Kimi Antonelli vê a Ferrari como principal rival no GP de Mônaco; Hamilton acredita que carro pode ser forte nas ruas

2 de junho de 2026

Kimi Antonelli saiu do Canadá com mais uma vitória e agora, como um legítimo postulante ao título de 2026, não titubeou na hora de falar sobre o que vem pela frente. O piloto da Mercedes apontou a Ferrari como a equipe que todo mundo vai ter que encarar no Grande Prêmio de Mônaco.

Lewis Hamilton, um dos pilotos da Scuderia, reforçou a mesma hipótese: segundo o heptacampeão, o carro italiano tem condições de render bem no traçado de rua de Monte Carlo.

O jovem italiano vive um momento especial. Venceu as últimas quatro etapas seguidas e comanda o mundial com 43 pontos de folga sobre o companheiro George Russell. Mesmo assim, ele não subestima o que a Ferrari mostrou na etapa anterior, onde Hamilton cruzou em segundo, o melhor resultado dele pela equipe até aqui.

Logo após a prova em Montreal, Antonelli foi perguntado sobre as características de Mônaco e respondeu de forma direta. Para ele, a Ferrari deve ser o carro a ser batido nas ruas do principado. O carro da equipe italiana tem um winglet na traseira que gera bastante downforce em baixa velocidade. E o famoso circuito, com suas curvas fechadas e trechos lentos, é exatamente o tipo de lugar que valoriza esse tipo de solução aerodinâmica.

“Acho que a Ferrari vai ser a equipe a bater em Mônaco”, disse Antonelli. “Vai ser muito interessante ver como a gente vai se sair por lá, mas com certeza a Ferrari é a favorita por causa disso. Eu vou tentar fazer o meu melhor, me colocar na melhor posição possível e buscar o melhor resultado.”

Do outro lado, Hamilton também falou sobre a prova. Ele lembrou que Mônaco é uma daquelas pistas em que a potência pura do motor não decide a prova. O que importa mesmo é o desempenho geral do carro, principalmente nas curvas e nas freadas, que são mais intensas e necessárias em meio a tantas curvas fechadas.

O inglês reconheceu que ainda sente falta de força em alguns momentos, como aconteceu em Montreal, onde os rivais mais potentes abriam na reta mesmo quando ele conseguia acompanhar nas partes mais lentas.

Mesmo com essa diferença, Hamilton vê espaço para o carro da Ferrari brilhar no fim de semana que vem. “Eu acho que o nosso carro pode ser realmente forte lá”, comentou. Ele disse que vai chegar com a mesma energia da última corrida e trabalhar bastante com os engenheiros para .ajustar o acerto desde o primeiro treino livre

Também citou uma nova regra que deve permitir melhorias de desempenho nas próximas etapas, o que dá uma perspectiva melhor para a equipe reduzir a desvantagem atual. E, quem sabe, enfim vencer vestindo um macacão vermelho, já que ele não venceu na Scuderia desde que começou a correr por lá.

Mônaco sempre mistura as cartas. O traçado estreito, as barreiras coladas e a necessidade de boa aderência em baixa velocidade costumam premiar quem acerta o carro nessas condições específicas. Depois do que a Ferrari mostrou no Canadá, a expectativa fica em torno de como a Mercedes vai reagir e se Antonelli consegue manter a sequência ou se a Scuderia consegue usar o perfil da pista a seu favor.

A prova acontece neste fim de semana, entre 5 e 7 de junho. E em uma prova onde o ajuste já ajuda a definir quem vai pra frente na pista, o duelo pela vitória já começou, nas garagens.

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Junior Candido

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