Análise Arkade: revisitando The Rogue Prince of Persia, agora no Nintendo Switch 2

10 de janeiro de 2026

Embora eu não seja exatamente um entusiasta de roguelikes e roguelites, vez ou outra algum jogo do gênero consegue me fisgar. No caso de The Rogue Prince of Persia, meu interesse prévio vinha de dois lugares muito claros: o carinho que eu tenho pela franquia Prince of Persia e a qualidade do trabalho da Evil Empire — estúdio que coproduziu Dead Cells, um dos roguelites mais celebrados dos últimos anos. Essa combinação, por si só, despertava minha curiosidade.

The Rogue Prince of Persia não é realmente novo. De fato, aqui na Arkade já analisamos ele mais de uma vez: temos um preview, da época em que ele ainda estava em Early Access, e uma análise completa, da versão 1.0 que saiu mais de um ano depois. Mas, no finalzinho de 2025, a Ubisoft trouxe o game ao Nintendo Switch 2, e é sobre esta versão que vamos falar hoje.

Por conta disso, não vou entrar em muitos detalhes de história e jogabilidade: já falamos bastante de tudo isso por aqui e ainda estamos diante do mesmo jogo. O diferencial é justamente a chegada do game ao mais recente console híbrido da Nintendo.

The Rogue Prince of Persia em qualquer lugar

Na minha opinião, existe algo de muito natural na união entre roguelites e jogatina portátil. O loop de gameplay — que tende a ser rápido, mas pode se estender, de acordo com sua habilidade — combina perfeitamente com sessões curtas, aquelas partidinhas rápidas antes de dormir, na hora do almoço ou encaixadas entre os compromissos do dia.

O Nintendo Switch 2 potencializa exatamente esse tipo de experiência. A possibilidade de jogar “em qualquer lugar”, sem o ritual tradicional de sentar na frente da TV, torna tudo mais fluido e acessível. Levei The Rogue Prince of Persia comigo nas férias — inclusive para um acampamento — e foi uma ótima pedida: mesmo deitado numa rede, a centenas de quilômetros de casa, eu podia jogar uma ou duas runs após o café da manhã ou antes do jantar e sentir que estava avançando, evoluindo e aproveitando o jogo no meu tempo.

E há muito o que se aproveitar aqui! O gameplay é deliciosamente responsivo — uma herança direta de Dead Cells que também tem tudo a ver com a franquia Prince of Persia. Correr pela parede, fatiar inimigos e realizar saltos acrobáticos na pele deste “novo” Príncipe, em um ambiente 2D que muda a cada partida, é um deleite.

The Rogue Prince of Persia é um jogo ágil, que exige reflexos rápidos e atenção. Não é um jogo fácil, mas recompensa o empenho do jogador com um sistema de progressão muito interessante, que possibilita diferentes builds com base em armas e amuletos, e vai liberando novas áreas conforme você chega mais longe — de modo que, mesmo o começo de cada run não precisa ser sempre “o mesmo”.

Desempenho no Switch 2

Tecnicamente, o desempenho do jogo Switch 2 é excelente. O novo console da Nintendo já mostrou que dá conta de jogos pesados, como Cyberpunk 2077 e Assassin’s Creed Shadows, então ele tira de letra um jogo 2D, mesmo no modo portátil.

Jogando em modo portátil, o console híbrido conseguiu manter 60 quadros por segundo consistentemente durante a maior parte da jogatina, mesmo em momentos mais intensos de ação ou com muitos inimigos em tela. Uma performance fluida e estável mais do que necessária em um jogo que exige agilidade e precisão do jogador.

Enquanto a telinha do console roda o jogo em resolução nativa de 1080p, quem quiser mais riqueza (e resolução) pdode jogar com o console “dockado” e desfrutar de um upscale visual que alcança os 4K em TVs/monitores compatíveis.

Ainda que os cenários de roguelites em geral não sejam particularmente interessantes (afinal, são modulares, para serem rearranjados proceduralmente a cada run), The Rogue Prince of Persia é um jogo que esbanja estilo e fluidez, com ótimas animações e um design muito rico — dentro das limitações do gênero. Por isso, é bom que ele tenha uma apresentação visual agradável sem comprometer o desempenho.

E por falar nisso, a otimização feita aqui é um daqueles casos em que a gente olha e pensa “que bruxaria é essa?”. Digo isso porque o arquivo do jogo tem menos de 2GB — um tamanho ridiculamente pequeno para um jogo tão completo e bem executado. É aquele tipo de game que dá para manter instalado sem medo, pois não ocupa espaço e está sempre à mão.

Conclusão

No fim das contas, jogar The Rogue Prince of Persia no Nintendo Switch 2 só reforçou uma percepção que eu já tinha: roguelites e consoles portáteis tem tudo a ver. A experiência flui de maneira deliciosa no Nintendo Switch 2, e a praticidade de poder colocá-lo na mochila e jogar “em qualquer lugar” se torna um convite constante para continuar avançando.

Para alguém que normalmente não se encanta tanto com o gênero, esse formato portátil ajuda a diluir o peso de cada recomeço, transformando cada tentativa em algo mais leve, quase despretensioso. Por isso, The Rogue Prince of Persia se encaixa como uma luva em um console híbrido: as partidas rápidas, o loop viciante e o gameplay bem calibrado fazem com que o jogo seja perfeito tanto para sessões curtas quanto para aquelas horas em que a gente perde a noção do tempo sob o argumento de “só mais uma run”.

Some isso a uma performance sólida, fluida e otimizada, e temos aqui algo realmente especial. A Ubisoft e a Evil Empire entregaram um jogo excelente em qualquer plataforma, mas que, na minha opinião, é melhorado com a portabilidade de um console híbrido. The Rogue Prince of Persia é um jogaço — que brilha ainda mais no Nintendo Switch 2.

The Rogue Prince of Persia está disponível para PC, PlayStation 5, Xbox Series, Nintendo Switch e, mais recentemente, Nintendo Switch 2. O jogo possui menus e legendas em PT-BR.



Rodrigo Pscheidt

Jornalista, baterista, gamer, trilheiro e fotógrafo digital (não necessariamente nesta ordem). Apaixonado por videogames desde os tempos do Atari 2600.

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