Dez chefes de Metal Gear Solid que garantiram duelos épicos nos jogos da série

A franquia Metal Gear Solid de Hideo Kojima, ainda é, mesmo com seu último game tendo sido lançado dez anos atrás (e não, não contamos Metal Gear Survive, por motivos óbvios), considerada uma das franquias mais importantes dos videogames.
Muito disso é por causa da narrativa profunda que acompanha seus jogos, além de personagens icônicos e os chefes, que entregam não só personalidade, como batalhas épicas, que exploram o melhor dos videogames para os quais foram projetados.
Por isso, para celebrar esta franquia especial, separamos dez chefes que ofereceram batalhas inesquecíveis nos jogos da franquia. Como sempre, vamos deixar claro mais uma vez que este não é um Top 10 nem nada relacionado a “melhores” de nada.
Trata-se apenas de uma lista para reviver estes dez chefes icônicos de Metal Gear Solid, com outros dez chefes podendo aparecer em outra lista como esta, no futuro.
Por Que os Chefes de Metal Gear Solid São Inesquecíveis?
Os chefes de Metal Gear Solid combinam boas representações visuais, narrativas envolventes e mecânicas de jogo únicas. De Psycho Mantis, que quebra a quarta parede, a The Boss, cuja luta é envolvida em um forte contexto emocional, cada batalha é uma obra-prima.
Por isso, hora de relembrar estes dez chefes icônicos da franquia.
1. Psycho Mantis (Metal Gear Solid)

Psycho Mantis é, disparado, o chefe mais memorável da franquia. Antes mesmo do combate, ele já “assusta” os jogadores ao “ler suas mentes”, caso tenham games da Konami no Memory Card, claro.
O combate é simples, com o jogador tendo de desviar seus ataques e acertar o vilão com golpes ou armas. Entretanto, a batalha é muito difícil pois o vilão “prevê” todos os seus movimentos, exigindo uma solução diferenciada: colocar o controle no slot 2, para enganar Mantis e conseguir se movimentar com mais facilidade pela área de batalha.
2. The Boss (Metal Gear Solid 3: Snake Eater)

A chefe final de Metal Gear Solid 3 é ninguém menos que The Boss, a mentora de Big Boss, que protagoniza uma grandiosa luta mano a mano entre mestra e discípulo. O caráter do combate, focado no famoso CQC, aliado ao cenário, um campo de flores brancas, e valorizado ainda mais pelas motivações da antagonista fazem deste uma das batalhas mais especiais da franquia. Que será revivida em breve, com o remake vindouro do jogo.
3. Liquid Snake (Metal Gear Solid)

O antagonista principal de Metal Gear Solid é o “irmão gêmeo” de Solid Snake. A luta é dramática, começando com um “homem versus máquina”, quando Snake precisa destruir o Metal Gear Rex controlado por Liquid com suas próprias mãos (e lançador de foguetes), e após momentos dramáticos, a luta vai para o topo do robô destruído com diálogos marcantes e uma ótima trilha sonora.
É o clímax de um enredo muito interessante e cheio de reviravoltas, onde irmãos feitos por motivos que nem eles sabem direito, precisam se enfrentar em um confronto decisivo.
4. Sniper Wolf (Metal Gear Solid)

A sniper dona de uma voz sensual e provocativa leva Solid Snake para dois confrontos de snipers no game. Em primeiro lugar, precisamos derrota-lá em um grande corredor, para proteger a ferida Meryl.
E, tempos depois, quando Snake avança em sua missão, a sniper reaparece para um confronto final, em campo aberto com a neve que cai na base servindo de plano de fundo. A batalha exige paciência e estratégia, embora a situação possa ser resolvida, de forma mais rápida, com uma Nikita e seus mísseis controlados pelo jogador.
5. Fatman (Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty)

Fatman é um especialista em explosivos, que se destaca pelo seu combate bem diferente. Além de atacá-lo, é preciso desarmar as bombas que ele planta pelo cenário, enquanto precisa lidar com sua velocidade, ampliada por seus patins.
O personagem, “viciado em explodir”, tem um plano de fundo interessante e personalidade excêntrica, que fazem o confronto ser inesquecível.
6. The End (Metal Gear Solid 3: Snake Eater)

Snipers são chefes interessantes em Metal Gear Solid, e The End é mais um convite para uma batalha que exige, mais ainda, paciência e futilidade. Como Metal Gear Solid 3 conta com recursos de camuflagem, então o jogador precisa se movimentar com cuidado pela floresta, procurando o inimigo sem ser detectado primeiro. É uma batalha muito longa, mas que pode ser resolvida de formas diferentes.
Um pouco antes, se conseguirmos acertar um tiro em The End quando o vemos sendo levado em sua cadeira de rodas por poucos segundos, pulamos o confronto, tendo que lidar com alguns soldados no lugar. Ou, se ajustar o relógio do console para algum tempo depois, ou mesmo esperar alguns dias para voltar a jogar, o vilão vai morrer, mas de velhice, por esperar muito no campo de batalha.
7. The Sorrow (Metal Gear Solid 3: Snake Eater)

