Contraband Police: um simulador de fronteira com ação, tensão e contrabando nos anos 80

Se você está afim de viver a rotina nada glamourosa de um agente de fronteira, o game Contraband Police entrega isso com personalidade. Desenvolvido pela Crazy Rocks e publicado pela PlayWay S.A., o título foi lançado para PC em março de 2023, e agora em 2025, faz seu lançamento também para Consoles. Aqui vai um panorama do que esperar e por que vale a conferida.
O jogo se passa nos anos 80 em um país comunista fictício chamado Acaristan, na região de Karikatka, marcada por postos fronteiriços, estradas montanhosas e tensão política latente. Você assume o papel de um jovem recruta da guarda de fronteira, e seu trabalho vai muito além de carimbar passaportes. Estamos falando de verificar documentos, buscar contrabando em veículos, enfrentar gangues que tentam romper o controle, tudo com um pé no simulador e outro no shooter.
Essa mescla de burocracia, como verificar excesso de passageiros ou carimbar corretamente, com ação como tiroteios e perseguições, cria uma experiência curiosa. Se você curtiu algo como Papers, Please, prepare-se para algo similar no espírito, porém mais expansivo e movimentado.
No dia a dia do jogo você confere documentos de quem quer atravessar o posto. Mesmo pequenos erros importam. Usa lanternas UV e outras ferramentas para vasculhar veículos atrás de contrabando escondido. Enfrenta situações de perigo, como contrabandistas que fogem, tiroteios com gangues e melhorias de estrutura do posto. Ganha dinheiro ou reconhecimento para melhorar seu posto, equipamentos e viaturas de perseguição.
Essa evolução dá ao jogo um ritmo que varia entre calmaria nas inspeções de rotina e tensão quando um carro acelera para fugir ou um tiroteio surge do nada. É um equilíbrio interessante que mantém o jogador atento, com a sensação constante de que algo pode sair do controle a qualquer momento.
Contraband Police entrega uma experiência refrescante para quem busca algo diferente dentro do universo gamer. Situações de checkpoint, perseguição, contrabando, tudo ambientado num cenário comunista fictício dos anos 80, com sabor de “o que você faria se fosse a fronteira”. Se você gosta de simulação com pitadas de ação, de trabalhar com observação, de ter que decidir quem entra e quem não entra, de sentir que cada carro parado pode esconder algo, vale a conferida.