Diretor de Death Stranding 2 afirma que o salto tecnológico entre o PS4 e o PS5 não foi dos maiores

Akio Sakamoto, um dos principais responsáveis pela tecnologia na Kojima Productions, revelou em entrevista à EDGE, compartilhada pelo GamesRadar, que a transição do PlayStation 4 para a PS5 não representa, segundo o seu ponto de vista, um salto tecnológico tão grande quanto muitos imaginam.
Contudo, o atual console da Sony, lançado em 2020, oferece outro benefício para os desenvolvedores, conforme Sakamoto: permite maior eficiência no desenvolvimento de jogos, como no aguardado Death Stranding 2: On the Beach, que chega em 26 de junho como um exclusivo do PS5.
PS5: Menos evolucão, mas mais eficiência
A principal vantagem do PS5, segundo Sakamoto, não está nas evoluções técnicas e prometidas lá em 2020, e sim na redução significativa dos tempos de carregamento, um fator que aprimora a experiência do jogador.
Além disso, o console permite que os desenvolvedores alcancem os mesmos objetivos do PS4 em seus trabalhos, mas de forma mais eficiente. “A diferença entre os dois sistemas de hardware não é muito grande. No PS5, existem formas mais eficientes de alcançar os mesmos objetivos”, explicou.
Essa eficiência se traduz em maior liberdade criativa para os artistas. Ele esclareceu que, diferente dos tempos de PS4, onde soluções alternativas eram necessárias para superar limitações técnicas, o PS5 permite criar mundos mais detalhados sem restrições. “Os artistas têm menos limitações ao criar o mundo, não precisam criar soluções alternativas para os níveis”, destacou Sakamoto.
Desafios técnicos no desenvolvimento
Apesar das vantagens, a maior liberdade criativa trouxe novos desafios técnicos para os programadores. Sakamoto apontou que, com menos restrições, os artistas agora têm mais controle sobre o processo criativo, o que exige adaptações por parte da equipe técnica.
Esse equilíbrio entre liberdade artística e demandas técnicas acabou se tornando um dos pontos centrais no desenvolvimento de Death Stranding 2.
Death Stranding 2: Pensado para o PS5
Diferentemente do primeiro Death Stranding, feito para a PS4, seu console de origem, a sequência foi desenvolvida com o hardware do PS5 em mente. Isso permite que a Kojima Productions explore ao máximo as capacidades do videogame, prometendo com isso visuais mais ricos e uma experiência mais fluida.
O jogo vai aproveitar os recursos avançados do PS5, como o SSD ultrarrápido e o feedback háptico do DualSense, para propor uma imersão ainda maior, um dos elementos que Kojima costuma gostar de explorar, e que terá, como dito, maior liberdade para tentar coisas novas em seu próximo game.
Por isso, mesmo que o salto geracional não tenha sido tão revolucionário, quanto o imaginado pelos jogadores, as declarações de Sakamoto esclarecem que o PS5 compensa este salto tecnológico pequeno com tecnologias que realmente fazem a diferença na hora de criar novos games, assim como o Xbox Series X|S, que compartilha de conceitos semelhantes.
SAIBA TUDO SOBRE DEATH STRANDING 2 AQUI!
Death Stranding 2: On the Beach chega em 26 de junho de 2025, prometendo uma experiência otimizada para a nova geração. O primeiro game está disponível no PS4, console de origem, além de PC e Xbox Series X|S.
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