Colossus: Eternal Blight é um novo RPG em pixels com combates que exigem atenção do jogador

12 de junho de 2026

Colossus – Eternal Blight é um RPG de ação em pixel art que coloca você no papel de Lucian, um cara simples, de vida simples, que sai atrás do irmão Lance num reino chamado Eireos sendo devorado por uma corrupção chamada Blight. O irmão sumiu tentando conter a escuridão e você simplesmente não aceita deixar ele pra trás, partindo para a ação.

A história funciona mais como uma relação familiar sob pressão do que como uma jornada épica tradicional. Conforme você avança, vai entendendo melhor quem era Lance e o que ele estava disposto a sacrificar. O jogo não responde todas as perguntas e também não tenta te guiar pra uma resposta certa. Isso deixa bastante espaço pra você formar sua própria opinião sobre até onde vale a pena ir.

O combate é o ponto que mais diferencia o título de outros indies do gênero. Cada luta pede atenção real de timing e posicionamento. Você pode usar parry no último segundo, contra-ataca com combo fluido, dash pra explorar brechas ou até pode se aproveitar do cenário pra virar a situação ao seu favor. Trocar de arma no meio da briga muda completamente o ritmo da luta, já que algumas são mais lentas e pesadas, outras pedem agilidade constante. Quem testa a demo costuma falar que no começo parece difícil, mas depois que pega o jeito fica bem satisfatório.

Na jornada, o mundo te convida pra uma exploração mais calma. São quatro regiões distintas, todas feitas à mão em pixel art bem animado. Tem vilarejos pequenos com gente vivendo o dia a dia, ruínas antigas cheias de segredos e puzzles que lembram o estilo clássico de The Legend of Zelda, daqueles que exigem observar o ambiente e testar algumas ideias em vez de só seguir o caminho do jogo. A sensação é de um JRPG antigo mas com movimentação mais moderna e fluida.

Uma das mecânicas que se destaca é o sistema de escolhas ligado à própria Blight. Ela não é só um inimigo que aparece pra você derrotar. Em vários momentos você decide se vai ajudar quem está sendo afetado, tentar conter o avanço da corrupção ou simplesmente seguir em frente porque o tempo está curto. E existe a possibilidade de aceitar o poder que vem da escuridão. Algumas habilidades ficam bem fortes, mas o jogo deixa claro que isso tem um custo, e que as consequências são permanentes. Não dá pra testar todos os caminhos numa única jogada sem começar do zero.

No começo você escolhe uma das três classes, cada uma com sua árvore de habilidades e especializações. O legal é que dá pra alternar entre elas conforme a jornada avança e até misturar estilos. Quem gosta de experimentar builds diferentes sem ficar preso numa única forma de jogar encontra bastante liberdade aqui.

Atualmente o jogo tem demo disponível na página do Steam. Dá pra testar o combate, fuçar as primeiras áreas e sentir como as escolhas começam a pesar. O estúdio Rustic Panda Games também está adicionando suporte a português nas legendas e interface, o que deve deixar a experiência mais acessível pra quem prefere jogar no nosso idioma.

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Junior Candido

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