Dave Oshry, CEO da New Blood Interactive, questiona o futuro da GOG com a Steam dominando 80% do mercado de PC

Dave Oshry, à frente da New Blood Interactive, trouxe o tema do futuro da GOG para o centro das conversas no setor de jogos para PC. Em uma entrevista para a PC Gamer, ele mencionou o apreço de longa data pelos clássicos sem DRM da plataforma, mas apontou um ponto prático: sem um número suficiente de jogadores demonstrando interesse real, fica difícil imaginar quanto tempo esse modelo consegue se sustentar.
Isso tudo num mercado onde a Steam fica com cerca de 80% das vendas e facilita a entrada de praticamente qualquer título, novo ou antigo.
A GOG respondeu de forma direta e construtiva às observações. Em publicações no X, a empresa agradeceu a sinceridade de Dave Oshry e reforçou que a preservação de jogos antigos só avança quando a comunidade se envolve de verdade.
Eles lembraram que a plataforma foi criada justamente para isso e que mantém o trabalho há quase 20 anos com o apoio dos usuários.
O que a GOG está fazendo na prática pela preservação
Como exemplo concreto, a empresa citou o seu Programa de Preservação, que já atualizou 281 títulos para rodarem sem problemas em hardware e sistemas atuais. Entre as adições recentes estão The Wolf Among Us, da Telltale, e os jogos da série Space Quest, que receberam ajustes de compatibilidade.
Como os jogadores estão reagindo ao debate
A conversa ganhou força rápida nas redes. Muitos usuários começaram a compartilhar imagens das suas bibliotecas completas na GOG, sugerir clássicos que ainda merecem atenção — como Black and White — e indicar formas simples de apoiar: fazer compras diretas na loja, votar e contar histórias na Dreamlist ou contribuir pelo programa GOG Patrons.
Essas atitudes mostram na prática como escolhas individuais ajudam a manter alternativas no mercado de distribuição digital de jogos.
Por que essa discussão importa para quem joga no PC
A Steam consolidou um espaço enorme com conveniência e volume de títulos. A GOG, por outro lado, se diferencia pelo foco em jogos que o jogador realmente possui, sem necessidade de conexão permanente e com ênfase em manter clássicos vivos. O debate iniciado por Dave Oshry serve como lembrete de que o equilíbrio entre essas opções depende, em boa parte, do que os próprios jogadores escolhem apoiar no dia a dia.
Se você tem uma conta na GOG e gosta de revisitar jogos mais antigos, pode ser uma boa hora para dar uma olhada no catálogo e ver o que ainda está lá.
Qual clássico da sua biblioteca você acha que merecia uma atualização no Programa de Preservação?
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