Preview Arkade: Dragon Khan é um RPG de ação 100% brasileiro que promete bastante

Dragon Khan é um novo RPG de ação feito pelos brasileiros da Evolution Game Studio, uma equipe formada por novos desenvolvedores e por alguns veteranos que trabalharam no Souls-like Dolmen. Nós pudemos conferir o beta do game e jogar sua introdução, e vamos falar um pouco do que vimos no game!
Um game que parece se inspirar em clássicos “esquecidos”

Quando vi Dragon Khan pela primeira vez, prematuramente assumi que seria possivelmente um Souls-like, afinal, Dolmen é um Souls-like, ainda que seja de uma forma diferente, utilizando armas de fogo. Mas, para minha grande surpresa, o game não se trata de um Souls-like (um gênero que genuinamente amo, mas poucos estúdios acertam a fórmula), trata-se de um RPG de ação com um estilo que me lembrou muito um game da minha infância: Legacy of Kain: Soul Reaver.
Talvez não seja uma inspiração intencional, mas desde que joguei Soul Reaver pela primeira vez lá no Playstation 1, não vi mais games com um estilo parecido. Não apenas em gameplay, mas em estética. E ainda que Dragon Khan tenha uma estética completamente diferente, ainda assim despertava familiaridade em mim, especialmente na exploração de cenários.

Mas antes de falar disso tudo, vamos voltar um pouco e falar sobre o que o game se trata. Dragon Khan é ambientado no mundo de Ithannar, um local povoado por draconatos. O game acompanha Botu, um draconato com uma rara condição física: Ele nasceu com asas, sendo considerado amaldiçoado. Botu é despertado por Zaya, uma misteriosa esfera de luz falante, que o encontra preso em Shoron, a fronteira entre o mundo dos vivos e dos mortos.
Zaya está procurando Dorniut, o Dragon Khan, que está desaparecido. Ela precisa encontrá-lo para enfrentar uma força invasora que está atacando o reino de Dorniut. E assim, Botu e Zaya deverão trabalhar juntos não apenas para encontrar o Dragon Khan, como para impedir os monstros invadindo o reino.

A demo que jogamos explora a área inicial do game, Shoron, com Botu enfrentando draconatos mortos que atacam qualquer forma de vida que encontram. Como essa área é basicamente o tutorial do game, vamos aprendendo aos poucos os seus diferentes comandos, que são bem simples, e já de cara oferecem muitas habilidades para Botu.
Botu não usa armas, ele derrota seus inimigos na base da pancadaria, utilizando combos simples que combinam socos e chutes e podem ser usados em diferentes sequências, gerando diferentes efeitos, especialmente ativando dano elemental ao final dos combos, causando alto dano aos inimigos. E possuindo finalizações bem brutais, eliminando instantaneamente inimigos atordoados ou bastante feridos.
Além disso, ele pode usar ataques especiais se tiver energia suficiente. A demo pois três ataques: Um sopro de fogo que causa alto dano contínuo, um ataque faz rochas pontiagudas emergirem do chão abaixo de um inimigo, sendo um ataque poderoso, mas difícil de acertar, e uma habilidade que faz Botu se transformar, causando muito mais dano, numa transformação semelhante a um Devil Trigger de Devil May Cry.

O mundo de Shoron, a fronteira do mundo dos vivos e dos mortos é um vale cheio de ruínas, com um estilo que, pelo menos pra mim, lembrava bastante de Legacy of Kain: Soul Reaver, principalmente na forma como os cenários são explorados, com progressão linear e uso de diferentes habilidades especiais de Botu.
As asas de Botu estão rígidas, assim ele não pode voar livremente, mas ele consegue planar grandes distâncias, assim como Raziel. E, ele pode usar as asas para dar um curto voo para cima, o que o permite alcançar locais altos que ele normalmente não consegue usando seu pulo. A exploração dos cenários no beta foi bastante simples e justamente isso me deixou bastante animado ao jogar!
Audiovisual e otimização

O game possui um visual bem bonito. O vale de Shoron é muito bem construído, com suas ruínas mostrando a decadência da fronteira entre a vida e a morte. E mesmo Botu possui um visual bastante detalhado, com toda a sua pele cheia de escamas, detalhes em suas roupas e bastante brilho ao usar seus ataques especiais.
Os inimigos dessa área, sendo draconatos mortos, possuem formas de esqueletos dracônicos com carne putrefata e olhos vagos. Especialmente o chefão dessa área, um bizarro dragão de quatro olhos, pele escura e braços alongados o dá uma aparência bastante única comparado aos outros inimigos.
Mesmo o game sendo bem bonito, sua construção é simples, principalmente por não estarmos explorando um mundo aberto. Mas mesmo assim há bastante vegetação, água e efeitos de partículas, com fontes de luzes e orbes luminosos que Botu coleta para restaurar seu poder para usar habilidades especiais. E na maior parte do tempo o game roda muito bem, especialmente em meu computador, que já está ficando bem defasado em comparação as evoluções de hardware de hoje em dia.

Ainda assim, no final da demo, na batalha contra o primeiro chefão do game, a coisa foi difícil, com travadas constantes quando o chefão utilizava seus ataques, que geravam vários efeitos luminosos. Não sei dizer se é meu computador que é fraco ou se o game precisa de otimização. Games recentes com Resident Evil 4 Remake rodam nas configurações máximas sem problemas em meu PC. Mas em comparação às exigências técnicas dos games lançados recentemente, ele já começa a ficar um pouco para trás, ainda que dê bastante pro gasto.
Esse foi meu único problema com o game, e que acabou acontecendo somente no final do beta. E infelizmente esse final foi justamente numa batalha contra um chefão. Após um tempo, as travadas diminuíram e consegui terminar a luta, mas sofri um pouco mais do que o esperado por conta desses problemas técnicos.
Um game com bastante potencial

No final, Dragon Khan deixou um saldo bastante positivo. Principalmente por seu estilo, que intencionalmente ou não, resgata um estilo esquecido pela indústria de games: Ação com mapas mais lineares que mesclam exploração com habilidades de personagens. Obviamente games assim ainda existem. E podemos até debater se os dois últimos God of War podem entrar nesse grupo. Mas, especificamente, o que me atraiu ao game foi seu estilo que me lembrou Legacy of Kain: Soul Reaver.
E o beta me fez ter vontade de jogar ainda mais! Esse preview foi bem curtinho, não detalhando todos os detalhes do game, mas mostrando um pouco do que pudemos ver nesse acesso antecipado. E o que vi, ainda levando em conta ser um game em produção, já me deixou muito animado para ver a obra final!
Dragon Khan ainda não possui data de lançamento, e terá versões para PC, Playstation 5 e Xbox Series X/S.
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