Bangers Open Air – Kerry King causou um terremoto no festival, e mostrou que sua banda tem alma e fúria

Um dos grandes nomes a iniciar a tarde-noite do Bangers Open Air no domingo (4), Kerry King, o veterano guitarrista do Slayer, que estreou sua banda solo no Brasil no festival, começou “devagar”, mas depois ajudou a criar um terremoto no Memorial da América Latina, com direito a muitas rodas e uma selvageria digna de um bom show do gênero.
O show, que começou com músicas de sua carreira solo, como Where I Reign, Rage, Trophies of the Tyrant, Residue, Two Fists e Idle Hands, serviram para aquecer o público, que a partir de Two Fists, como a música sugere, Pensei que meu ódio tivesse ido embora / Mas agora está aqui para ficar, o pau começou a quebrar no show.
A partir daí, o músico, que fez questão de começar seu show com suas próprias músicas, para não se apresentar como uma espécie de “cover” ou “tributo” do Slayer, já estava se divertindo no palco, e com a plateia na mão. Ou nas rodas, se preferir.
A segunda metade, já com músicas do Slayer, também rolou uma homenagem: os falecidos Paul Di’Anno e Clive Burr, do Iron Maiden, foram celebrados em uma versão especialmente feita por King de Killers, do segundo álbum da banda que tem o mesmo nome lá de 1981, e que iniciava um legado que dura até os dias de hoje, seja lá qual for a era preferida de cada um da donzela de ferro.
E, além da homenagem, os fãs puderam sim, se acabar com algumas do Slayer. Disciple, Raining Blood e Black Magic se misturaram com Shrapnel e From Hell I Rise, de King, misturando no setlist. Uma escolha sábia, pois trouxe um pouco dos clássicos que os fãs amam, mas sem abrir mão de dizer, com todos os riffs possíveis, que aquele show não era do Slayer, e sim do Kerry King.
E, nessa altura do campeonato, qualquer lugar do espaço reservado ao palco já estava fora de controle. A pista premium se arrebentou em rodas, a área do povão fez o mesmo, até com alguns sinalizadores se acendendo, mesmo que de forma tímida, no espaço do público.
Destaque também para o Mark Osegueda, vocalista do Death Angel, que faz parceria também com Kerry King em seu projeto. O músico, mesmo nas músicas do Slayer, manteve o seu jeitão de cantar, e garantiu, assim como toda a banda, mais uma vez, que ali não era um show do Slayer, e sim do Kerry King.
O saldo foi positivo. Os clássicos do Slayer estiveram presentes sim, até um cover do Iron Maiden se fez presente, e todo mundo que estava lá curtiu da melhor forma possível. Mas Kerry King veio, pela sua primeira vez solo ao Brasil, para deixar claro que seu projeto tem a sua identidade, e que vale a pena, ainda, ir ouvir seu som, mesmo sem a sua ex-banda. O terremoto estará garantido.
O Bangers Open Air, que aconteceu entre 2 e 4 de maio em São Paulo, já confirmou sua data para 2026, com a data dos blind tickets já confirmada.
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