A Casa Branca postou um vídeo sobre o conflito no Irã com referências de Call of Duty

6 de março de 2026

A Casa Branca divulgou nas suas redes sociais um vídeo que usa trechos de gameplay de Call of Duty junto com imagens reais de operações militares dos Estados Unidos contra o Irã.

O vídeo, postado recentemente, mostra animações de Call of Duty: Modern Warfare III sobrepostas a vídeos reais com explosões e ataques aéreos, com elementos visuais como pontos de pontuação e interface do jogo, dando a entender que as ações das Forças Armadas dos EUA são semelhante às missões do game. “Cortesia do vermelho, branco e azul”, diz a legenda, fazendo referência óbvia a bandeira do país.

Chance Glasco, um dos fundadores da Infinity Ward e cocriador da série, comentou sobre a publicação e trouxe à tona um episódio interno da desenvolvedora.

Glasco escreveu que a abordagem não o surpreende. Ele recordou que, logo depois de a Activision assumir o controle total e após a criação da Respawn Entertainment, houve uma pressão interna para que o próximo jogo da franquia girasse em torno de uma história na qual o Irã atacasse Israel.

Segundo ele, a ideia partiu da editora, mas não seguiu adiante porque a maioria dos desenvolvedores da equipe se opôs e a proposta foi descartada.

O comentário de Glasco veio com um RT ao vídeo oficial da Casa Branca, que promove as ações militares no atual conflito envolvendo o Irã.

O conteúdo alterna cenas do jogo — incluindo ativação de bombardeios e notificações de pontos — com filmagens autênticas de destruição de alvos iranianos, tudo editado de forma rápida e com trilha sonora com rock bem alto.

A série Call of Duty construiu sua reputação exatamente por trazer cenários de conflitos modernos para dentro de tramas fictícias. Vários títulos da linha Modern Warfare incorporaram referências diretas a eventos contemporâneos, como operações de forças especiais no Oriente Médio, ataques a embaixadas e ações contra grupos terroristas.

Esses jogos misturam inspiração real com ficção para criar missões que remetem a notícias do dia a dia. Já as versões mais recentes de Black Ops optaram por tramas com viés futurista e tecnologia avançada (embora o início da franquia tenha sido a Guerra Fria e o Vietnã), mas o núcleo realista da franquia continua presente em muitos lançamentos.

O episódio lembrado por Glasco ocorreu por volta da época em que a equipe preparava jogos como Modern Warfare 3 (de 2011). Na ocasião, a Activision buscava alinhar o enredo com tensões geopolíticas do momento, mas encontrou resistência interna. Hoje, com o vídeo da Casa Branca circulando, a história ressurge e mostra como narrativas de jogos podem se conectar — ou ser usadas — em contextos de conflitos atuais.

Essa ligação entre Call of Duty e eventos reais do Irã e Israel reforça o quanto a franquia se aproxima de temas sensíveis da atualidade, sem que isso signifique endosso ou propaganda.

O caso serve como lembrete de que decisões criativas dentro de grandes estúdios nem sempre refletem só criatividade, mas também pressões externas que nem sempre avançam. De qualquer forma, como você acha que poderia ser um game envolvendo conflitos entre nações como Israel e Irã?

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Junior Candido

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