Análise Arkade: The Fable Manga Build Roguelike um jogo que traz uma mecânica inusitada para o mundo roguelike

11 de novembro de 2025

The Fable: Manga Build Roguelike é uma adaptação do popular mangá com o mesmo título, e se destaca por mesclar os gêneros como RoguelikeQuebra-Cabeça Tático e Construção de Deck (Deckbuilder), tudo ambientado no formato visual de um mangá. Desenvolvido pela Mono Entertainment e publicado pela Kodansha, o jogo foi lançado para Nintendo Switch e Steam no dia 5 de novembro.

A história

O jogo incorpora trechos da história principal do mangá e anime, onde controlamos Akira Sato, um assassino de aluguel que é extremamente temido no submundo japonês, conhecido simplesmente como “fable” (fábula); ele ganhou esse apelido por fazer missões extremamente difíceis e com bastante eficácia (quase um John Wick japonês).

No jogo, iremos controlar AkiraYoko e Suzuki (que são desbloqueados conforme avançamos).

Uma jogabilidade com mecânicas únicas

Em The Fable, iremos trabalhar com uma mecânica um pouco inusitada: aqui, iremos criar uma história usando espécies de cartões que são as ações que o personagem irá efetuar na luta, como esquiva, ataque corpo a corpo, esquiva etc. No jogo, temos uma página que se assemelha a um “painel de mangá” (quadros) e lá iremos usar essas ações no espaço pré-definido. Resumindo, nós somos o criador da história.

Aqui, precisamos usar um pensamento mais estratégico, pois cada página que iremos utilizar conta como 1 turno (como em batalhas de jRPG), então, cada movimento terá que ser pensado. No jogo, cada painel terá espaços para suas ações; funciona como um tabuleiro onde temos que organizar e encaixar essas ações. Se o personagem recebe dano, a quantidade de espaços diminuirá, ficando buracos no painel, dificultando as ações nos próximos turnos, mas existe uma forma de reverter esses buracos utilizando uma fita, mas elas são itens raros, então pense bem a cada rodada.

Elementos Roguelike e de Construção

O jogo segue a estrutura de progressão e risco típicas do gênero Roguelike, com um foco na construção dinâmica de ações. A progressão do jogo tem o que chamamos de Permadeath (morte permanente), onde você avança por diferentes áreas, enfrentando inimigos e desafios, e a derrota geralmente significa o reinício da jornada (característica de um Roguelike).

Em cada jogada, você coleta novos painéis e melhoramentos, criando versões melhoradas deles, expandindo seu deck de movimentos a cada fase. A rejogabilidade é aleatória na distribuição dos painéis a cada turno e a construção de sua coleção de painéis garante uma alta rejogabilidade, forçando o jogador a se adaptar constantemente.

Como havia dito, no jogo temos três personagens que podemos controlar e cada um deles mudará a dinâmica do combate; eles são personagens baseados no mangá original.

Aqui, temos o Akira (personagem principal), que foca em combate corpo a corpo e utilização de uma arma de fogo; é o personagem mais equilibrado do jogo.

Em seguida, temos Yoko, que tem ataques rápidos e mobilidade para superar inimigos; ela tem mais movimentação nas lutas em comparação ao Akira e, por fim, temos Suzuki, que utiliza armadilhas e combate com armas, atacando a distância.

A escolha do personagem impacta drasticamente no tipo de painéis que você desbloqueará e dá uma abordagem diferente nas batalhas.

Minigames adicionais

No jogo, temos um modo de quebra-cabeça (puzzle mode); nesse modo, o jogo dará um deck de ações únicas para você derrotar os inimigos em uma única página (um único turno). É um teste puro de estratégia e otimização.

Aqui, podemos ver uma luta de quebra-cabeça.

E temos um desafio de bebidas da Yoko, onde serve de alívio cômico para o jogo, já que aqui temos que nos manter sóbrios por mais tempo e, se ganharmos dela, podemos ganhar painéis novos para o jogo. O amigo de bebedeira dela é um personagem bem conhecido na história.

Audiovisual

O jogo utiliza um gráfico em pixel art estilizado; o visual é detalhado e fluido, ele consegue transmitir a ação estilosa e intensa do mangá, dando mais fidelidade à obra original e incorpora bem a atmosfera e os personagens criados no mangá de Katsuhisa Minami, o que é um ponto forte para os fãs da obra.

Essa expressão que o personagem faz é bem icônica dentro da obra.

Já a trilha sonora utilizada mistura um pouco uma atmosfera urbana e criminosa como a série e dá um contraste um pouco diferenciado para cada personagem jogado, para dar um tom que mais combinará com o estilo de cada um lutar. Já no modo de desafio de bebidas da Yoko, é mais temático, como um bar.

Conclusão

The Fable: Manga Build Roguelike é um jogo que cria um novo tipo de Roguelike usando mecânicas únicas e até interessantes, mas não é para todos, pois o mesmo sofre com algo que achei um pouco problemático: o jogo não te introduz a nada da história, pois a mesma falta aqui; o resumo que dei acima é algo que quem assistiu ao anime saberá, mas quem não conhece nada sobre a obra ficará disperso no jogo. Ele é um jogo que seria mais para os fãs da obra.

O jogo foi lançado no dia 5 de novembro de 2025 para Nintendo Switch (versão analisada) e Steam; o jogo conta com áudio original em japonês em algumas falas e legendas em inglês, japonês e chinês (nada no nosso idioma).