árvore de habilidades, e podem vir já prontos para serem gastos como pontos de habilidade ou então como artefatos inativos que precisam ser ativados através de atividades específicas que funcionam como desafios de mecânica de jogo.

A quantidade exata de artefatos espalhados pelo mundo é incerta, mas absurdamente alta, permitindo que os jogadores avancem com seus personagens como quiserem — seja matando inimigos, explorando o mundo, completando missões secundárias, desbloqueando desafios ou muito mais. É uma forma inteligente de recompensar o jogador, independente do caminho que ele escolha nas diversas mecânicas e narrativas que o game possui.

Já nos combates, temos mecânicas bem variadas e criativas que permitem ao jogador combinar habilidades e explorar a física do jogo de formas únicas, tornando cada experiência de jogo quase única. No decorrer desse primeiro mês de lançamento, pude observar pela internet as builds mais hilárias e criativas possíveis para os combates do game, com jogadores utilizando a personalização de armadura combinada com habilidades únicas e armas exóticas para criar experiências de combate sem igual.

Por exemplo, vi pessoas “criando” personagens de outras franquias dentro de Crimson Desert, como o Raiden de Mortal Kombat, o Aang de Avatar ou até o Doutor Estranho da Marvel. Tudo sem mods, apenas com bastante criatividade ao utilizar a personalização de roupas e personagens combinada com a utilização das habilidades certas para dar a identidade que eles gostariam ao nosso personagem. É um nível de personalização de combates e mecânicas que me trouxe memórias muito divertidas das primeiras vezes que joguei Skyrim, mostrando que, mesmo sendo tecnicamente um jogo de Ação em mundo aberto, Crimson Desert bebe bastante da fonte dos RPGs quando precisa.

Um jogo que não tenta ser para todos

Durante toda a minha experiência jogando Crimson Desert desde o seu lançamento e, ao mesmo tempo, acompanhando o movimento da internet a respeito do game, pude observar uma peculiaridade interessante nele. Para além do óbvio que o próprio título da matéria sugere, notei que as escolhas de design e mecânicas da Pearl Abyss possuem muita personalidade. Eles aparentam já saber há tempos dos riscos de se lançar um jogo tão complexo e cheio de coisas diferentes, com controles próprios, mecânicas únicas e quase nenhum apelo à “moda” da indústria.

Tanto que o game não possui nenhum conteúdo adicional e a empresa anuncia abertamente desde o seu lançamento que todo o conteúdo extra lançado para Crimson Desert será gratuito, sem a presença de DLCs ou algo do tipo. O próprio conteúdo disponibilizado no lançamento do jogo já é surreal para os parâmetros atuais da indústria, com territórios inteiros que poderiam ser um pacote de expansão pago caso fosse lançado nos moldes tradicionais da indústria atual de games.

Ao mesmo tempo, mesmo que os controles e mecânicas do game sejam tão únicos ao seu modo e, por isso, causem estranhamento dos jogadores, percebi que, no decorrer do tempo, a gente passa a simplesmente entender a proposta do game e, consequentemente, a gostar cada vez mais do seu conteúdo. E a postura da Pearl Abyss segue a mesma no que tange as escolhas criativas do título. Ela já soltou cinco ou seis grandes atualizações desde o lançamento do game, com novos conteúdos, correções de bugs pontuais, ajustes necessários e mais otimizações de desempenho. Mas em nenhum momento voltou atrás quanto a escolhas criativas da obra.

E quando entendi o que isso significa, passei a respeitar ainda mais Crimson Desert e a própria Pearl Abyss. O game não espera que o jogador seja burro ou desatento. Não pega o jogador pela mão e mostra exatamente o que ele tem que fazer como se estivesse em uma montanha russa. As escolhas de design de Crimson Desert esperam que o jogador se dedique minimamente a entender as regras daquele mundo, espera que você realmente mergulhe nesse universo de forma íntima e pessoal, sem pressa, sem troféus e conquistas a cada esquina, sem ícones brilhantes ou dopamina rápida. E me parece que a Pearl Abyss estava tão certa disso que topou assumir o risco de não querer agradar a todos.

Uma proposta disruptiva ao seu modo

Fala-se muito nos dias atuais sobre a disputa de atenção que a indústria do entretenimento em geral enfrenta. Séries e filmes com narrativas cada vez mais repetitivas e didáticas pois entendem que são assistidos enquanto a pessoa scrolla nas redes sociais. Games cada vez mais “mastigados”, dinâmicos e cheios de recompensas baratas para acompanhar a febre de dopamina instantânea que impede o jogador de pensar, apenas reagir. Em meio a tudo isso, Crimson Desert oferece uma experiência radicalmente diferente.

O game não espera que você jogue ele ininterruptamente e incessantemente até zerar. Muito pelo contrário na verdade. Correr para zerar Crimson Desert ou pior: jogá-lo tendo em vista somente um troféu de platina pode ser um erro colossal na experiência que o jogo propõe. Aqui você é recompensado por prestar atenção aos detalhes. Quanto mais observa o mundo, mais riquezas descobre. Quanto mais se perde nos variados ambientes, quanto mais interage com elementos do mapa, quanto mais exerce sua criatividade, maior e melhor o jogo se torna para você.

Crimson Desert não tenta ser um conteúdo massificado e pasteurizado próprio para o consumo em qualquer lugar e de qualquer jeito. Ele pede dedicação e imersão do jogador e recompensa isso à altura. Isso entra em choque direto com a forma que a indústria vem adestrando o público a consumir entretenimento. O jogo possui defeitos? Sim, mas dado o escopo do projeto, eu chamaria mais de decisões arriscadas do que de fato defeitos. Porque tudo que Crimson Desert faz parece ser intencional, seja quando pisa na bola em algum detalhe, seja quando entrega uma das melhores experiências de um sandbox em mundo aberto desde Skyrim.

Não é o jogo do ano e tá tudo bem

Terminar uma review a respeito de Crimson Desert é bem difícil, dada a quantidade de informações, detalhes e conteúdos que o game possui. Selecionar o que era mais importante ser comentado em detrimento de detalhes que valem mais a pena serem experienciados jogando foi bem desafiador. Mas por fim, posso dizer que o saldo final do novo game da Pearl Abyss é extremamente positivo, embora claramente não seja um jogo para todos os públicos.

Crimson Desert é nichado e, ao meu ver, não tenta ser diferente disso. Como um bom amante de mundos abertos que sou, considero que esse game se une a algumas experiências únicas que tive no decorrer dos anos, como os já citados The Elder Scrolls V: Skyrim, The Witcher 3: Wild Hunt, The Legend of Zelda Breath of the Wild e Red Dead Redemption 2 como um dos melhores mundos abertos em um jogo.

Mas, meu palpite é que ele não deve levar muitas premiações de “Jogo do Ano”, principalmente com outros colossos da indústria vindo aí. E tá tudo bem: se tem algo que já ficou claro, é que Crimson Desert não precisa de premiações ou qualquer coisa do tipo pra se provar. Ele só precisa de jogadores dispostos o suficiente para mergulhar no game. E você? Está disposto a isso?

Crimson Desert foi lançado em 19 de março para PC, Playstation 5 e Xbox Series, podendo ser jogado também no Steam Deck. O game possui menus e legendas em PT-BR, mas não conta com dublagem em nosso idioma.

Gilson Peres

Gilson Peres é Psicólogo, Mestre em Comunicação e aqui no Arkade fala principalmente sobre Realidade Virtual, jogos de PC e novas tecnologias desde 2019.

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