Fórmula 1 – O “quase ponto” de Sergio Perez em Mônaco mostra o quanto a Cadillac já evoluiu na F1

10 de junho de 2026
Foto: Cadillac

No GP de Mônaco, Sergio Perez terminou a corrida na décima posição. Era o lugar que daria à Cadillac o primeiro ponto da equipe na F1. Só que os comissários, em meio a uma “festa de punições”, aplicaram no mexicano uma punição de dez segundos depois da bandeirada, por causa da posição do carro na relargada com bandeira vermelha.

Assim o piloto caiu para décimo quinto lugar, último entre os que completaram. Mesmo assim, o que aconteceu nas ruas de Monte Carlo, conforme observado pela própria Fórmula 1, deixou bem claro que a equipe americana já evoluiu bastante desde o início do ano.

A corrida foi tranquila na pista, mas caótica nas estratégias de paradas, na própria pitlane e no resultado após a corrida. Max Verstappen, Lando Norris, Lance Stroll e Charles Leclerc abandonaram. Ollie Bearman e Carlos Sainz também não chegaram ao final. E isso gerou uma disputa, dentro e fora das pistas, pelos preciosos pontos de Mônaco. Nico Hulkenberg parecia que ia levar os pontos, mas recebeu punição por colisão com Sainz e saiu da briga. Isso colocou Perez temporariamente em décimo.

Os problemas do mexicano começaram logo na largada. Ele levou uma punição de drive-through porque alinhou o carro no colchete errado do grid, alinhando no espaço vazio que pertencia a Gabriel Bortoleto, que largou dos boxes. Mesmo com a punição, Perez fez uma boa largada, subiu para décimo quarto, parou nos boxes para calçar os pneus médios e cumpriu a penalidade. Passou boa parte da prova em décimo oitavo.

No final, com Safety Car e as reviravoltas das paradas extras, ele foi subindo de posição. Evitou os problemas entre Hulkenberg, Sainz e Franco Colapinto, passou o antigo rival Fernando Alonso e ganhou mais uma posição quando George Russell cumpriu drive-through. Assim o piloto cruzou em décimo primeiro, mas com a punição de Hulkenberg o ele subiu para décimo, e com isso, parecia que o primeiro ponto da equipe tinha chegado.

Aí veio a revisão dos comissários. Na relargada após a bandeira vermelha, a roda dianteira direita de Perez ficou um pouco fora do colchete, o que lhe rendeu uma nova punição de dez segundos e fez o ponto virar fumaça.

O chefe da equipe, Graeme Lowdon, não escondeu a frustração, mas destacou o que o piloto fez: “Depois da relargada com bandeira vermelha, o Checo dirigiu de forma fantástica para recuperar várias posições na pista. Foi uma pena que a punição nos jogou para trás enquanto ele lutava como se fosse para vencer.”

O que mais impressionou, no entanto, é o ritmo que Perez mostrou nas voltas finais. Ele conseguiu acompanhar os carros do meio do pelotão. Na qualificação, também, o tempo dele na Q1 ficou cerca de 1,5 segundo do pole, uma evolução em relação à Austrália, quando a diferença era de 3 segundos. A Cadillac também melhorou na confiabilidade e na coleta de dados ao longo das primeiras seis etapas, com atualizações no carro.

No início do ano a realidade era dura, mas ambos os pilotos foram mostrando evolução com o passar das provas. Em Melbourne, Perez terminou em último entre os que terminaram, três voltas atrás, enquanto o companheiro Valtteri Bottas abandonou com problema mecânico. Na China, os dois já evoluíram e ficaram apenas uma volta atrás. E em Suzuka o mexicano completou na mesma volta dos líderes.

Até agora, nenhum carro da equipe passou da Q1 na classificação. E mesmo sem pontuar, mesmo com esse ponto que escorregou pelos dedos de Perez, é possível ver uma interessante evolução, de um time que iniciou “do zero” na Fórmula 1, e que mesmo sem estar bem lá na frente, também está mostrando que não quer ficar bem lá atrás por muito tempo.

Para a próxima corrida, Perez se mostra otimista, mesmo com a ducha de água fria no principado. “Toda a equipe vai para Barcelona extremamente motivada. Podemos nos orgulhar muito da corrida de Mônaco, pois não desistimos. Marcar pontos apenas em nossa sexta corrida teria sido uma ótima história, mas esta é uma experiência que moldará a equipe de uma maneira muito positiva. Tem muito caráter, que é o que eu realmente amo nele”, disse. “Barcelona será muito diferente, muito mais previsível de uma forma. O objetivo tem que ser ter um fim de semana limpo, correr de forma confiável e manter essa trajetória de seguir em frente. Há muita crença agora na equipe e precisamos manter essa faísca.”

E teremos mais uma oportunidade de ver se a Cadillac segue em sua evolução, que tem sido na base do “corrida a corrida”, em Barcelona, próxima etapa da F1. É a hora de ver se o time vai começar a incomodar Williams e Aston Martin, para beliscar melhores posições e quem sabe até um pontinho, tão precioso na categoria.

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Junior Candido

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