Bangers Open Air 2026 – Amaranthe vence o calor de rachar e entrega um show com muita harmonia

O Amaranthe participou do segundo dia do Bangers Open Air 2026 com uma apresentação muito quente (ou seja, com um sol para cada um) no Memorial da América Latina, em São Paulo, no dia 26 de abril.
O show durou cerca de uma hora e trouxe um repertório direto, com foco em faixas recentes e hits que o público paulista conhece bem. Quem estava no local notou uma banda afiada, que lidou bem com o calor da tarde e manteve o ritmo do festival.
O trio de vocalistas da Amaranthe (Elize Ryd, Nils Molin e Mikael Sehlin) trouxe a conhecida harmonia entre vozes, entregando melodias limpas e growls com precisão. O que a banda precisou lidar foi com o calor, que foi demais para os suecos.
Elize Ryd, por exemplo, começou o show com um collant, botas longas, uma saia preta transparente e uma jaqueta comprida. Mas após várias águas tomadas e suor aparente, ela tirou a bota, a jaqueta e seguiu entregando sua performance, e retribuiu muito o carinho do fã brasileiro, mesmo sofrendo visivelmente com o sol quente.

Ela conversou com a plateia, que começou a gritar o seu nome, e a deixou emocionada, como a própria cantora falou. Ela, que quando era bem jovem cantava lavando pratos em Gotemburgo, sonhando com uma carreira musical, deixou claro, junto com seus colegas, como é especial para eles cruzarem o mundo e tocarem em um país tão distante, como o Brasil fica para a Suécia.
Os demais músicos também foram tirando as jaquetas e vestimentas mais pesadas durante a apresentação, talvez pelo figurino do grupo não levar em consideração países como o nosso, que entregou um sol de verão em pleno outono, além de tomarem muita água, como a própria Elize disse para um fã, sendo uma “boa ideia”. Mas tudo bem, o que importa é que a harmonia sobreviveu ao teste do calor e os três trocavam entre a melodia e os gritos, com muita competência.
O repertório não teve grandes surpresas, mas Pvp, Viral, Strong e Amaranthine (que foi cantado com muito entusiasmo do público) foram pontos altos, além da simpatia de Elize e de toda a banda. O grande diferencial do grupo, que traz três vocalistas diferentes entre si, mas que se completam nas músicas, segue fazendo a diferença e rendendo apresentações tão legais como a de ontem.

Formada na Suécia em 2008, a banda construiu sua reputação exatamente por essa mistura: metal moderno com refrões que grudam na cabeça. O lineup atual conta com Elize Ryd (vocais femininos), Nils Molin (vocais masculinos limpos, desde 2017), Mikael Sehlin (growls, desde 2023), Olof Mörck (guitarra e teclados), Johan Andreassen (baixo) e Morten Løwe Sørensen (bateria). Essa configuração permite variações constantes dentro da mesma música.
O show em São Paulo faz parte da turnê Latin America 2026, que passou por Chile e Argentina antes de chegar ao Brasil. E que uma vez finalizado, já nos deixa com vontade de “quero mais”, assim como a banda, sobreviventes do sol, demonstraram no fim da apresentação.
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