Undead Chronicles: FPS de survival horror ambientado em Istambul de 1923 promete sobrevivência extrema

A Seyfhouse Games revelou Undead Chronicles, um jogo de tiro em primeira pessoa com foco em sobrevivência e terror que se passa na Istambul de 1923, durante os últimos dias da ocupação aliada.
Após o final da Primeira Guerra Mundial, ingleses, italianos, franceses e gregos ocuparam Istambul, e ficaram por lá até 1923, quando o Império Otomano chegou ao fim e uma Guerra de Independência levou à criação da atual República da Turquia e a saída dos aliados do local.
O título ainda não tem data de lançamento, mas já está listado na Steam com página oficial, onde os jogadores podem adicionar à lista de desejos. A proposta traz combates calculados, recursos limitados e uma atmosfera densa, sem elementos de ação acelerada.
Você começa como RJ Edwards, um funcionário britânico do setor bancário enviado ao Imperial Ottoman Bank. Logo após a chegada, uma praga semelhante à lepra transforma a população em mortos-vivos lentos e implacáveis.
A cidade cai em silêncio, com tiros ecoando ao longe e rádios que param de transmitir. O que resta é explorar bancos abandonados, cisternas inundadas e ruas enevoadas, onde cada decisão pode ser a última.
O combate é o ponto central da experiência. As armas são históricas e pesadas: uma pistola confiável, um rifle de ferrolho e uma espingarda de alavanca rara. A munição é escassa, o que obriga o jogador a mirar com precisão.
Um tiro no joelho faz o inimigo tropeçar ou cair, mas um acerto na cabeça continua sendo a opção mais segura. Não há assistências de mira, contadores automáticos ou recargas rápidas – cada disparo e recarga exigem atenção total. Um único mordida encerra a partida de forma definitiva.
A mecânica de exploração segue a mesma linha realista. É preciso procurar fusíveis para restaurar energia, chaves escondidas em bolsos de casacos, atrás de quadros ou dentro de gavetas. Todas as gavetas podem ser abertas, mas nem todas revelam algo útil.
Não existem mapas, waypoints ou HUD na tela. A orientação vem de anotações amassadas, objetos do ambiente e observação atenta. A escuridão e a névoa funcionam como obstáculos reais, escondendo ameaças nos cantos.
Os mortos-vivos se comportam como pessoas quebradas, sem explosões ou mutações exageradas. Alguns correm em pânico, outros avançam devagar. Existem variações, como antigos soldados que reagem mais rápido e exigem tiros mais certeiros. O tom permanece sério do início ao fim, com foco em tensão acumulada e violência crua, sem humor ou elementos caricatos.
O cenário recria locais reais da Istambul dos anos 1920, agora transformados pelo caos: os cofres do banco, as galerias subterrâneas da Basílica Cisterna e becos de Galata. A arquitetura histórica serve de pano de fundo para a narrativa, com cartas, fotografias e objetos que contam o que aconteceu antes do colapso.
Desenvolvido e publicado pela própria Seyfhouse Games, o projeto ainda está em fase de produção, mas já mostra potencial para quem busca survival horror mais próximo da realidade. Quem quiser acompanhar o desenvolvimento pode acessar diretamente a página do jogo na Steam e ativar as notificações.
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