Nintendo Switch 2: Retrocompatibilidade melhora ports do Switch 1 como Batman: Arkham Knight e The Witcher 3

O Nintendo Switch 2, que chegou nesta semana, traz uma novidade esperada pelos fãs da Nintendo: a retrocompatibilidade com jogos da Nintendo Switch original, agora com desempenho aprimorado.
Conforme visto pelo Digital Foundry, testes iniciais mostram que títulos exigentes, como Batman: Arkham Knight e The Witcher 3: Wild Hunt, rodam muito melhor no novo console, oferecendo uma experiência mais fluida e estável.
Entenda como a Switch 2 transforma jogos antigos e o que isso significa para os jogadores.
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Desempenho na Retrocompatibilidade surpreende
A retrocompatibilidade do Nintendo Switch 2 foi além do esperado e não traz apenas uma reprodução fiel dos games do Switch 1. Graças à maior potência de CPU, GPU e armazenamento mais rápido, o novo console eleva o desempenho de jogos antigos, garantindo uma melhor experiência com jogos que rodavam “engasgados” no console anterior da Nintendo.
Diferentemente da Wii U, que não melhorava os jogos da Wii, a Switch 2 utiliza uma camada de tradução para executar o código original com os recursos avançados do novo hardware, resultando em melhorias realmente relevantes.
Batman: Arkham Knight ganha nova vida

Batman: Arkham Knight, conhecido por seu desempenho problemático na Switch 1, é um dos maiores destaques positivos deste sistema de retrocompatibilidade. Descrito por Oliver Mackenzie, do Digital Foundry, como “o software com pior desempenho” já analisado, o jogo sofria com quedas drásticas de frame rate, chegando a 167ms em travessias no mundo aberto, resultando em taxas abaixo de 20fps.
No Switch 2, esses problemas são amplamente corrigidos. O jogo alcança 30fps estáveis na maior parte do tempo, embora ainda apresente texturas simplificadas e aliasing visível. Mesmo na condução do Batmóvel, que ainda exibe pequenos erros de animação, a experiência é muito superior.
Contudo, Oliver Mackenzie relatou um travamento ao pausar o jogo, indicando que a otimização não é perfeita.
The Witcher 3: Wild Hunt com desempenho estável

Outro título testado, The Witcher 3: Wild Hunt, desenvolvido pela Saber Interactive, também brilha na Switch 2. Na Switch 1, áreas como Novigrad sobrecarregavam a CPU, e a qualidade de imagem era prejudicada pelo uso de resolução dinâmica.
No Switch 2, o jogo mantém 30fps fixos mesmo em cenários exigentes, proporcionando uma jogabilidade mais fluida e visualmente agradável, conforme os testes da Digital Foundry.
Limitações no Modo Portátil
Apesar das melhorias, o desempenho destes jogos antigos ainda conta com limitações. No modo portátil, jogos do Switch 1 ainda são exibidos em versões otimizadas para 720p, com upscaling para 1080p na tela da Switch 2.
O método de escalonamento é básico, o que pode comprometer a qualidade visual. Uma solução oferecida pelo veículo seria permitir que jogos rodem em modos de docked (ancoragem), mas isso dependeria de ajustes para jogos que não utilizam recursos específicos, como o touchscreen de Super Mario Maker 2.
Por que Isso Importa?
A retrocompatibilidade da Nintendo Switch 2 acaba valorizando a experiência de jogos clássicos. Títulos como Batman: Arkham Knight e The Witcher 3, que antes enfrentavam limitações severas, agora rodam com desempenho próximo ao ideal, sem necessidade de otimizações adicionais no código original.
Isso abre portas para revisitar outros jogos da biblioteca da Switch, como Doom Eternal, que já impressionava, mas pode ganhar ainda mais com o novo hardware.
Vale lembrar que o Xbox melhora nativamente muitos jogos antigos em seu sistema de retrocompatibilidade, adicionando até suporte a mais frames por segundo e Dolby Vision em jogos que nativamente não possuem tais recursos. E a Sony, no seu PS5, melhorou alguns de seus games no novo sistema, mesmo sem lançar as polêmicas remasterizações.
O que mostra que a Nintendo, entre erros e acertos observados pela comunidade, trouxe com seu novo videogame um modo de retrocompatibilidade decente e que respeita quem comprou seus jogos no passado.
Os testes iniciais do Digital Foundry mostram que a Nintendo Switch 2 não apenas preserva a vasta biblioteca da Switch 1, mas a aprimora significativamente.
Embora existam limitações, como o upscaling no modo portátil, a potência extra do novo console garante uma experiência revitalizada para jogos antigos. Obviamente, muitos outros testes serão feitos pelos próximos dias, então vale a pena conferir de perto estas novidades. Especialmente se o novo console da Nintendo estiver no seu radar.
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