Dez jogos diferentes do primeiro PlayStation, que inovaram com seus elementos únicos

20 de maio de 2025

O PlayStation mudou, positivamente, a indústria dos games. Além da tecnologia, a abertura que a Sony ofereceu para os desenvolvedores naqueles dias permitiu que muitos jogos fossem lançados. Sabemos que isso trouxe uma avalanche de jogos de qualidade questionável. Mas também permitiu o nascimento de clássicos, além de jogos únicos, que propunham ideias nunca antes exploradas.

Por isso, vamos relembrar um pouco estes jogos “diferentões”, conferindo juntos dez títulos do PS1 que se destacaram por sua criatividade e originalidade, com foco em mecânicas diferenciadas. Mais uma vez, deixamos claro que esta lista não é nenhum top 10, e que nenhum destes games são propostos como “os melhores” deste, digamos, segmento.

São apenas dez exemplos de jogos criativos do primeiro PlayStation, que valem a pena ser revisitados e conhecidos, por quem gosta de videogame e, por qualquer motivo, tenham deixado estes games passarem, em suas “jornadas gamer”.

1. Vib-Ribbon (1999)

  • Por que é inovador? O PlayStation, vira e volta, recebe jogos baseados em ritmo. E lá no passado, em 1999, foi a vez de Vib-Ribbon, um jogo que tem um visual bem simples, mas que se mostra bem diferente. Você joga com Vibri, percorrendo caminhos procedurais baseados na música tocada. Dá pra jogar tanto com as músicas do game, quanto com as próprias músicas do jogador, já que dava pra colocar um CD de música qualquer no console e jogar o game com suas músicas favoritas.
  • Temática fora do usual: O visual minimalista em wireframe (linhas brancas sobre fundo preto) e a narrativa abstrata de uma coelha cantante fugiam completamente dos padrões de jogos tradicionais.
  • Elementos únicos: A capacidade de usar qualquer CD de áudio para criar fases personalizadas era algo que o PS1 permitia, e quando bem explorado, transformava o jogo numa experiência mais próxima, quando jogado com as músicas favoritas do jogador.

2. The Neverhood (1996)

  • Por que é inovador? Nos anos 90, o sucesso de animações como Toy Story e a ascensão das animações em stop-motion feitos de massinha, assim como técnicas como as que modelaram os personagens de Donkey Kong Country (não esquecendo também de Clayfighter e Earthworm Jim), foram motivo de incentivo para The Neverhood, um point and click com animação desta natureza, com personagens feitos de massinha. O jogo, com puzzles e exploração, trazia uma estética bem diferente da usual.
  • Temática fora do usual: O mundo de argila, habitado por criaturas bizarras como Klaymen, era um universo onírico, com uma narrativa que misturava absurdismo e mitologia peculiar.
  • Elementos únicos: Além da estética artesanal, a trilha sonora composta por Terry Scott Taylor e os enigmas que exigiam pensamento lateral (como o puzzle do rato gigante) davam ao jogo uma identidade singular.

3. LSD: Dream Emulator (1998)

  • Por que é inovador? Em dias no qual os jogos buscavam um “realismo” em seus gameplays, o LSD caminhava pelo sentido oposto, com um gameplay focado em imersão, inspirado em um diário de sonhos. Mais do que a “viagem” proposta na própria imagem de CD Player do console, o jogo explora cenários surreais de “sonhos”, que vão mudando e transformando a experiência.
  • Temática fora do usual: O jogo simula a lógica caótica dos sonhos, com ambientes que vão de cidades japonesas a paisagens psicodélicas, muitas vezes perturbadoras.
  • Elementos únicos: A aleatoriedade dos encontros (como paredes que teleportam o jogador ou figuras assustadoras) e a ausência de narrativa tradicional criavam uma experiência que desafiava as convenções dos videogames.

4. Intelligent Qube (1997)

  • Por que é inovador? O jogo, que justificou sua presença na lista oficial do PS Classic, combina puzzles com ação em tempo real, desafiando o jogador a capturar cubos em um tabuleiro flutuante, rápido o suficiente para não ser esmagado. Assim, tanto a estratégia quanto o raciocínio devem ser usados ao mesmo tempo, para vencer.
  • Temática fora do usual: A estética minimalista e a premissa abstrata de um homem enfrentando cubos gigantes em um vazio cósmico eram incomuns para jogos de ação.
  • Elementos únicos: A trilha sonora orquestral intensa e o sistema de pontuação baseado em combos adicionavam camadas de profundidade a um conceito aparentemente simples.

5. PaRappa the Rapper (1996)

  • Por que é inovador? Em dias de jogos de dança, como a série Dance Dance Revolution, PaRappa the Rapper, que está disponível atualmente com um remaster de PS4, chamou atenção por seu “modo campanha”, que trazia uma história guiada por música, funcionando como uma sequência de clipes musicais, que contavam o enredo, com visual cartunesco e divertido.
  • Temática fora do usual: A história de um cão rapper tentando conquistar sua amada com rimas era adoravelmente absurda, com cenários como aulas de karatê e banheiros lotados.
  • Elementos únicos: A arte 2D estilizada, que simulava recortes de papel, e as letras cômicas das músicas (como “Kick, Punch, It’s All in the Mind”) tornavam cada fase memorável.

