IndyCar apresenta o seu Dallara IR-28, o novo carro da categoria que estreia em 2028

6 de agosto de 2026

A IndyCar mostrou as primeiras imagens oficiais do Dallara IR-28, o carro que entra em ação na temporada de 2028. Ele chega cerca de 45 kg mais leve que o atual, com um motor 2.4 litros biturbo de até 760 cv e um sistema híbrido novo que armazena 14 vezes mais energia.

O chassis atual, o DW12 (depois chamado IR-18), é o mesmo desde 2012, recebendo 16 anos de atualizações em cima da mesma base. Agora, conforme relatado pelo Yahoo, a categoria resetou tudo do zero com a Dallara. O resultado é um carro com visual mais limpo, cockpit mais largo e aerodinâmica pensada para reduzir o ar sujo atrás, ideal para as corridas em oval da categoria. A ideia é facilitar ultrapassagens e deixar as corridas mais disputadas roda a roda.

A redução de peso de aproximadamente 45 kg muda a relação potência-peso. A transmissão Xtrac sozinha ficou 11 kg mais leve. O conjunto híbrido, feito pela Helix (a mesma que trabalha com Fórmula 1 e Fórmula E) e pela BOLD Technology, perdeu cerca de 9 kg em relação ao sistema atual de supercapacitores. Em vez do supercapacitor, o IR-28 usa uma bateria de verdade. Isso dá aos pilotos e equipes bem mais liberdade na hora de soltar a energia extra durante a corrida.

Chevrolet e Honda seguem como fornecedoras. As duas fabricantes desenvolveram o novo V6 2.4 litros biturbo. A potência de até 760 cv já é superior à geração atual de 2.2 litros. A categoria ainda fala em chegar perto dos 800 cv no futuro, mas o ponto de partida por enquanto é esse.

O carro foi desenhado para bater tempos de volta em todos os tipos de pista. E isso inclui a tentativa de superar os recordes de classificação em Indianápolis que Arie Luyendyk cravou em 1996: 382,2 km/h em uma volta e 381,4 km/h na média de quatro voltas, números que não foram superados até hoje. Isso sem esquecer dos 388,541 km/h de Gil de Ferran em Fontana, na Califórnia, em 2000, que ainda é a volta mais rápida da história da Indy.

Na suspensão, a IndyCar aposta no sistema AXIS. Ele permite ajuste de inerência no terceiro elemento tanto na frente quanto atrás. Nenhum outro campeonato importante de monopostos libera isso nos dois eixos ao mesmo tempo. As barras anti-roll agora são controladas eletronicamente pelo volante, sem aquelas alavancas e botões mecânicos dentro do cockpit.

A segurança também avançou. O cockpit ficou mais largo para acomodar pilotos de biótipos diferentes. A estrutura lateral absorve mais energia nos fortes impactos dos muros dos ovais. O aeroscreen foi integrado de forma mais limpa e leve. Em acidentes em que o carro levanta ou gira, o IR-28 tende a ficar mais plantado no chão.

Há duas versões visuais: uma para circuitos de rua e mistos e outra para ovals, com asas diferentes. A tampa do motor ganhou uma janela transparente para mostrar o V6 e a marca do fabricante. O espaço para patrocínios também cresceu.

Os primeiros testes oficiais começaram no final de julho de 2026, com Alexander Rossi e Alex Palou no volante no circuito misto de Indianápolis. A estreia em corrida fica para o início de 2028.

O IR-28 é a primeira mudança de base completa em mais de uma década e meia. Mais leve, com mais energia disponível e aerodinâmica pensada para correr melhor nos velozes ovais, ele chega com a missão de deixar as corridas mais rápidas e mais disputadas.

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Junior Candido

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