Análise Arkade: Ariana And The Elder Codex, mais um bom metroidvania que chega de fininho

Ariana and the Elder Codex é um jogo de RPG de ação e plataforma com elementos de metroidvania que está com o lançamento marcado para o dia 24 de março para Playstation 4, Playstation 5 e Nintendo Switch e no dia 29 de abril de 2026 para Steam. Já jogamos, e você confere agora nossa análise em primeira mão!
O Jogo foi desenvolvido pela Idea Factory junto com o estúdio Compile Heart (que foi responsável pelos jogos da saga Hyperdimension Neptunia) e o estúdio Hyde (Digimon Survive) e publicado pela Idea Factory Internacional. O jogo se aproveita do cenário metroidvania estar voltando com tudo e aposta em gráficos bonitos com uma jogabilidade dinâmica.
História e Premissa

O jogo se passa em um mundo onde a magia é sustentada por Sete Códices: 4 foram dados a humanidade por uma deusa no intuito de observá-los na evolução e 3 foram criados a partir desses pelos próprios humanos conhecidos por bibliotecários.
Mas algo acontece e os códices são alterados e com isso toda a magia se perdeu no mundo. Diante deste cenário, assumimos o papel de Ariana, uma jovem bibliotecária que herdou de seu pai um poder único que é o de, literalmente, mergulhar nos livros.
Assim, sua missão é entrar fisicamente dentro das páginas corrompidas dos códices e reparar suas histórias originais. Claro que não será tão simples restaurá-los: será preciso enfrentar distorções e derrotar guardiões maléficos para assim conseguir restabelecer a magia para o mundo.

Jogabilidade e mecânicas
O jogo traz mecânicas que lembram muitos outros metroidvanias contemporâneos, como Ender Lilies e Hollow Knight — como itens mágicos que concedem habilidades passivas (aumento de vida e bônus de crítico) — e as magias que podemos designar para os botões (que no caso de Ender Lilies são os espíritos que equipamos).
Podemos designar até 6 magias diferentes por vez, e cada uma fará a diferença em determinados pontos do jogo. Como de praxe no gênero, também existem habilidades de exploração e travessia, como pulo duplo e dash aéreo.

Um diferencial único do jogo que está atrelado à sua história são os pontos que iremos reparar nos códices. Esses pontos poderão ser desafios de plataforma ou desafios de combate (pequenas hordas de inimigos). Ao completá-los rapidamente, receberemos pontos permanentes de atributos como aumento de HP ou ataque — e claro, poderemos restabelecer as páginas dos códices, avançando a narrativa.
Confira um pouco de gameplay no vídeo abaixo:
O jogo também possui algo que eu aprecio muito: um sistema de recompensas internas que é atrelado a feitos dentro dele como, matar quantidade X de inimigos ou completar 100% de um códice.

No geral, o jogo condensa bem os conceitos já bem conhecidos de outros metroidvanias 2D, incluindo um mapa vasto e interconectado, repleto de segredos, um sistema de combate sólido e aquele senso de progressão, com power ups que nos permitem explorar novas áreas e deixam claro que estamos no caminho certo.
Audiovisual
O estilo visual do jogo utiliza modelos 3D com uma estética que imita ilustrações 2D feitas à mão, fugindo um pouco do tradicional 2.5D utilizado pelo jogos anteriores da Compile Heart que eram mais visual novels.

O jogo também traz um efeito nas transições de cenário que dão a impressão de que estamos virando as página dos códices. O jogo é repleto de detalhes charmosos como esse, que fortalecem a ideia de que estamos dentro de um livro e denotam capricho do time de design e direção de arte.
A trilha sonora é um dos pontos altos para quem gosta da vibe “anime de fantasia mágica” japonesa. Ela foi projetada para reforçar a ideia de que estamos “viajando entre gêneros literários” já que em cada códice a música irá combinar com a temática do livro.

Aqui encontramos desde faixas mais orquestrais épicas até algo mais etéreo como fábulas ou magia antiga. E o jogo faz uma transição bem dinâmica quando entramos em um ponto de reparação, já que a melodia ganha mais intensidade, acrescenta camadas extras sem quebrar a melodia, o que ajuda a manter o ritmo e a imersão.
Conclusão
Ariana and the Elder Codex é um metrodivania que se diferencia dos demais por sua temática — que lembra muito animes de fantasia e aventura — e por sua proposta de explorar códices, que por si só possuem temáticas diversas, dando a cada mundo/códice do jogo uma identidade única, que combina com a história narrada em cada um deles.
Apesar dele ter um visual meio “aconchegante”, o combate exige um pouco de estratégia (especialmente contra chefes) exigindo que o jogador combine itens mágicos e as magias de forma otimizada. Em resumo, mais um metroidvania bastante competente que chega para agradar aos fãs do gênero!
Ariana And The Elder Codex será lançado para Playstation 4 (versão analisada), Playstation 5 e Nintendo Switch no dia 24 de Março. No dia 29 de abril será lançada a versão PC/Steam.
O game conta com dublagens em Inglês e Japonês e legendas somente em Inglês, sem localização para o nosso PT-BR.