”Meus 10” – Dez jogos policiais que fizeram bonito

11 de abril de 2025

Desde que videogame é videogame, ser um policial (ou um herói) correndo atrás de bandidos é algo tão comum como a luz do dia. O que é meio que um contraste com os dias atuais, com anti-heróis, ou jogos que te colocam na pele de criminosos, que encaram os agentes da lei como inimigos.

De qualquer forma, quando somos o “lado da lei” nos games, temos a disposição vários games divertidos para aproveitar a oportunidade de correr atrás de bandidos, prendê-los e colocá-los na cadeia. Assim, resolvi lembrar de dez jogos que gosto com essa temática, para conversar com você a respeito de cada um deles.

Não se trata de uma lista “melhores de” nada, e nem algo do tipo. Trata-se de uma lista pessoal, com gostos pessoais, que as vezes não se baseiam apenas na qualidade do game. Inclusive nem em ordem estão, são apenas 10 games os quais já joguei em algum momento da vida, e que gosto bastante dele. Talvez você tenha jogado todos eles, ou conheça algo novo por aqui, por isso sinta-se a vontade para conferir a lista e, porque não, conhecer (ou relembrar) alguns games aqui com a gente!

Inclusive, muitos destes games podem ser jogados em um Game Stick que roda jogos até o PS1 e acompanha 11 mil games, dos mais variados. Compre ele agora, com frete grátis no Prime, na Amazon.

1. This is the Police

Um dos meus jogos favoritos com a temática, tem na estratégia e no enredo os seus maiores destaques. O gameplay, basicamente envolve ter que observar um dia como um chefe de polícia da cidade de Freeburg. Com um enredo envolvendo a aposentadoria do protagonista, mais elementos envolvendo o crime e a corrupção na cidade, ainda temos de administrar as ocorrências na cidade, tendo de lidar com o nosso time de policiais para casos como assaltos, sequestros ou revoltas. Além de destacar detetives para desvendar casos de assassinato.

O game não te dá sossego, exigindo que você sempre prepare bem seus policiais, para evitar que eles se demitam, ou morram. Além de ter que lidar com questões da prefeitura, que pode envolver corte no orçamento, e tantos outros problemas que vão além das tarefas policiais do dia a dia. This is the Police é um jogo que vale muito a pena, para quem gosta de um bom jogo de estratégia, com uma boa história. Ah, e a trilha sonora, com o melhor do jazz, também é excelente.

2. Sleeping Dogs

Sleeping Dogs consegue trazer duas coisas boas em um só game. Pois traz o bom e velho “jeitão GTA” de se explorar uma cidade em mundo aberto, com o espírito dos bons filmes asiáticos de pancadaria, já que a ação da história se passa em Hong Kong. Na pele de um policial infiltrado no mundo do crime, a trama envolve desde missões envolvendo as questões envolvendo as organizações criminosas locais, até atividades que são parte do dia a dia do país asiático.

O game era pra ser um True Crime, mas que por questões de direitos autorais acabou recebendo mudanças neste sentido. Mas consegue trazer muita diversão, justamente por ser um “GTA” com um protagonista que também sabe resolver as coisas na pancadaria, em uma Hong Kong repleta de boas coisas para se explorar e conferir.

3. World’s Scariest Police Chases

Nos anos 90, aqueles programas vindos dos EUA sobre “coisas impressionantes da polícia” eram sucesso por aqui. Em especial no SBT, que adorava trazer estes enlatados que o Silvio Santos gostava, como o Emergência 911, que narrava estes fatos. E, um destes programas, focados em perseguições policiais daquelas de cinema, ganhou um game.

Pegando carona no sucesso de Driver, que trazia cidades para serem exploradas em quatro rodas em missões de perseguição (ou fuga), World’s Scariest Police Chases me agradou muito na época, por ser mais uma opção de game no estilo Driver, que gostava bastante, mas com o diferencial de agir como um policial em perseguição. Jogo ele até hoje no meu bom e velho PS1, e o jogo continua divertido.

4. True Crime – Streets of LA

Se eu gostei de Sleeping Dogs, é porque primeiro eu gostei bastante de True Crime – Streets of LA. Trata-se de mais um, dentre muitos games dos anos 2000, que buscavam morder uma fatia do bolo que GTA fez, em 2001. A série, que tentou rivalizar, e chegou a provocar a Rockstar, até que tentou, mas não teve o mesmo futuro da franquia de “ladrões de carros”.

Mas nem por isso, e mesmo sendo mais limitado do que o GTA Vice City, eu me diverti com este game. Explorar uma Los Angeles de verdade, na pele de um “tira” com uma aventura com a mais completa aura de filme B policial, com direito a um pouco de pancadaria e prisões aleatórias na rua, era bem legal, mesmo tendo de lidar com um jogo que oferecia um gameplay um tanto travado e uns chefes meio injustos.

5. Keystone Kapers

Um clássico do Atari 2600, que diverte até hoje. Keystone Kapers tem toda aquela estética de policial londrino do início do século, e nos coloca na pele de um policial pronto para correr atrás de um ladrão em um shopping repleto de obstáculos. Quando criança, eu adorava as escadas rolantes, ou os elevadores, que nos levavam para andares diferentes, que serviam para capturar o criminoso.

