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Bon Jovi volta ao Madison Square Garden depois de quatro anos enquanto ‘Livin’ On A Prayer’ vira hino nos estádios da Copa do Mundo

Bon Jovi retorna aos palcos no Madison Square Garden após quatro anos, enquanto Livin’ On A Prayer embala a Copa do Mundo de 2026.

Junior Candido
Bon Jovi volta ao Madison Square Garden depois de quatro anos enquanto ‘Livin’ On A Prayer’ vira hino nos estádios da Copa do Mundo

O Bon Jovi voltou aos palcos na noite de 7 de julho de 2026. O primeiro show da turnê Forever lotou o Madison Square Garden em Nova York e deu início a nove datas seguidas na casa. Depois de quase quatro anos longe das turnês, Jon Bon Jovi subiu no palco, olhou para a plateia e falou direto: “Não ouvia o rugido da galera há quatro anos. Estou grato e humilde com tudo isso.”

O timing da volta caiu bem. Enquanto a Copa do Mundo de 2026 acontece nos Estados Unidos, Canadá e México, Livin’ On A Prayer virou um dos momentos mais cantados das arquibancadas. No MetLife Stadium por exemplo, em Nova Jersey, lar da banda, a música explode em várias partidas. A torcida inteira levanta o refrão, e a seleção americana até adotou a faixa como celebração depois dos jogos enquanto disputava o torneio. Jon Bon Jovi esteve por lá assistindo a uma partida dias antes de retomar a turnê.

A história até chegar nesse ponto foi longa, conforme lembrada pelo Blabbermouth. Em 2022, depois de uma turnê curta, Jon sentiu que a voz não respondia como antes. O diagnóstico veio depois: uma corda vocal tinha atrofiado. Ele fez cirurgia, recebeu um implante de Gore-Tex e começou uma reabilitação que durou três anos e meio. Teve que reaprender a projetar a voz do zero, com ajuda de fonoaudiólogo. Os companheiros de banda — David Bryan, Tico Torres, Hugh McDonald e Phil X — ficaram do lado o tempo todo. “Eles nunca duvidaram de mim”, contou Jon depois. “Fizeram sacrifícios grandes pra estar ali em cada ensaio. Meu carinho por eles só aumentou.”

Com o disco Forever nas mãos e uma versão reimaginada com participações de outros artistas, ele decidiu que estava na hora de testar tudo ao vivo. “Estou totalmente recuperado”, disse à revista People. “Demorou mais do que eu esperava, mas tinha que sair do jeito certo. A gente nunca perdeu a fé.”

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A setlist do show de abertura misturou o que o público mais queria com o material novo. Abriu com uma versão de With A Little Help From My Friends, dos Beatles, e seguiu com We Weren’t Born To Follow, Lost Highway e Who Says You Can’t Go Home. Clássicos como You Give Love A Bad Name, Born To Be My Baby, It’s My Life e, claro, Livin’ On A Prayer apareceram no meio da noite. No encore vieram I’ll Be There For You, Wanted Dead Or Alive e Bad Medicine. Músicas mais recentes como Legendary e Living Proof também entraram e mostraram que a banda não vive só de catálogo antigo.

Depois das nove noites em Nova York — inclusive com data marcada para 19 de julho, mesmo dia da final da Copa no MetLife Stadium —, a turnê segue para a Europa. Escócia, Irlanda e Londres recebem shows em agosto e setembro.

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