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Colocaram o Contra de NES para rodar nos gráficos vetoriais do Vectrex

Conheça o port caseiro de Contra do NES para o Vectrex, com gráficos vetoriais, ROM de 64 KB e áudio extra via multicart.

Junior Candido
Colocaram o Contra de NES para rodar nos gráficos vetoriais do Vectrex

Contra do NES acabou de aparecer no Vectrex. Obviamente, não é coisa da Konami, mas também não é nenhum emulador rodando num PC escondido. É um port caseiro, feito por Arcade Jason (Jason Kopp), que redesenha o jogo de 1988 no display vetorial do console de 1982 e ainda consegue colocar tudo numa ROM de 64 KB.

O vídeo saiu no canal dele no dia 21 de setembro de 2026. No dia seguinte, Yoshino Kentarou (@yoshinokentarou), especialista em descoberta de novidades do mundo retrô, espalhou a descoberta no X, e a ideia pegou entre quem ainda se interessa por hardware velho e por ports que ninguém pediu. A proposta é bem específica: reproduzir a versão de Famicom de Contra, a japonesa, não o fliperama nem o cartucho americano do NES, usando só linhas brilhantes no CRT embutido do Vectrex.

Quem já viu o hardware entende o absurdo da ideia. O Vectrex nasceu para reproduzir jogos muito pequenos e simples. A maior parte da biblioteca oficial vive em 4 KB ou 8 KB. Ir a 64 KB obriga a um truque que a cena homebrew já conhece: bank switching pelo sinal PB6, o mesmo esquema usado em carts de 64 KB desde os trabalhos de gente como John Dondzilla. Sem isso, a metade de cima da ROM simplesmente não aparece. Jason deixa o recado na descrição do vídeo: quem quiser gravar um cartucho dedicado precisa ligar esse sinal para alcançar os 32 KB superiores.

A outra sacada está no áudio. O chip de som do Vectrex, um AY-3-8912, não tem como reproduzir a trilha do Famicom com fidelidade. Então o port conversa com o UVMC2, o Ultimate Vectrex Multicart 2, multicart com cartão SD que o próprio Jason monta em lotes, com firmware de Ralf Kornmann. Quando o jogo roda nessa placa, dispara arquivos WAV e devolve a música original.

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Isso importa porque a versão japonesa de Contra não é só um clone do fliperama com outro nome. Lançada em 9 de fevereiro de 1988, ela usava o mapper VRC2 da Konami, tinha cenas entre fases, mapa do arquipélago de Galuga, animações de fundo (palma ao vento, neve) e uma faixa extra que o cartucho americano, um port mais barato e no board UNROM, simplesmente não tem. O port do Vectrex mira exatamente essa edição.

Em um vídeo, Jason mostra o run-and-gun em vetor: selva, base, efeitos elétricos da fase 2, o chefe que a comunidade chama de Jason. Os sprites viram contornos. O glow azul-branco do CRT faz o papel que o overlay colorido fazia nos carts originais do Vectrex. Não há polígono, textura nem filtro moderno. É o jogo reduzido ao gesto do antigo feixe de luz.

Por hora, não há download público da ROM no anúncio. O que existe hoje é o apenas registro do feito e o caminho técnico para quem tem Vectrex de verdade, cartucho com bankswitch ou um UVMC2.

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Quem acompanha Vectrex já viu homebrews ambiciosos, clones de fliperama e até tentativas de trazer jogos raster para linha. Poucos tentam algo como um Contra completo nesse formato. Menos ainda amarram o resultado a um multicart específico, com WAV disparado pelo próprio jogo. É esse o detalhe que faz este port chamar tanta atenção. Pois enquanto muitos estão buscando ir cada vez mais longe com os gráficos dos jogos, ainda mais com o DLSS 5 chamando atenção, o caminho inverso, que envolve “encaixar” jogos em hardware extremamente limitado, também é bacana de se ver.

Para quem gosta de ver um clássico rodar em uma máquina que não deveria rodá-lo, isso já é o que vale dar play e conferir o resultado deste trabalho.

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Contra

Ficha do jogo
Plataformas
Nintendo, PC, Retrô
Junior Candido

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