Você aceitaria um novo game do Batman, feito pela atual Rocksteady?

10 de junho de 2025

A Rocksteady, conhecido tanto pela aclamada trilogia Batman Arkham, quanto pelo fracasso do game do Esquadrão Suicida, parece estar focado em retomar o estilo que o consagrou no mercado de jogos.

Após o desempenho abaixo do esperado de Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça, o estúdio busca um novo rumo, mesmo com a ausência de seus fundadores, com indícios de um possível retorno ao universo Arkhamverse, segundo informações recentes do mercado.

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Novo projeto com foco em ação e mundo aberto

De acordo com uma vaga publicada no site de carreiras da Warner Bros. em fevereiro (e vista na época pela Eurogamer), a Rocksteady, sediada em Londres, está recrutando um diretor de jogo para liderar o desenvolvimento de um novo título.

O profissional será responsável por criar um design de alta qualidade, com ênfase em mecânicas de gameplay, progressão do jogador, sistemas de combate e design de missões.

A descrição da vaga, que não está mais disponível, destacava a necessidade de experiência em jogos de ação em terceira pessoa, com combate corpo a corpo e mundo aberto com liberdade de movimento — características que remetem diretamente à essência da série Batman Arkham.

A glória da Rocksteady e o impacto do fracasso de Esquadrão Suicida

Fundada em 2004 por Sefton Hill e Jamie Walker, a Rocksteady ganhou destaque com Batman: Arkham Asylum (2009), que revolucionou os jogos de super-heróis com sua narrativa excelente, combate fluido e exploração em mundo aberto.

Além de oferecer momentos inesquecíveis, como uma das melhores cenas de game over de todos os tempos, e aquela famosa pegadinha com o Espantalho, em determinada parte do jogo.

A trilogia, completada por Arkham City (2011) e Arkham Knight (2015), consolidou o estúdio como referência em jogos de ação. No entanto, o lançamento de Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça em 2024 foi marcado por críticas negativas, problemas técnicos e baixa recepção do público, resultando em um prejuízo financeiro significativo para a Warner Bros. E muitas demissões também.

O jogo, que apostou em um formato de live service com elementos de multiplayer, foi para um caminho muito distante do estilo que consagrou o estúdio, o que rendeu diversas reclamações dos jogadores, críticas negativas e, consequentemente, um fracasso que ficou marcado como um dos maiores do videogame.

Saída dos fundadores e mudanças no estúdio

O fracasso de Esquadrão Suicida também trouxe mudanças internas. Em 2022, Sefton Hill e Jamie Walker, os fundadores da Rocksteady, deixaram o estúdio para criar a Hundred Star Games, uma nova desenvolvedora independente.

A saída dos criadores, que foram peças-chave no sucesso da trilogia Arkham, gerou incertezas sobre o futuro da empresa. Apesar disso, a Rocksteady parece determinada a recuperar sua reputação, com sinais de que o próximo projeto pode revisitar o Arkhamverse ou seguir uma direção semelhante, focada em jogos single-player com narrativas profundas.

Vale lembrar que a série Arkham também tem jogos que não contam com o trabalho da Rocksteady. Batman Arkham Origins, de 2013, foi feito pela Warner Games Montreal, e teve recepção mediana, com muita coisa da série original presente, mas sem o “tempero” da Rocksteady daquela época.

E Batman Arkham Origins Blackgate, também de 2013, é um Metroidvania feito pela Armature Studio, que leva o Morcego para a famosa prisão de seu universo, em uma aventura feita para os portáteis da época, o PS Vita e o 3DS, mas que recebeu versões para PC, Xbox 360, PS3 e Wii U.

Rumores sobre o futuro da Rocksteady

Embora a Rocksteady não tenha confirmado oficialmente o próximo jogo, especulações apontam para um retorno ao universo do Cavaleiro das Trevas.

Analistas da indústria sugerem que o estúdio pode estar planejando um novo capítulo no Arkhamverse, possivelmente explorando histórias ou personagens ainda não abordados na série original.

A vaga para diretor de jogo reforça essa possibilidade, já que as habilidades requisitadas alinham-se com os elementos que tornaram Batman Arkham um marco nos jogos de ação.

Por que o retorno às raízes pode ser estratégico

O sucesso da trilogia Batman Arkham foi impulsionado por sua capacidade de combinar combate corpo a corpo dinâmico, exploração em mundo aberto e uma narrativa envolvente centrada no Batman.

Após a experiência com Esquadrão Suicida, a Rocksteady parece reconhecer a força de sua fórmula original. Um novo jogo com essas características não apenas atenderia às expectativas dos fãs, mas também poderia reposicionar o estúdio no competitivo mercado de jogos AAA.

Você aceitaria um novo Batman Arkham, desta “nova” Rocksteady?

Um anúncio de um novo jogo da série Batman Arkham, naturalmente, seria bem recebida pelos jogadores, se apenas o histórico da série for levada em consideração. Afinal, os três games feitos pela Rocksteady são excelentes e ótimas pedidas até hoje, sendo lembrados sempre em listas de “melhores jogos de herói de todos os tempos”.

Entretanto, o estúdio é subordinado a Warner, que, como corporação que é, ás vezes (mais para o sim do que para o não) está de olho em planilhas e não na criatividade. O Esquadrão Suicida é o melhor exemplo, pois a decisão ali foi a de entregar um produto seguindo “as tendências” de sua época, e não a opinião dos “fãs de primeira linha”, aqueles que compram o game no primeiro dia e fazem o boca a boca que divulgam o jogo. Até mais que muito influenciador por aí.

Mas o tombo levado nesta “experiência” pode ter feito a Warner entender que os fãs da franquia Arkham querem o que a franquia sempre trouxe: história, combates, chefes criativos e muita exploração.

De qualquer forma, este que vos escreve fica em uma “alegria desconfiada”, caso um novo Arkham seja apresentado. Pois nós teríamos, em tese, uma nova aventura do Morcego, com todo o acervo de histórias da DC disponíveis para mais um bom jogo.

Entretanto, a ausência dos grandes nomes da Rocksteady, que fizeram os jogos Arkham serem o que são, não estão mais lá. E mesmo com a lição aprendida com o Esquadrão, não podemos nos esquecer que grandes corporações, quando metem o dedo na produção criativa, podem acabar atrapalhando o projeto original, por busca de maximização de lucros, a qualquer custo.

A proposta do Esquadrão Suicida, por exemplo, eu ainda acho muito boa. Entretanto, foi executada de uma forma que matou o jogo mais rápido do que a própria Liga da Justiça, que era o alvo do grupo no game. Ou seja, apesar de desconfiado com algo assim, até ficaria feliz, caso a Rocksteady tivesse liberdade de buscar redenção, com uma nova aventura Arkham.

Assim, os fãs da DC e do Batman estão atentos por novidades, especialmente após o impacto negativo de Esquadrão Suicida. Um retorno ao Arkhamverse ou a criação de um novo jogo com a mesma essência (talvez com outro personagem?) pode ser a chave para reconquistar a confiança dos fãs e da crítica.

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Junior Candido

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