Fórmula 1 – Toto Wolff explicou porque a Mercedes decidiu inverter as posições de Kimi Antonelli e George Russell na Holanda

Toto Wolff explicou a decisão da Mercedes de inverter as posições de Kimi Antonelli e George Russell no final do Grande Prêmio da Holanda. A ordem veio na volta 65 de 72, depois de um Virtual Safety Car, e garantiu o 2º e 3º lugares para a equipe em Zandvoort.
Antonelli, conforme a Fórmula 1, vinha em segundo atrás de Lando Norris quando o Virtual Safety Car foi acionado na parte final da prova. Ele parou para colocar pneus mais novos e voltou em terceiro, atrás de Norris e de Russell, que ficou na pista. Com as duas Ferrari de Lewis Hamilton e Charles Leclerc se aproximando, a Mercedes pediu a troca. Russell questionou pelo rádio se o companheiro estava brigando pela vitória ou tentando alcançar Norris, mas cedeu a posição.
Wolff chamou a manobra de “consequência lógica”. Em entrevista à F1 TV, o chefe da equipe reforçou que essa é a política interna discutida várias vezes, inclusive na reunião de estratégia da manhã do domingo. “Não vamos perder tempo um com o outro com as Ferraris respirando no nosso pescoço. Antes da inversão, o Kimi estava na frente. Ele não precisava parar, então o George terminou onde terminou, com a ameaça das Ferraris óbvia. A troca foi a consequência lógica.”
A equipe entrou no final da corrida acreditando que tinha ritmo para vencer. Esse ritmo sumiu quando os carros passaram para o composto duro. Wolff admitiu que ainda não entende o motivo. Mesmo assim, o resultado foi considerado positivo com um lado amargo: segundo e terceiro lugares, mais pontos que a Ferrari no dia. “É uma luta de desenvolvimento e no momento estamos um pouco presos. Precisamos continuar performando e executando bem, porque as atualizações ainda estão um pouco longe.”
Russell, depois da corrida, defendeu a decisão. Disse que as regras internas da Mercedes sempre foram claras: quando os pilotos estão em estratégias diferentes, não se briga, invertem as posições. Antonelli estava na frente antes do Virtual Safety Car e tentou algo diferente para proteger a equipe. O britânico ainda seguiu defendendo a posição de terceiro contra as Ferraris nas voltas finais.
A ordem de equipe não foi sobre liderança do campeonato. Wolff deixou claro que o mesmo seria feito se as posições estivessem invertidas. O objetivo era simples: não jogar pontos fora brigando entre si com rivais logo atrás. Em Xangai, no começo do ano, a equipe já tinha visto o preço de perder tempo interno. Dessa vez preferiu agir antes.
O pódio duplo em Zandvoort fecha um fim de semana de altos e baixos para a Mercedes, com muitas lições para serem absorvidas. A equipe saiu da Holanda sabendo que precisa recuperar performance, pois viu não só a Ferrari na cola, como também o renascimento da McLaren, com duas vitórias seguidas de Norris. Por isso, enquanto as atualizações não chegam, a execução de estratégia e a disciplina interna continuam sendo o que está segurando o resultado.
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