Grand Theft Auto Advance: Tudo o que você precisa saber sobre o clássico do Game Boy Advance

23 de junho de 2025

Grand Theft Auto Advance, lançado em 25 de outubro de 2004, é um dos títulos menos conhecidos da icônica franquia Grand Theft Auto, mas não menos interessante. Especialmente quando levamos em consideração o hardware o qual o game foi desenvolvido.

Desenvolvido pela Digital Eclipse e publicado pela Rockstar Games, este jogo trouxe a essência do crime em mundo aberto para o portátil Game Boy Advance, servindo como uma “versão portátil” de Grand Theft Auto III, que unia o gameplay dos primeiros jogos, e a aura do terceiro capítulo da franquia.

Nós vamos, juntos, explorar a história, jogabilidade, personagens, limitações técnicas e recepção crítica do game, em um jogo que levou um pouquinho do que era o GTA daquela época para um portátil que já era sucesso.

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O que é Grand Theft Auto Advance?

Grand Theft Auto Advance é o oitavo jogo da série GTA, cuja história acontece em Liberty City no ano 2000, um ano antes dos eventos de Grand Theft Auto III, mas dois anos depois dos eventos de Liberty City Stories.

Apesar de ser um jogo lançado após GTA III e Vice City, o seu gameplay volta para as origens, em uma perspectiva de cima para baixo, semelhante aos primeiros títulos da série, GTA e GTA 2, mas incorpora elementos do universo 3D, como missões secundárias de veículos (ex.: Polícia e Paramédicos) e armas introduzidas em jogos como Vice City.

A história segue Mike, um pequeno criminoso que busca vingar a suposta morte de seu parceiro Vinnie, enquanto se envolve com figuras do submundo como 8-Ball, Asuka Kasen (este dois, também presentes em GTA III) e King Courtney.

O título foi inicialmente planejado como uma versão portátil de Grand Theft Auto III, mas limitações técnicas do Game Boy Advance levaram a Rockstar Games a criar uma narrativa original. Mas, apesar das restrições de hardware, o jogo mantém a essência da franquia: liberdade, crime e exploração em um mundo aberto.

Mais uma aventura na boa e velha Liberty City

A narrativa de Grand Theft Auto Advance é centrada em Mike, um criminoso de baixo escalão que, junto com Vinnie, planeja deixar Liberty City para escapar da vida de crimes. Após Vinnie ser aparentemente morto em um carro-bomba, Mike embarca em uma jornada de vingança, trabalhando com personagens conhecidos da série. Entre eles estão:

  • 8-Ball: O especialista em explosivos e armas, que ajuda Mike em sua missão.
  • Asuka Kasen: Co-líder da Yakuza, que reaparece com um papel ajustado para o contexto do jogo.
  • King Courtney: Líder dos Yardies, envolvido no submundo da cidade.
  • Jonnie: Um barman conectado ao crime, que auxilia Mike até ser assassinado.

A história, embora simplificada devido às limitações do portátil, até que mostra um bom potencial narrativo. Embora esse tipo de coisa ainda não era uma das grandes exigências em um portátil, ao menos no que se esperava em um GBA.

Foi apenas depois, com o Nintendo DS e seu GTA Chinatown Wars, ou os episódios lançados para o PSP, que o enredo ganhou um pouco mais de destaque nas palmas das mãos. E é interessante também ver, Liberty City, em mais uma variável nos jogos da franquia.

Pois a cidade, que apareceu no primeiro game da série, foi restaurada no GTA III, visitada por um pequeno momento em GTA San Andreas, revivida em Liberty City Stories , refeita em GTA IV e adaptada em Chinatown Wars, seria adaptada também no pequeno portátil da Nintendo, o que faz dela um local bem interessante, por causa destas várias versões de um mesmo local.

Jogabilidade e Características

Grand Theft Auto Advance revive o gameplay dos primeiros jogos da série no Game Boy Advance, com um mundo aberto em uma Liberty City dividida em três ilhas, como em GTA III: Portland, Staunton Island e Shoreside Vale. Mas, diferente dos jogos 2D anteriores, os veículos são mais fáceis de se guiar, lembrando um pouquinho a versão de Driver para o Game Boy Color.

O jogo inclui o seguinte:

  • Missões principais: Focadas na história de Mike e sua busca por vingança.
  • Missões secundárias: Como Vigilante, Paramédico e Taxista, que adicionam variedade.
  • Itens coletáveis: Pacotes secretos, Rampages e Saltos únicos, que exigem exploração detalhada, já que suas localizações diferem de GTA III.
  • Armas: Incluem pistolas, metralhadoras e até bazucas, inspiradas nos jogos 3D da série.

O mapa de Liberty City foi redesenhado para a perspectiva de cima, com mudanças significativas. Por exemplo, nesta versão a cidade perdeu os túneis e os sistemas de metrô, já que não era possível adaptar estes recursos no portátil.

Felizmente, quando saiu Chinatown Wars, a tecnologia mais atualizada permitiu que a Liberty City portátil tivesse mais recursos.

