Atores de Cidade de Deus: A Luta não Para compartilham um pouco do que esperar da segunda temporada da série da HBO Max
Elenco e equipe revelam o que esperar da segunda temporada de Cidade de Deus: A Luta não Para, que estreia em 8 de novembro na HBO Max.
Cidade de Deus: A Luta não Para estreia a segunda temporada no dia 8 de novembro na HBO Max, com a promessa de mais ação do que a primeira temporada e um núcleo político que mostra como o que acontece na comunidade se conecta com o que se trama em gabinetes.
Para explicar um pouco mais do seriado, a HBO Max Brasil reuniu elenco e equipe para falar do retorno dos personagens cerca de 25 anos depois do filme. Matheus Nachtergaele volta como Sandro Cenoura, preso no final da história original e agora trazido de volta pela comunidade para tentar conter a violência dos mais jovens. Alexandre Rodrigues retoma o Buscapé, que na temporada ambientada em 2005 passa a lidar também com rádio comunitária. Roberta Rodrigues encarna a Berenice, agora eleita vereadora, entrando na arena política do Rio para confrontar milícias ligadas ao poder do Estado.
Acompanhamos a coletiva de imprensa a convite da HBO Max, e com o apoio da criadora Lu Leone, do Cadê meu Chapéu.
Ale Muritiba, diretor da série, explica que a segunda temporada mantém as marcas conhecidas em Cidade de Deus, envolvendo tiroteios e ritmo intenso, mas aprofundará a subjetividade dos personagens e expande o universo. “Temos um thriller político muito forte”, disse ele na coletiva, citando especialmente o arco da Berenice, que leva a trama para fora da favela e dentro dos ambientes políticos. A produção também traz personagens que mostram outras faces da vida na comunidade: a Leca (interpretada por Luz de Castro), ativista cultural que se torna empreendedora; a Amanda, inspirada em Rafaela Silva, a maior judoca brasileira, vinda da própria Cidade de Deus; e a Cíntia, diretora de um centro comunitário por onde passa gente de todos os lados, inclusive do tráfico.
Victor Andrade, que interpreta o Geninho e é morador da Cidade de Deus, disse que cresceu ao lado de quem cresceu assistindo no filme. Ele destaca que a série permite mostrar múltiplas faces da favela, não só a criminalidade. “As crianças não olham pro meu trabalho e falam ‘quero ser bandido por sua causa’. Elas falam ‘quero atuar também’”, contou. A galera do Instituto Arteiros, grupo de teatro formado na comunidade e que se inspirou no Nós do Morro, participou do casting e de oficinas de audiovisual durante a produção.
Na coletiva, Matheus Nachtergaele comentou o desafio de não romantizar o Cenoura. O personagem vive na criminalidade, mas carrega uma ética própria, o que o ator descreveu como o “malandro cheio de ética” das canções de Chico Buarque. Na temporada ele tenta se afastar da vida do crime, cumpre a sua pena e só volta por laços afetivos. Já Andréia Horta, que interpreta a Jerusa, falou de uma personagem que articula milícia, crime organizado e interesses pessoais, sempre trabalhando para a própria pele. A atriz estava grávida de oito meses durante as gravações, coincidência com o estado da personagem em parte da trama.
Andrea Barata Ribeiro, sócia da O2 e produtora, lembrou que o projeto creditou cerca de mil pessoas e reforçou o papel do audiovisual brasileiro como gerador de emprego e renda. Ela e Vanessa Miranda, vice-presidente de conteúdos de ficção da HBO Max, destacaram o esforço da sala de roteiro em ir além do “favela movie”, crescendo os núcleos mais jovens e as histórias de cultura, esporte e organização comunitária.
O clássico Cidade de Deus começou a ser produzido em 1998-1999 e estreou em 2002. A série, que chegou à primeira temporada com lançamento global na plataforma, agora retoma os personagens com mais tempo de tela para mostrar anseios, medos e relações dentro das casas. Como resumiu um dos participantes, enquanto o país existir, Cidade de Deus fará sentido. A segunda temporada chega no dia 8 de novembro.
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