6. Fear Effect (2000)

  • Por que é inovador? Depois que Resident Evil surgiu, uma avalanche de jogos usando temas semelhantes apareceram. E, entre outros clássicos, como Silent Hill, e jogos “esquecíveis”, tivemos Fear Effect, que trazia sim muitos destes elementos já vistos em outros jogos, mas somava polêmicas, graças aos seus temas mais maduros, além de uma barra de medo, que afetava diretamente a vida e forma de se jogar o game.
  • Temática fora do usual: A trama cyberpunk com elementos sobrenaturais, inspirada em mitologia chinesa, e protagonistas moralmente ambíguos (incluindo uma relação queer explícita) eram raros na época.
  • Elementos únicos: A estética cel-shaded com fundos em FMV (full-motion video) e a narrativa madura, com múltiplos finais, destacavam o jogo em um mercado dominado por temas mais genéricos.

7. Tenchu: Stealth Assassins (1998)

  • Por que é inovador? O mundo tridimensional permitiu muitas novidades nos games, e Tenchu aproveitou estas novidades para implementar algo bem esperado, por anos, por aquela geração: um gameplay de ninjas, que trocavam o contexto de ação desenfreada, pelo “andar nas sombras”, premiando quem conseguisse atacar seus inimigos de forma invisível.
  • Temática fora do usual: Um dos pioneiros dos jogos stealth, premiava o jogador por quanto mais “invisível” ele fosse, ao realizar suas missões.
  • Elementos únicos: “Tenchu: Stealth Assassins mostrou ao mundo dos games que são necessárias mais do que roupas escuras e atirar objetos pontiagudos para torná-lo um ninja”, conforme dito pela Game Informer, em 2001.

8. Bust a Move / Bust a Groove (1997)

  • Por que é inovador? Que tal aproveitar o embalo de um jogo de luta como Street Fighter, mas com os oponentes dançando, como em Dance Dance Revolution? É o que Bust a Move (ou Bust a Groove) propõe, com os personagens realizando batalhas de dança, cujos passos são feitos com comandos semelhantes a hadoukens e shoryukens.
  • Temática fora do usual: É um jogo de dança, mas com comandos na tela que remetem a jogos de luta, exigindo coordenação para os passos e estratégia para acertar os melhores combos.
  • Elementos únicos: Uma trilha sonora divertida e variada, com um gameplay único, que propunha uma forma diferente de desafiar o computador ou os amigos.

9. Ape Scape (1999)

  • Por que é inovador? Ape Escape, lançado em 1999, é um jogo de plataforma 3D desenvolvido pela Japan Studio. O título se destaca como um dos primeiros jogos a exigir o uso do controle DualShock, aproveitando os analógicos para uma jogabilidade inovadora. O uso do DualShock permitia movimentação fluida com um analógico e controle de gadgets com o outro, algo revolucionário para a época.
  • Temática fora do usual: O game tinha um visual colorido, comum para os jogos de plataforma da época, mas propunha uma forma totalmente diferente de se jogar, funcionando quase que como uma demonstração das novas possibilidades que o Dual Shock oferecia.
  • Elementos únicos: O jogador controla Spike em ambientes 3D, usando uma rede para capturar macacos e gadgets como o Time Net, Stun Club e Monkey Radar. 

10. Bushido Blade (1997)

  • Por que é inovador? E se pudéssemos finalizar o oponente com apenas um golpe? Bushido Blade propõe exatamente isso, em um gameplay mais realista, onde lutas de espadas aconteciam em grandes cenários, que poderiam ser explorados e de forma estratégica. E, como na vida real, um golpe certeiro, que atingisse um local vital do oponente, era considerado finalização instantânea.
  • Temática fora do usual: O título foca em duelos de espadas inspirados na cultura samurai, com mecânicas únicas para a época.
  • Elementos únicos: O sistema de danos é baseado em partes do corpo – golpes na cabeça ou torso são letais, enquanto ferimentos nos braços ou pernas limitam movimentos.

Legado e impacto de jogos criativos

Estes games, lançados para o PlayStation, fizeram parte de uma época fértil, criativamente falando. Com as novas possibilidades dos consoles de 32-bits, como o áudio em CD, os gráficos em 3D e os recursos visuais permitidos, vários estúdios buscaram explorar não só os aspectos técnicos, mas também as possibilidades criativas que o videogame permitia.

Por isso, muitos desses títulos permanecem cultuados até hoje, celebrados por sua ousadia e visão artística, provando que inovação não depende de gráficos de ponta, mas de ideias que podem prender o jogador, também, através de elementos como a imaginação e a forma diferenciada de superar os desafios propostos por estes games.

Aproveite que está aqui e siga o Arkade no FacebookInstagramThreadsno XTikTokDiscordTelegram e Youtube.

O melhor dos games está na Nuuvem, confira as ofertas e garanta o seu novo game!

Aproveite e confira o melhor das ofertas em games na Amazon

Junior Candido

Conto a história dos videogames e da velocidade de ontem e de hoje por aqui! Siga-me em instagram.com/juniorcandido ou x.com/junior_candido

Mais Matérias de Junior