Edição especial de colecionador de Labirinto: A História Visual Definitiva chega ao Brasil em outubro de 2026

15 de junho de 2026

Em 31 de outubro de 2026, chega ao Brasil a edição especial de colecionador de Labirinto: A História Visual Definitiva. Pela primeira vez o material ganha versão em português por aqui, e o livro de 192 páginas em capa dura traz bastante coisa além das fotos bonitas de sempre.

O volume reúne imagens raras dos bastidores, artes conceituais e depoimentos da equipe. Tem ainda itens destacáveis: réplicas das páginas dos cadernos originais de Jim Henson, um encarte com os esboços do Goblin feitos por Brian Froud e o pôster de lançamento do filme de 1986. Entrevistas exclusivas com Jennifer Connelly, Brian Henson e Brian Froud também fazem parte do pacote.

Jim Henson, o mesmo criador dos Muppets, dirigiu o longa com produção da Lucasfilm. Ele queria levar a linguagem dos bonecos pra um cinema de fantasia com mais peso, e o resultado misturou atores de carne e osso com criaturas que pareciam ter vida própria. A edição especial deixa claro o quanto de trabalho manual e teste atrás de teste foi necessário pra tudo funcionar.

Se você nunca viu ou quer relembrar o enredo, Labirinto conta a história de Sarah, interpretada por Jennifer Connelly, é uma adolescente que, depois de uma discussão qualquer, deseja que os goblins levem seu irmãozinho, ainda bebê, embora. O pedido é atendido pelo Rei dos Goblins, Jareth, vivido por David Bowie. Pra resgatar o menino, Sarah tem que cruzar um labirinto inteiro em 13 horas, encontrando portas que trocam de lugar, ajudantes duvidosos e armadilhas visuais pelo caminho.

David Bowie não entregou só a atuação. Ele compôs e interpretou várias músicas do filme, o que deu um clima bem particular à produção. Quando Labirinto estreou em 1986, a recepção foi dividida e a bilheteria nos Estados Unidos não empolgou. Muita gente não sabia direito onde encaixar aquela mistura de conto de fadas, rock e puppets super detalhados.

Com o tempo o filme ganhou força, conquistando o público pouco a pouco nas locadoras, indo do VHS para o DVD, e garantindo fãs tardios, mas fiéis. A figura de Jareth colou na memória de quem cresceu nos anos 80 e 90, e o jeito como Henson construiu as cenas com efeitos práticos ainda serve de referência pra quem faz fantasia hoje, inclusive em games que apostam em cenários ricos e criaturas que parecem reais.

É exatamente esse processo de criação que a edição especial documenta com bastante material. Em vez de só rever o filme, o leitor consegue folhear os rascunhos iniciais, ver como os figurinos evoluíram e ler relatos de quem esteve no set. Os itens destacáveis funcionam quase como um arquivo particular da produção.

Quem curte Labirinto já pode ficar de olho na pré-venda. O livro aparece em algumas livrarias e, por ser tiragem limitada, costuma acabar rápido. É o tipo de peça que serve tanto pra ler com calma quanto pra deixar na estante como referência visual de como se fazia fantasia antes do CGI dominar tudo.

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Junior Candido

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