6. Chase HQ

Ser policial nos games pode envolver desde encarnar um agente da lei armado e pronto para atirar em todo mundo (do crime!), ou apenas dirigir as viaturas mais possantes, prontas para derrotar qualquer bandido que se meta a tentar cometer crimes em sua jurisdição. E Chase HQ vinha com esta segunda opção, pegando o esquemão de Out Run e outros games do gênero, mas transformando-o em uma perseguição policial bem divertida.

Joguei muito a versão de Master System, mas com o passar do tempo fui conhecendo as outras versões e variantes do game, apreciando muito a versão de arcade, por trazer ainda melhor esta sensação de perseguição e diversão.

7. The Getaway

Pra mim, o charme de The Getaway era o de poder jogar um game de mundo aberto, mas dirigindo “do lado errado”, já que a mão de direção em Londres, e todo o Reino Unido, é contrária a nossa. The Getaway, assim como True Crime e tantos outros de sua época, era mais um game que tentava pegar carona no sucesso de GTA, mas contando uma história de combate ao crime em plena Londres.

E, assim como Watch Dogs Legion, explorar uma Londres de verdade, com direito as suas famosas ambulâncias e locais reais, era algo bem divertido. A abordagem cinematográfica, que aqui buscava ser semelhante aos seus filmes contemporâneos de ação policial dos anos 2000, também traziam um charme a mais ao jogo, que inclusive chegou a ganhar uma sequência. E não sei porquê a Sony, que detém os direitos do game, não lança mais nenhum jogo dele em seus consoles.

8. Driver

Esse é querido por muita, muita gente. Driver tem muita coisa boa, que acabou sendo explorado e melhorado por outros estúdios depois. E é mais uma franquia boa que está engavetada, porque a Ubisoft, atual detentora dos direitos, resolveu mudar a temática para o Watch Dogs que conhecemos hoje.

Mas, falando do game original, de PS1, temos a disposição um game que agrada e diverte até hoje. Suas perseguições no estilo dos filmes policiais dos anos 70, mais a soma de várias cidades diferentes para explorar e até a famosa (e temida) primeira missão do jogo marcaram a vida de todos aqueles que jogaram Driver.

Eu sei que muita gente prefere o Driver 2, e eu não as culpo por isso, pois o jogo é realmente melhor e tem o Rio de Janeiro para se explorar. Mas eu, com minha humilde opinião, acabou achando o Driver original ainda mais marcante, por tudo o que ele foi e representou. Joguei no PS1, joguei no Game Boy, joguei no iPhone, quando dava pra jogar o port dele por lá, e jogo ele até hoje, onde der pra curtir.

9. RoboCop Rogue City

É um game mais recente, de 2023, que me trouxe não só uma enorme alegria de controlar o RoboCop em um jogo muito competente, como me devolveu a alegria de jogar videogame após tanto tempo. Explico: você deve saber como a indústria dos games, em especial o universo das gigantes donas das franquias AAA, pisou na bola nos últimos anos, com jogos “iguais”, zero inovação e decisões ruins atrás de decisões ruins.

Isso com uma indústria midiática de “fogo no hype” que rende uma enxurrada de influência de jogos “mais ou menos” vendidos como “jogos do ano” e coisas do tipo. Mas RoboCop Rogue City chegou quietinho, sem todo esse “barulho” que a gente tá acostumado a aguentar, e me agradou em cheio. Por um motivo simples: ele é um jogo de videogame. Simples assim.

O game não tem o melhor gráfico, nem o melhor gameplay, nem nada do tipo. Mas não reinventa a roda, não inventa coisa que ninguém pediu e, em sua simplicidade, diverte mais do que muito jogo metido a “GOTY” não consegue. O controle “durão” do nosso robô policial, somado ao bom enredo, no padrão dos filmes clássicos, mais as divertidas missões secundárias, me trouxeram de volta a alegria de jogar videogame, que me deixaram pronto para aproveitar uma nova safra de bons jogos que seguem o mesmo princípio, como o excelente Kingdom Come Deliverance 2, outra grande boa surpresa no mundo dos “jogos iguais” de hoje em dia.

No fim, jogos de videogame que divertem são aqueles que, antes de qualquer coisa, decidem ser o que eles devem ser: jogos de videogame.

10. Resident Evil 2

Por fim, quero lembrar deste game, que é sempre lembrado no mundo dos jogos de terror ou com zumbis, mas que a gente pode acabar esquecendo que, no fim, é uma trama policial. Resident Evil começa sua jornada com o povo da STARS investigando a famosa mansão misteriosa, mas sua sequência coloca o jogador na pele de um policial novato, o Leon, que inclusive tinha uma festa de recepção te esperando na delegacia.

Delegacia esta que foi dominada pelo “mal zumbi” e pela corrupção em Raccoon City, e que rende uma boa visita em suas salas, para descobrir um pouco mais sobre o que anda rolando na cidade. Se tirarmos temporariamente os zumbis, o Mr. X e toda esta questão de terror, Resident Evil 2 ainda poderia render uma ótima trama policial, na minha opinião.

Este é um dos meus jogos favoritos, e ainda tem a coincidência de ter sido lançado no dia do meu aniversário (21 de janeiro). Assim, não importa se estamos falando do jogo original ou do remake: Resident Evil 2 segue sendo um dos melhores games, não só com policiais, mas de todos os tempos.

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Junior Candido

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