Streets of Rage 2 ganha versão em realidade mista no Meta Quest 3 e agora a pancadaria rola nas ruas de Akihabara
Streets of Rage 2 é reconstruído em 3D e roda localmente no Meta Quest 3, misturado às ruas reais de Akihabara.
Um desenvolvedor chamado Gwendall mostrou o Streets of Rage 2 (Bare Knuckle II, no Japão) rodando em realidade mista no Meta Quest 3, com o Axel Stone brigando em cima de uma calçada real de Akihabara, em Tóquio. O clipe foi publicado no X e, segundo ele, a demo funciona de forma independente no headset, sem PC conectado, e é jogada com um controle DualSense do PS5.
Não se trata de um vídeo editado depois com o sprite do jogo colado na imagem. Gwendall explicou que está construindo um motor capaz de desmontar jogos clássicos e renderizá-los de outras maneiras, e a renderização espacial é uma delas. É esse caminho que faz o beat ‘em up de 1992 aparecer dentro do Quest 3, misturado ao ambiente físico, que faz o jogo parecer até um pouco com as pancadarias de Yakuza.
Com a palavra, o criador da iniciativa
Nos comentários, Gwendall fechou dois pontos que o vídeo sozinho deixava em aberto. O primeiro é o local: a rua é mesmo do bairro de Akihabara, o “paraíso dos eletrônicos, games e cultura pop” de Tóquio. O segundo é o tipo de experiência, já que o que aparece é realidade aumentada, com o passthrough do headset combinado ao jogo. Uma versão em VR também seria possível, de acordo com o mesmo comentário, mas não é o que o clipe mostra.
Em outra resposta, ele resumiu o experimento como um jogo de Mega Drive de 1992 reconstruído em 3D numa rua real de Akihabara e executado localmente no Quest 3. Sobre os detalhes técnicos, disse apenas que vai contar mais em breve.
O projeto é chamado de Re-rendered, descrito no GitHub do autor como jogos de console clássicos reconstruídos em 3D a partir do próprio chip de vídeo do aparelho e jogados em realidade mista no Quest 3. O código ainda não é público.
O que aparece no vídeo
O clipe tem cerca de 17 segundos. Axel, em sua clássica camiseta branca e faixa amarela, enfrenta um inimigo, derruba o inimigo no asfalto e pega o saco de dinheiro que o jogo solta depois do nocaute. Logo em seguida entra o Signal, pronto para apanhar também.
A interface original do Mega Drive fica sobreposta à rua o tempo todo, com barra de vida, pontuação, relógio e o aviso “Press 2UP Start”. O chão molhado reflete as placas de propaganda, as maquininhas, e quem conhece o bairro reconheceu a viela nos comentários. E não tem como negar que o jogo ficou muito próximo de Yakuza, outro jogo que envolve pancadaria da SEGA e que tem as ruas do Japão como cenários principais.
Um clássico absoluto
Em dois dias, a publicação passou de 7 mil curtidas, chegou a cerca de 1,3 mil repostagens e superou 360 mil visualizações. Parte desse desempenho vem do contraste: Streets of Rage 2 saiu em 1992 para o Mega Drive, com trilha de Yuzo Koshiro, e ver o Axel em pixels ocupando o mesmo espaço de uma calçada de verdade, com o HUD intacto, agrada tanto a quem cresceu com o jogo da Sega quanto a quem usa headset hoje.
Torcedores, calma!
Por enquanto, não existe lançamento nem data. Quem quiser jogar uma fase inteira em Akihabara terá que esperar o que Gwendall prometeu trazer em breve. O que já foi mostrado, porém, deixa claro a intenção: o jogo de 16 bits continua o mesmo, só que o cenário deixou de ser o desenho do Mega Drive e passou a ser a rua.
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- Lançamento
- 20 de dezembro de 1992
- Desenvolvedora
- Sega
- Publicadora
- Sega