Servindo para mostrar os poderes psíquicos existentes em Metal Gear Solid antes de Psycho Mantis, que tem sua história acontecendo 43 anos antes da aventura de Solid Snake, The Sorrow oferece uma das batalhas mais estranhas de toda a série.
Com sua capacidade de se comunicar com os mortos, em determinado ponto do game, Big Boss se vê em um rio, bem longo, tendo que ver a alma de todos os inimigos que matou durante o game.
Obviamente, se o jogador não matar ninguém, incluindo os chefes anteriores (que podem ser tranquilizados ao invés de assassinados, morrendo pelos contextos do game e não por suas mãos), você passa por esta batalha “sozinho”.
É uma batalha repleta de simbolismo e reflexão, onde o confronto não é direto e, para vencer, é preciso “morrer”. O jogador precisa tomar a pílula da morte, para morrer no rio, e em seguida usar a pílula de reanimação, para simbolizar o contexto de “superação da morte”, e vencer os seus medos, além do chefe.
8. Ocelot (vários games)

Ocelot é um personagem fundamental para a história da franquia, com momentos históricos em vários jogos da saga. Ainda jovem, protagoniza momentos interessantes no game, mas não pode ser morto, sob risco de entregar um game over para o jogador por “paradoxo temporal”. O personagem também aparece em Metal Gear Solid V, mas como aliado.
Em Metal Gear Solid, de PlayStation, com o título “Revolver”, o agora inimigo protagoniza um duelo de armas bem interessante, em uma sala cheia de explosivos com um refém junto (Kenneth Baker, o ex-presidente da ArmsTech). É uma batalha dramática que exige precisão para acertar apenas o inimigo, e não as bombas.
Ele ainda aparece em jogos futuros da série, além de protagonizar uma batalha final com Solid Snake em Metal Gear Solid 4, agora como Liquid Ocelot, um personagem que personificou um pouco de Liquid Snake, que havia sucumbido anos antes.
9. Gray Fox/Cyborg Ninja (Metal Gear Solid)

Gray Fox, que morreu em combate e se tornaria no Cyborg Ninja que conhecemos em Metal Gear Solid, está presente na história desde o primeiro game da série, quando é resgatado por Solid Snake e, no segundo jogo, quando luta contra o protagonista em um campo minado.
Após estes eventos, desaparece e retorna como o ciborgue que conhecemos após testemunharmos uma verdadeira chacina nos corredores dos laboratórios da base.
O confronto com o Cyborg Ninja, no game, é épico. A luta acontece no laboratório de Otacon, quando temos que lutar contra ele e suas habilidades com sua espada, mais um confronto na mão, na segunda metade do confronto. É uma luta divertida, que adiciona ainda mais tempero na complexa trama do game, e da franquia como um todo.
10. Laughing Octopus (Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots)

A unidade Beauty and the Beast é marcante em Metal Gear Solid 4 e Laughing Octopus é a responsável por nos apresentar este grupo diferente de guerreiras, formada por belas e letais mulheres. Sua invisibilidade, somada a um contexto perturbador, fazem deste um combate especial, regado a tensão e um ambiente perturbador.
Temos de destruir a parte “Beast” dela, e depois derrotá-la em sua forma “Beauty”, de preferência sem usar armas letais. A personagem tem um passado muito duro, pois sofre de fortes traumas psicológicos, e enfrenta Snake apenas pela promessa de “ficar livre de sua dor interior” se eliminar o protagonista.
É uma batalha que exige, como sempre, atenção por parte do jogador, e observação constante dos cenários, para lidar com a chefe e seus ataques. E mostra uma boa “coletânea” de chefes, como as que enfrentamos neste capítulo decisivo da história de Metal Gear Solid.
Por Que Esses Chefes São Tão Marcantes?
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Cada chefe de Metal Gear Solid combina mecânicas únicas, design criativo e narrativas que ressoam com os jogadores. Seja pela inovação de Psycho Mantis, pela emoção envolvendo a luta contra The Boss ou pelos confrontos frenéticos com Ocelot, essas batalhas transcendem o jogo, tornando-se parte da cultura gamer.
E você? Qual é o seu chefe mais marcante de Metal Gear Solid? Seja por enredo, formas de enfrentá-los, memórias pessoais e tantas outras coisas, eles seguem marcantes na memória dos fãs da franquia, valorizando ainda mais uma série que conta com muitos fãs fiéis até hoje, mesmo sem previsão de novos lançamentos novos em relação a sua história.
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