Análise Arkade – Unrailed 2: Back on Track entrega mais caos em uma evolução dos trens insanos

Unrailed 2: Back on Track estreou no dia 11 de junho, depois de mais de um ano e meio em early access nos computadores. O jogo da Indoor Astronaut, como toda sequência que se preza, pega a ideia original, refina o que deu certo e introduz novidades, recolhidas em feedback com a comunidade.
A premissa do jogo é simples: você precisa construir trilhos na frente de um trem a vapor que não para de andar. Se o comboio sair dos eixos, a partida acaba. Parece algo bem simples, mas na prática, vira um convite ao caos, com uma correria constante de coleta, construção e gerenciamento de temperatura.
Pra começar a jogar, você tem um machado e picareta, vai até árvores pra juntar madeira e depois em meio a pedras para fazer minérios. Depois vai pra bancada fabricar trilhos e tem que colocar eles no local antes do trem chegar. E para deixar tudo mais caótico, o vapor pode superaquecer o trem, então você precisa também pegar água para apagar o fogo, caso apareça.

Só isso já é suficiente para garantir o caos, mas o jogo capricha nesta intenção ao oferecer mais obstáculos para o trem e mais necessidades aos jogadores, como a criação de pontes de tábua ou o uso de dinamites para abrir espaço. Como o trem insiste em seguir andando durante todo o processo, nem preciso comentar de como isso é extremamente caótico.
O jogo tem como grande charme o gameplay entre amigos, para que os dois, juntos, tentem dar jeito nas fases, aproveitando o caos em dupla. Mas dá pra jogar sozinho, com um robô que colabora com algumas tarefas. Dá pra jogar sozinho, claro, mas o jogo foi feito claramente para se jogar com companhia, na mesma sala, como nos velhos tempos.
Se você se lembra das noites com amigos jogando games como Mario Kart ou qualquer jogo de luta na base do “contra”, sabe como é esse ambiente de gritaria e bagunça. Unrailed 2 propõe exatamente este caos entre amigos, sendo um bom companheiro em festas ou noites entre amigos.

Pra vencer, é preciso algo que raramente vai acontecer, especialmente em sessões regadas a bebidas (com álcool ou não, pra variar ainda mais as possibilidades), salgados e risadas: coordenação, organização e sincronia. Pois para “jogar do jeito certo”, cada jogador pode assumir uma função, ou todos focarem em uma coisa só para acelerar os processos.
O “problema” é que sabemos que isso não vai acontecer, especialmente quando a fase começa a desenrolar e o desastre começa a ficar iminente. Também dá pra jogar online, o que faz o fator “humano” funcionar. Mas não tem como negar que o melhor jeito de se jogar o game é com um monte de gente na mesma sala, ainda mais agora que o jogo também pode ser jogado nos consoles.
A sequência trouxe mudanças que ajudam na repetição. Agora são seis biomas diferentes, cada um com visual e regras próprias. No final de cada um aparece um chefe que exige um pouco mais de planejamento da equipe. Dá pra fazer upgrades permanentes no personagem, no motor e nos vagões.

Os vagões também podem fazer diferença: uns aceleram mineração, outros produzem dinamite ou aumentam a capacidade de carga. O detalhe é que upgrades demais podem complicar: o trem fica mais longo, a equipe pode se separar e o risco de descarrilamento precoce aumenta. É uma progressão que pede movimentos friamente calculados, mas que podem acabar se tornando nas ações desastradas de um Chapolin Colorado.
Tem também o Terrain Conductor, modo onde qualquer pessoa cria mapas personalizados e compartilha com a comunidade. Isso ajuda bastante quem já cansou dos mapas gerados proceduralmente e quer variar as sessões. E ainda pra disputar partidas “contra” com o Vs Mode, onde até oito jogadores se dividem em times e tentam fazer a maior pontuação. Tem leaderboard com replay das jogadas, então dá pra estudar como os outros resolveram os mesmos problemas.
Por ser um jogo de visual simples, ele roda muito bem, seja nos consoles, ou no PC, onde o jogo foi lapidado com o Early Access e rendeu quase 90% de avaliações positivas durante esse tempo. Sendo um jogo de visual simples e colorido, os gráficos são, aqui, mais sobre indicar as necessidades da fase do que sobre entregar “realismo”, e sim, são extremamente funcionais.
Como um jogo feito com “alma de jogo de celular”, ele tem sessões curtas, sendo bem legal de se jogar, não só entre amigos, como também quando você quer jogar algo rápido, e não quer se enfiar em um game com maior imersão. Dentro dos vários perfis de jogadores hoje em dia, dá pra se divertir sozinho, online ou com amigos em Unrailed 2.
Mas é claro. Se você quer mesmo dar boas risadas e viver noites caóticas com seus amigos. Pegue um console ou ligue seu computador na sala, arrume de dois a quatro controles, encha a mesa de comes e bebes e chame seus amigos para construir trens em meio a sessões caóticas. Apesar de existirem várias formas de se jogar Unrailed 2, esta será sempre a melhor forma de se aproveitar este game.
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