A história foi escrita na 110ª Indy 500: A chegada mais apertada de todos os tempos, e mais fatos históricos

A 110º edição da Indy 500 terminou de um jeito que ninguém esperava. Felix Rosenqvist levou a vitória na sua oitava tentativa, superando David Malukas por inacreditáveis 0,0233 segundo na linha de chegada. É a chegada mais apertada da história da prova, batendo o recorde anterior de 1992, quando Al Unser Jr venceu Scott Goodyear por apenas 0.043 segundo.
Apesar de ter sido uma edição mais tranquila em comparação a outras, com bandeiras vermelhas apenas por causa da chuva e uma perto do fim por causa do acidente de Caio Collet (e que só foi acionada por causa do fim da prova, senão seria amarela), a prova teve sim muita intensidade.
Teve 70 trocas de liderança, um novo recorde para o evento, incluindo o brasileiro Caio, que liderou duas voltas em sua corrida de estreia. Com direito a 14 líderes diferentes ao longo das 200 voltas. Alex Palou, que largou na pole, foi quem mais liderou (59 voltas), mas Scott Dixon não ficou atrás e trocou a ponta com ele 26 vezes, outro recorde entre dois pilotos, embora muitas dessas trocas tenha sido apenas por “troca de vácuo” e não uma disputa direta pela liderança.
Três pilotos lideraram o Indianapolis 500 pela primeira vez na vida: Marcus Armstrong, Caio Collet e Romain Grosjean. E o Romain Grosjean foi o piloto que mais escalou o grid, saindo do 24º lugar para terminar em 9º. Essa honra seria de Caio, que largou em 32º e quando bateu, perto do fim da prova, estava em décimo. Já Pato O’Ward chegou em 4º, mantendo a boa fase dele na prova, mas ainda sem vitória.
Felix Rosenqvist virou o terceiro sueco a ganhar a corrida, depois de Kenny Brack e Marcus Ericsson. Ele liderou 25 voltas no total e, com 34 anos, se tornou o vencedor mais velho desde Helio Castroneves em 2009. David Malukas, que perdeu a ponta só nos últimos metros, ficou com o segundo lugar e mostrou que tinha carro pra vencer, perdendo apenas por um detalhe do destino, seguindo a lenda de que “Indianápolis escolhe os seus vencedores”.
Helio Castroneves viveu um dia complicado. Teve problema mecânico na volta 194 e abandonou, sendo só a terceira vez que isso aconteceu em 26 participações. Mesmo assim, ele rodou o suficiente para passar A.J. Foyt e virou o piloto com mais milhas completadas na história do Indianapolis Motor Speedway. Mais um recorde para um dos maiores vencedores da corrida.
Do lado das equipes, a Meyer Shank Racing w/Curb Agajanian comemorou a segunda vitória no 500, que também é a segunda vitória deles na NTT IndyCar Series. O carro número 60 nunca tinha ganhado antes, e o motor Honda chegou à 17ª vitória na prova (só fica atrás do Offenhauser).
Outros destaques: Mick Schumacher aproveitou o acidente de Caio e foi o melhor estreante, terminando em 18º, em uma corrida sem brilho, mas segura. Santino Ferrucci completou as 500 milhas pela oitava vez seguida, um recorde pessoal. E Ed Carpenter segue sem vitória depois de 23 tentativas, ninguém tentou mais que ele.
Conor Daly cravou a volta mais rápida da corrida, a 225,126 mph (362 km/h) na volta 182. Em Indianapolis, o que manda é a velocidade e não o tempo.
A edição de 2026 da Indy 500 vai ser lembrado para sempre pelo seu final histórico, mas também entrará para os registros da lendária corrida pelo número absurdo de trocas de liderança e por um sueco que esperou oito anos para subir no lugar mais alto do pódio. E o fez de uma maneira que jamais será esquecida.
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