A Ubisoft está dando a entender na Steam que o seu próximo remake será, enfim, o do primeiro Assassin’s Creed
Mudanças na página de Assassin's Creed na Steam alimentam rumores de um remake do jogo original para celebrar os 20 anos da franquia.
A Ubisoft, segundo os fãs, está deixando cada vez mais claro que o próximo remake da franquia Assassin’s Creed deve ser o jogo que deu início a tudo: o Assassin’s Creed original, de 2007. A publicadora vem mexendo silenciosamente na página do jogo na Steam, trocando banner e logo, em um movimento que a comunidade já identificou como o típico “teaser disfarçado” que a empresa usou antes de confirmar Assassin’s Creed Black Flag Resynced.
Se a aposta se confirmar, conforme trazido primeiro pela Game Rant, o remake deve chegar em 2027, ano que marca o 20º aniversário da franquia, o que faz bastante sentido como janela de lançamento.
Mas por que exatamente o primeiro Assassin’s Creed?
A pista mais forte não vem só das mudanças na Steam. O leaker j0nathan, conhecido por acertar detalhes da série no passado, afirmou que ouviu de um contato, ainda em 2023, que o “AC1” seria o próximo remake da linha “Resynced”. Em episódios recentes do podcast Insider Gaming Weekly, a equipe também mencionou que um novo remake estava em produção e que se tratava de um dos jogos “mais antigos” da saga, sem confirmar qual, mas reforçando a teoria.
Também existe uma lógica narrativa por trás da escolha. As partes do Assassin’s Creed 2 que envolvem Desmond Miles dependem diretamente dos eventos do primeiro jogo. Então, se a Ubisoft pretende atualizar a trilogia de Ezio Auditore, faz sentido a empresa começar pelo início da história e resgatar primeiro a aventura de Altair.
O que muda em relação ao jogo de 2007
O Assassin’s Creed original colocava o jogador na pele de Altaïr Ibn-La’Ahad, explorando Jerusalém, Damasco e Acre durante a Terceira Cruzada, por volta de 1191, tudo isso através das memórias genéticas revividas por Desmond Miles no Animus, dentro da Abstergo Industries. Foi esse jogo que introduziu mecânicas que se tornaram marca registrada da série: perseguição furtiva, interrogatório, punga (pickpocketing), escalada livre e assassinatos pelos telhados.
O problema é que, hoje, o jogo envelheceu mal em vários pontos. A movimentação é datada, a exploração é limitada e a estrutura de missões é repetitiva, algo que até fãs mais nostálgicos reconhecem ao revisitar o título. É justamente essa repetição na estrutura de missões que a comunidade mais espera ver corrigida em uma eventual versão remasterizada.
E no caso de nós, brasileiros, o game original está totalmente em inglês, a ponto de nem oferecer legendas nas falas. É possível jogá-lo com as melhorias do Xbox Series X no sistema de retrocompatibilidade do console, mas além de melhorias gráficas que o próprio console oferece, os problemas de gameplay e estrutura seguem intactos.
Se a Ubisoft seguir o modelo aplicado em Black Flag Resynced, o caminho deve ser parecido: reconstrução completa no motor Anvil (o mesmo usado em Assassin’s Creed Shadows), iluminação com ray tracing, sistema de combate reformulado e visual atualizado, mas mantendo história, ambientação e identidade original intactas, talvez adicionando um conteúdo novo aqui e ali, mas sem alterar a essência do game. Segundo relatos, Black Flag Resynced vendeu 2 milhões de cópias nas primeiras 24 horas e chegou a 3,5 milhões em duas semanas, números que ajudam a explicar por que a Ubisoft está confiante em repetir a fórmula.
E o resto da linha de remakes
A confirmação do primeiro Assassin’s Creed não fecha a lista, caso seja concretizado em um futuro próximo. Segundo rumores recentes, a Ubisoft já teria um terceiro remake, ainda sem anúncio oficial, encaminhado para depois do lançamento do segundo. Ao mesmo tempo, a publicadora segue tocando o desenvolvimento de Assassin’s Creed Codename Hexe, jogo inédito da linha principal, ambientado na Alemanha durante a caça às bruxas, com lançamento também previsto para 2027.
Isso cria um cenário curioso: dois lançamentos grandes de Assassin’s Creed mirando o mesmo ano. A julgar pelo histórico da empresa, um lançamento duplo no mesmo período parece pouco provável, mas também não está descartado.
Por enquanto, nada disso é oficial. A Ubisoft não confirmou publicamente qual remake vem a seguir, e tudo o que existe são vazamentos, teasers indiretos na Steam e a lógica encontrada por fãs por trás da decisão. Mas, juntando as peças, fica difícil não apostar no retorno de Altaïr como o próximo grande projeto de resgate da franquia.
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