A Nintendo venceu mais uma batalha contra a pirataria do Nintendo Switch, e um vendedor de jogos piratas terá de pagar US$ 4,5 milhões para a empresa
Nintendo vence processo contra vendedor de jogos piratas do Switch, que terá de pagar US$ 4,5 milhões e fechar suas lojas online.
Nintendo acaba de faturar uma vitória e tanto na Justiça americana contra a pirataria do Switch: um tribunal de Washington determinou que James Williams, conhecido nas redes como Archbox, pague US$ 4,5 milhões em indenização por vender jogos piratas do console. A decisão saiu nesta quarta-feira, dia 24 de setembro de 2026, e foi uma sentença à revelia, ou seja, Williams simplesmente não apareceu para se defender no processo, e o valor concedido é exatamente o que a Nintendo tinha pedido nos documentos protocolados em outubro de 2025.
Vamos entender como essa história começou, conforme as informações do Aftermatch. A Nintendo of America abriu o processo contra Williams em 28 de junho de 2024, num tribunal distrital de Washington, acusando-o de violar seus direitos autorais. Segundo a empresa, ele era moderador do subreddit /r/SwitchPirates e, mais do que isso, atuava como o “operador, supervisor e principal força” por trás de várias “lojas piratas” que distribuíam bibliotecas inteiras de jogos do Switch de forma ilegal.
E como a Nintendo conseguiu identificar quem estava por trás do apelido? Aqui está o detalhe mais curioso de todo o caso. De acordo com reportagem do site Game File publicada em novembro de 2024, a empresa rastreou Williams a partir do Reddit e conseguiu associá-lo a uma conta Nintendo que havia solicitado reparo de hardware. Foi esse pedido de conserto que entregou o endereço físico dele, e, coincidência ou não, foi justamente para esse endereço que a Nintendo enviou o aparelho consertado, dias antes de mandar a notificação extrajudicial que deu início a todo o processo.
Com a sentença agora confirmada, a Justiça também obriga Williams a fechar imediatamente as lojas virtuais que ele administra ou controla. Segundo o texto da decisão, assinado pelo escrivão da corte de Washington Joshua C. Lewis e pela vice-escrivã Natalie Wood, ele deve “desabilitar imediatamente o acesso a todas as lojas online que opera ou controla de qualquer forma, que ofereciam ao público extensas bibliotecas de jogos piratas do Nintendo Switch para download”. Vale notar que o subreddit SwitchPirates continua ativo até hoje, mas Williams não aparece mais na lista de moderadores da comunidade.
Esse caso, aliás, é só mais uma peça no tabuleiro que a Nintendo vem montando contra a pirataria em várias frentes ao mesmo tempo. Em junho deste ano, a empresa processou também a Modded Hardware, loja que vende kits para modificar o Switch e rodar jogos piratas. E não parou por aí: no começo de setembro, a companhia teve outra vitória, dessa vez na Europa. Um tribunal distrital de Haia, na Holanda, determinou que vender kits de modificação que permitem baixar e jogar cópias piratas passa a ser ilegal por lá também.
Sobre essa decisão europeia, a Nintendo já havia se pronunciado em comunicado à IGN, reforçando o recado para os jogadores: evitar comprar ou usar dispositivos de contorno de proteção, softwares de burla ou cópias não autorizadas de jogos, já que isso compromete o funcionamento e a experiência prometida pelos consoles, jogos e sistemas originais da marca.
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