Monsters of Rock 2026 – Lzzy Hale conquista o Brasil “no grito” em um show poderoso do Halestorm

“Meu Deus, já era mais que hora. Ainda não consigo acreditar que faz tanto tempo, então temos que compensar”, disse Lzzy Hale, para a Rolling Stone, sobre o retorno do Halestorm ao Brasil, após um hiato de dez anos. E quem esteve neste sábado (4) no Monsters of Rock com certeza entendeu que eles compensaram sim esta ausência.
Em 2013, tocaram para mil pessoas em São Paulo. Dois anos depois, estavam no Rock in Rio, quando iniciaram pra valer sua relação de amor com o nosso país. E um ano depois, estiveram no Maximus Festival.
Nestes dez anos, muita coisa mudou. O Halestorm amadureceu e cresceu ainda mais como banda, conquistando ainda mais espaço, e Lzzy Hale se tornou, definitivamente, uma das grandes vozes da atual geração. Só para citar um exemplo, ela foi escolhida para cantar com ninguém menos que Paul Rodgers o cover de Shooting Star, um clássico do Bad Company, e que, por motivos óbvios, não é música para ser cantada por “qualquer um”.
Mas vamos voltar ao Allianz Parque. Tocando em um horário confortável, com o show iniciando às 15:15, a banda fez aquilo que a maioria das bandas fazem: misturam músicas famosas do passado com faixas do disco novo, no caso, o Everest que chegou no ano passado.
Além da carismática Lzzy Hale, a banda também tem o seu irmão, Arejay Hale na bateria, além de Joe Hottinger na guitarra e Josh Smith no baixo. E quem não conhecia o Halestorm conheceu a banda da melhor forma possível: com os gritos de Lzzy e a energia que a cantora e sua banda entrega no palco.
Love Bits (So Do I), um dos maiores sucessos da banda, levantou o público, que também ficou com o queixo no chão com a cantora gritando poderosamente com I Miss The Misery e I Am The Fire, além de I Get Off. Lzzy também se dirigiu para as “lindas mulheres brasileiras” com Like a Woman Can, música feita para falar de forma direta com o público feminino.

Outro momento divertido do show foi a pausa dos músicos, coberta por um solo bem legal de Arejay, que herdou o carisma de família e arrancou aplausos de uma plateia que, naquele momento, já estava rendido ao furacão Halestorm.
Quem não conhecia a banda, foi convencido, “no grito”, de que o Halestorm é um dos grandes nomes do rock atualmente, e que Lzzy Hale é tudo aquilo que o rock precisa: talento, carisma e atitude. A soma da energia da cantora com a qualidade da banda fizeram o quarteto ser considerado por muita gente, incluindo a mim, como o ponto alto do festival, já que além de tudo, Lzzy ainda cumpriu a sua promessa de compensar estes dez anos longe de um palco no Brasil.
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