gamescom latam 2026 – Conhecemos melhor Into the Dead: Our Darkest Days e sua sobrevivência extrema com zumbis

Into the Dead: Our Darkest Days, da desenvolvedora PikPok, está disponível no Steam em Acesso Antecipado desde abril de 2025, e pudemos conhecer um pouco mais do projeto na gamescom latam deste ano junto com Jesús Buitrago, envolvido com o projeto e que conversou com a gente durante o evento.
O título coloca o jogador no comando de um grupo de sobreviventes comuns em Walton City, no Texas do início dos anos 80, logo no começo de um surto zumbi. A proposta é gerenciar um abrigo, planejar saídas para coleta de recursos, tomar decisões que afetam o grupo inteiro e lidar com permadeath: quando um personagem morre, ele não volta.
Diferente dos primeiros jogos da série Into the Dead, que eram focados em mobile, este foi desenvolvido desde o início com prioridade para PC e consoles. O resultado é uma experiência em perspectiva 2.5D lateral, com ênfase em narrativa, exploração e consequências reais das escolhas, já que qualquer deslize significa literalmente partir dessa para melhor.
Como funciona o dia a dia no jogo

Durante as explorações pela cidade, o jogador encontra estações de rádio improvisadas e pode recrutar outros sobreviventes para aumentar o time. Cada novo membro traz habilidades, mas também consome mais comida e suprimentos. No abrigo, há sistemas de comida, crafting de itens e gerenciamento de necessidades físicas e emocionais do grupo.
A PikPok, conforme explicou Jesús, introduziu recentemente uma árvore de habilidades em atualização. Ela permite especializar cada sobrevivente: alguém pode virar especialista em furtividade, combate, coleta de recursos, ganhar mais espaço na mochila ou resistir melhor a doenças. Ou então virar um “pau para toda obra”. Isso cria conexão com o progresso dos personagens.
Outro ponto destacado na entrevista é o sistema de Curveballs – eventos aleatórios que forçam escolhas rápidas. Ajudar alguém pode render recursos úteis, mas atrair uma horda maior e obrigar o grupo a mudar de abrigo, gastando suprimentos. Ignorar o pedido pode deixar o time desanimado, conforme disse Jesús: “Tudo tem um lado bom e um ruim”, explicou.
O jogo também inclui pistas espalhadas pelo mapa que levam a diferentes grupos e aspectos do mundo. Dependendo das decisões, o final pode mudar.
Os zumbis com aspecto humano

A infecção está fresca na cronologia do jogo, que se passa entre o início dos anos 80 e 90. Por isso, os zumbis ainda carregam traços da vida anterior. “Você pode ver isso na arte do jogo: uma mãe segurando a foto de sua família, por exemplo”, contou Jesús. Eles não estão totalmente convertidos. É possível identificar um ex-encanador ou um ex-policial pela aparência, pelo som e pelo lugar onde são encontrados. Isso torna a ameaça mais próxima e humana.
A morte definitiva no game

Também falamos sobre a permadeath no game, já que este elemento pode significar um gameplay mais hardcore, mas também pode significar um convite para uma exploração mais precisa, para que o jogador não tenha no conforto do “tentar se novo” a possibilidade de explorar de forma mais livre e solta.
Jesús explicou que, como designer de jogos, sua opinião é de que “a morte permanente é uma punição e, ao mesmo tempo, um encorajamento”. Ele acredita que jogos assim convidam o jogador para criar conexões com os sobreviventes, deixando claro que eles não são apenas “bonecos” de um jogo, mas sim pessoas que você não terá de volta se morrerem.
Isso resultará em decisões tomadas de forma diferente, já que além da progressão, os riscos também serão avaliados. Adicionar novas pessoas também é um risco, pois os recursos humanos são limitados e você precisa saber quem é a pessoa certa para cada trabalho.
Recepção no Brasil durante a gamescom latam

A PikPok levou o jogo já traduzido para português na gamescom latam. Segundo Jesús, os jogadores brasileiros gostaram especialmente da narrativa, que vai além de luta e coleta de recursos. “As pessoas têm expressado que gostam que o jogo não seja apenas luta ou coleta de recursos, mas que também tenha uma boa narrativa por trás”, disse ele.
Ele, que é colombiano, comentou que ficou impressionado com a cena brasileira de games. Ele destacou o apoio do governo a empresas e estudantes da área e o perfil dos jogadores locais: “as pessoas e os jogadores aqui são muito abertos a dar sua opinião e realmente jogam de uma forma crítica”. Muitos se aproximaram dele no evento para dar feedback direto sobre o jogo.
O que esperar no Acesso Antecipado
No momento, o Into the Dead: Our Darkest Days está com 20% de desconto no Steam. A PikPok planeja manter o título em Acesso Antecipado por 12 a 18 meses, com atualizações regulares baseadas no feedback da comunidade – incluindo novos abrigos, missões e melhorias.
Quem joga títulos como The Last of Us ou State of Decay l, ou This War of Mine, vai encontrar semelhanças no clima de sobrevivência, mas com mecânicas próprias de abrigo, risco permanente e progressão baseada em escolhas.
O jogo continua recebendo conteúdo novo e a comunidade brasileira já está participando ativamente. Se você curte zumbis com história, planejamento e consequências reais, vale testar na fase atual.
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