Dexter Holland, do The Offspring, dá discurso de formatura na USC Dornsife e conta como concilia ciência e rock

No dia 15 de maio de 2026, Dexter Holland, o vocalista do The Offspring, subiu no palco do Alumni Park, no campus da University of Southern California, em Los Angeles, para falar com cerca de 2 mil formandos da USC Dornsife. Dexter não é só um músico conhecido: ele tem bacharelado em ciências biológicas, mestrado e doutorado em biologia molecular pela mesma universidade.
Ele entregou um discurso de uns dez minutos, com um recado bem direto: Siga o que mexe com você de verdade, mesmo que as coisas pareçam não caminhar, e esteja sempre pronto pra mudar de rumo.
Dexter Holland começou, conforme trazido pelo Blabbermouth, admitindo que a sua situação naquele palco era bem surreal pra ele. Normalmente o seu público está pulando e fazendo moshs, e não sentados, quietos e “bonitinhos” em formatura. Ele até brincou que esperava alguém gritar “pegadinha!” a qualquer momento. Mas, no fim das contas, ele estava ali para celebrar o esforço da turma de 2026.
Ele contou que se formou três vezes na USC, por isso se chama “triple Trojan”. Começou querendo ser médico, entrou como pré-médico logo depois do colégio e, ao mesmo tempo, resolveu montar uma banda punk. Parecia ideia maluca na época, mas ele correu atrás dos dois caminhos. Depois de sete anos pegou o bacharelado em ciências biológicas.
Daí percebeu que gostava mesmo era de biologia molecular. Ficou fascinado com DNA e como a genética pode melhorar a vida das pessoas. Mas a música continuava puxando ele com a mesma força. Ele fez mestrado tocando em clubes de Hollywood à noite e, mesmo sentindo culpa por não escolher “o caminho mais seguro”, voltou pra fazer doutorado.
Sabe como é aquela pressão de ter que escolher uma única coisa na vida? Ele sentiu isso na pele. Achava que ciência era cabeça e música era coração, e que os dois nunca se encontrariam. Mas no laboratório, lavando frascos, ele até escreveu o riff de uma música famosa do The Offspring, aquela que fala “you gotta keep ’em separated”, a Come Out and Play. Logo depois, a banda estourou, as músicas rodaram o mundo todo, e ele ainda conseguiu terminar o PhD em 2017.
No discurso, Dexter Holland destacou que a vida não é uma linha reta. É um processo de tentativa, ajuste e refinamento. Ele mencionou que arte e ciência se encontram o tempo todo: a criatividade que vem de dentro com o pensamento crítico que a universidade ensina. E deu risada contando que o Spotify pagou quase 100 dólares por uma música que já passou de um bilhão de streams.
Ele também fez questão de agradecer pais e professores que seguraram a onda junto com os formandos. E terminou elogiando a garra da turma: vocês chegaram até aqui porque seguiram o peso do que realmente importava pra cada um.
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