Limitações Técnicas

Por ser um jogo para o Game Boy Advance, Grand Theft Auto Advance enfrentou muitos desafios técnicos. Obviamente, o jogo não possui dublagem e nem cutscenes animadas. E o povo falando também ficou de fora, o que é totalmente esperado em um jogo para um portátil que era, em uma teoria bem simplista, um “Super Nintendo de mão”.

O curioso é que o GBA conseguia sim produzir bons jogos em 3D. Crazy Taxi e Need for Speed: Porsche Unleashed são dois ótimos exemplos. Mas neste caso, Driver 3 é um exemplo melhor ainda, pois trata-se de um game com a mesma proposta, embora fosse mais focado em dirigir do que na ação.

As cutscenes são imagens estáticas, como nos velhos tempos, já que os “filminhos” eram impossíveis para o contexto do jogo. E, mais óbvio ainda, faltam as estações de rádio, que foram substituídas por melodias fixas para cada veículo, emprestadas dos dois primeiros jogos da série, o que resolvia a questão dos sons nos carros, mas que mantinha músicas repetidas.

Mas, apesar disso, o jogo aproveita o que dava de GTA III, como os sons para colisões e crimes, dando, na medida do possível, um pouco de familiaridade entre os jogos.

É mais ou menos o que a Konami fez com o port de Metal Gear Solid para o Game Boy Color, que manteve o gameplay original dos jogos de MSX, mas trouxe um visual e até a conversa por Codecs de Metal Gear Solid.

Recepção Crítica

A recepção de Grand Theft Auto Advance foi mista na época, com gente que reconheceu a iniciativa de levar um jogo como GTA III para um portátil, e com outros questionando o jogo pelas limitações técnicas que ele oferecia, se comparado com os dois GTAs que eram sucesso naqueles dias.

Apesar de notas não serem o que define um jogo, uma vez que um número não consegue representar toda a essência de um projeto (mas a indústria ama essas notinhas, e parte da mídia se alimenta disso, então paciência…), o Metacritic mostra essa visão “polarizada” do game.

Com a “notinha” média de 68/100, o game conta com críticas como a da IGN, que recomendou o jogo na época, da Nintendo Power, que elogiou a variedade de missões, e a 1UP não gostando do visual do jogo, mais simples do que o que os outros jogos já ofereciam.

Mas, entre os fãs da série e do game, um “quase” consenso é a de que o jogo é “subestimado”, ainda mais hoje, quando podemos conhecer mais sobre os jogos e entender os motivos de suas limitações, ainda mais quando falamos de jogos mais antigos.

Há até quem pense que este jogo deveria ter uma versão em 3D, talvez na época dos jogos do ano 2000, com uma adaptação mais completa, que poderia até expandir de forma melhor a sua narrativa.

Curiosidades e Dicas

  • $15.000 em dinheiro: Esquerda, direita, cima, baixo, L, L
  • Todas as Armas: Esquerda, direita, cima, baixo, A, A
  • Colete a Prova de Balas: Esquerda, direita, cima, baixo, A, L
  • Recarregar energia: Esquerda, direita, cima, baixo, B, B
  • Diminuir nível de procurado: Esquerda, direita, cima, baixo, A, R
  • Aumentar nível de procurado: Esquerda, direita, cima, baixo, R, A
  • Hostilidade entre gangues: Esquerda, direita, cima, baixo, B, R
  • Fase máxima ou zero: Esquerda, direita, cima, baixo, R, R
  • Seleção de fases: No menu principal, segure Start+A e pressione esquerda, direita, cima, baixo, L, R
  • Exclusividades: Diferente de muitos jogos da série, que sempre ganham versões para vários consoles, este é um game que, até hoje, segue exclusivo no GBA. E, falando em exclusividade, este game também é o único onde não há uma morte canônica na última missão do jogo.
  • Velocímetro: o game tinha um medidor de velocidade, algo que não é muito comum nos jogos da franquia.

Por que Grand Theft Auto Advance ainda vale a pena?

Apesar de suas limitações, Grand Theft Auto Advance é uma peça única na história da franquia GTA. Ele combina a nostalgia dos jogos 2D com elementos modernos do universo 3D, oferecendo uma experiência portátil que levou, dentro do possível, a experiência dos jogos daqueles dias para o Game Boy Advance.

Para fãs da série ou colecionadores, o jogo é uma oportunidade de revisitar Liberty City sob uma nova perspectiva. Se você é um entusiasta de GTA ou busca um clássico portátil, Grand Theft Auto Advance merece atenção. Merece ser melhor conhecido, jogado e explorado.

Disponível em mercados de usados, nas comunidades de negociação de jogos retrô, ou em dispositivos que emulam games (como este videogame retrô bacana com 10 mil jogos e que custa apenas R$ 139 na Amazon), o jogo continua atraindo colecionadores e jogadores nostálgicos.

Grand Theft Auto Advance é um ponto interessante da franquia GTA, trazendo o caos de Liberty City para o Game Boy Advance com uma história envolvente e jogabilidade adaptada.

Apesar das limitações técnicas, sua conexão com GTA III e a inclusão de personagens icônicos como 8-Ball e Asuka Kasen, além da famosa Liberty City, o tornam um título memorável. Explore este clássico e descubra por que ele ainda é celebrado por fãs da série, do portátil da Nintendo, ou dos dois.

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Junior Candido

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