Assassin’s Creed na Segunda Guerra Mundial: O que a lore revela sobre Assassinos e Templários no conflito

5 de março de 2026

A Segunda Guerra Mundial aparece de forma consistente na história de Assassin’s Creed, mesmo sem um jogo completo ambientado entre 1939 e 1945.

A narrativa da série mostra que o conflito não foi apenas um evento histórico: os Templários o influenciaram diretamente para avançar seus planos de controle global, enquanto os Assassinos trabalharam nos bastidores para limitar os danos e acelerar o fim das hostilidades.

De acordo com os registros internos da franquia, os Templários prepararam o terreno para a guerra ao entregar uma Maçã do Éden a Adolf Hitler em 1933. Esse artefato Isu ajudou o líder a consolidar o poder do Partido Nazista e a hipnotizar parcelas da população alemã.

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O Rito Alemão dos Templários assumiu o controle efetivo da Alemanha, usando o regime para iniciar as invasões que conhecemos, como as da Polônia e depois França, que deflagraram o conflito mundial. O objetivo maior era gerar o caos necessário para implantar uma Nova Ordem Mundial sustentada por um sistema monetário internacional dominado por eles.

Líderes de ambos os lados — como o presidente dos EUA Franklin D. Roosevelt, o premiê britânico Winston Churchill, o líder soviético Joseph Stalin e o próprio Hitler — receberam influência templária em diferentes graus. No final da guerra, em 1945, um membro dos Assassinos eliminou Hitler no bunker de uma Berlim já destruída e com ataque aliado, impedindo que ele escapasse com a Maçã do Éden conforme o plano original dos Templários.

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Frases registradas em documentos internos da ordem mostram o tom calculado: um agente templário declarou em 1945 que “a guerra acabou e estamos no controle, como planejado”.

Os Assassinos não ficaram de fora. Membros da Irmandade atuaram tanto com os Aliados quanto em operações independentes, sempre com o foco em restaurar o equilíbrio e evitar que o conflito se prolongasse indefinidamente.

Eles participaram de missões de inteligência, sabotagem e recuperação de artefatos Isu, combatendo projetos secretos como o Uranprojekt (programa nuclear alemão) e o desenvolvimento de armas avançadas.

O principal relato direto: Assassin’s Creed: Conspiracies

A experiência mais completa da Segunda Guerra Mundial na série vem do quadrinho Assassin’s Creed: Conspiracies, lançado originalmente em francês em 2016 e 2017 pela Les Deux Royaumes e reunido em edição inglesa pela Titan Comics em 2018. A história acompanha Eddie Gorm, um britânico comum que gerenciava um negócio no porto de Londres.

Em 1940, após a morte da família durante o Blitz, Eddie Gorm é abordado por agentes americanos Boris Pash e Julia Dusk. Ele aceita infiltrar as fileiras nazistas, sobe na hierarquia da SS e chega a Untersturmführe, o equivalente a segundo-tenente dentro da organização.

Suas missões o levam ao Instituto Kaiser Wilhelm (local de pesquisas do Reich), à usina de água pesada de Vemork, na Noruega (local essencial para uma bomba atômica nazista, mas que foi sabotada por noruegueses na vida real), e ao castelo de Książ, na Polônia (que foi tomada pela SS, serviria como abrigo futuro para os interesses nazistas e até foi cogitado como um dos lares de Hitler).

Lá, Eddie descobre que o programa atômico alemão servia de fachada para o projeto Die Glocke, uma máquina templária que usava uma Maçã do Éden para acessar memórias genéticas e potencializar experimentos. Com ajuda de Nikola Tesla (que fingia trabalhar para os Templários), ele e Julia Dusk sabotam o aparelho.

O USS Eldridge, o centro da conspiração Project Rainbow

Mais tarde, durante a operação Project Rainbow (conhecido como Experimento Filadélfia – uma famosa teoria da conspiração que alega que a Marinha dos EUA tornou o destróier USS Eldridge invisível e o teletransportou da Filadélfia para Norfolk em outubro de 1943), Eddie confronta o próprio mentor Pash a bordo do USS Eldridge. Desiludido com os métodos da Irmandade, ele mata Tesla para interromper os testes e depois tira a própria vida em 28 de outubro de 1943.

O quadrinho mostra o recrutamento de Eddie Gorm, sua formação como Assassino e o custo emocional de operar no meio da guerra. Ele representa o novato que entra no conflito milenar entre as duas ordens sem estar preparado para as consequências.

Referências em outros jogos e mídias

Outros títulos da série reforçam essa presença:

  • Em Assassin’s Creed II, os glifos de Subject 16 mencionam o envolvimento de Hitler com uma Maçã do Éden.
  • Assassin’s Creed: Unity inclui uma anomalia temporal que leva Arno Dorian para Paris ocupada em 1944.
  • Arquivos de Layla Hassan em Assassin’s Creed: Origins e entradas de banco de dados em outros jogos citam a guerra como etapa da disputa entre Assassinos e Templários.
  • Após 1945, os Templários fortaleceram sua posição através da Abstergo Industries, empresa que surge como fachada moderna da ordem e continua projetos iniciados na guerra.

Essa abordagem permite que Assassin’s Creed trate de um período importante da história sem obrigatoriamente criar um game sobre esta época, especialmente quando já existem muitos jogos sobre o conflito.

Em vez de um mapa aberto em uma Paris ocupada ou em uma Stalingrado em escombros, a lore usa documentos, quadrinhos e referências pontuais para manter o conflito entre Assassinos (defesa da liberdade) e Templários (busca por ordem absoluta) vivo e coerente com os eventos reais.

Para quem quer aprofundar, o ponto de partida recomendado é o volume completo de Assassin’s Creed: Conspiracies, disponível em formato físico e digital. A história de Eddie Gorm conecta diretamente com o universo maior, incluindo aparições posteriores de sua descendência em outras mídias da franquia.

Fontes consultadas:

  • Assassin’s Creed Wiki (páginas World War II, German Rite of the Templar Order, Eddie Gorm e Assassin’s Creed: Conspiracies)
  • Publicação oficial Titan Comics, 2018
  • Referências encontradas em Assassin’s Creed II e Unity

A integração da Segunda Guerra Mundial na lore mostra como a série usa fatos históricos para sustentar sua narrativa central, sem depender exclusivamente de um título novo. Quem acompanha a franquia desde o começo encontra aqui mais uma camada que une passado distante e século XX. E se quiser ter uma ideia em como seria um Assassin’s Creed sobre o conflito, veja este vídeo conceito:

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Junior Candido

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