”Meus 10” – Dez momentos marcantes dos games (Junior Candido)

Jogar videogame é algo que, com certeza, é algo bom demais para você, assim como é pra mim. E, por causa disso, temos bons momentos para recordar, dos mais variados games, nas mais variadas situacões.
Por isso, trouxe aqui dez momentos da minha jornada pessoal com os games, que marcaram a minha vida e gostaria de compartilhar com você. Como sempre, não é um “top 10” nem um “melhores de nada”, sendo apenas um pequeno compartilhar de experiências, que você também viveu com seus jogos e guarda na memória, até hoje.
1. O jan-ken-pô do Alex Kidd
Alex Kidd foi um dos primeiros jogos que eu tenho lembranca de ter visto. Primeiro no Master System do meu primo e depois neste mesmo console, que ganhei de presente anos depois. E uma das primeiras lembranças deste jogo, além da sua trilha sonora bem legal, era o fato de derrotar chefes na base do pedra-papel-tesoura. É claro que, com meus cinco anos de idade, eu só jogava com o controle desconectado do console, mas mesmo assim, marcou ver isso pela primeira vez.
2. A desgraça dos cachorros pulando em Resident Evil
Em 1997, eu ainda não tinha um PlayStation, fui ter o meu só no ano seguinte. Então me reunia com meus primos para jogar na casa deles. E, entre Marvel Super Heroes, Jet Moto e alguns jogos de nave, tinha “aquele jogo de zumbi”. E, nesse jogo de zumbi, com três moleques vendo a jogatina, de repente naquele bendito corredor temos aquela agradável surpresa.
Até levamos numa boa o zumbi devorando Kenneth, mas não teve como não gritar de susto com aqueles cachorros safados. Detalhe: jogávamos na TV no mínimo de volume, pois meu tio trabalhava de madrugada e dormia durante o dia. Ou seja, medo em dobro: do cachorro e da bronca.
3. As revelações dignas de João Kléber em Metal Gear Solid
Metal Gear Solid marcou muito a minha vida, por causa de seu gameplay e enredo, bem diferente do usual da época. E o jogo tem vários momentos marcantes, como as lutas contra chefes, momentos marcantes e etc. Mas o que me chamou mesmo atencão na época, foram as reviravoltas do enredo.
Era 2003, e estava de férias com meu PS1 na casa dos meus avôs com minha Gamers especial do game, onde a história era explicada junto do detonado. E, com ajuda da revista, fui acompanhando as reviravoltas finais do game, dignas das do João Kléber, que deixaram todos chocados.
Era a Naomi desabafando, o Master Miller provando que não era o Master Miller, era o Ninja mostrando quem realmente era e todo aquele festival de revelacões e reviravoltas… encerradas pela famosa conversa final pós-créditos.
Tem um outro momento marcante em Metal Gear Solid, no Phantom Pain, que também arrepiou, mas preferi não citar aqui por ser um dos spoilers mais brutais da franquia. Mas se você chegou lá, vai me entender.
4. Aprendendo a dirigir em Driver
Driver foi um jogo que realmente joguei muito, e amava aquela estética de filme dos anos 70, com aqueles carrões maneiros. Mas, para aprender a dirigir, Senhor Amado! Sofri muito pra aprender a dominar, e nos primeiros momentos simplesmente pulava essa missão com meu Game Shark.
Mas, jogando mais o game e entendendo como ele funciona, a satisfação de conseguir fechar aquela lista antes do tempo acabar foi uma das mais prazerosas na minha “jornada” com estes games.
5. A última cavalgada de Arthur Morgan
Eu não sei você, mas eu larguei o controle e bati palmas pra TV depois disso. Depois de tudo o que passamos em Red Dead Redemption 2 e especialmente com Arthur Morgan, que já estava com aquela situacão bem desenvolvida, a Rockstar simplesmente nos entrega uma última cavalgada com nosso protagonista.
Uma música perfeita para o momento, com uma letra incrível, flasbacks de áudio que complementam a sensacão do momento e aquela cavalgada cinematográfica de Morgan, caminhando para a sua redencão. Foi espetacular e serviu para fechar com chave de ouro uma das melhores sagas já criadas para um videogame.
6. UAU! É Star Fox 64!
Em 1997, fui jogar Nintendo 64 com outro primo (sim, só meu pai tem dez irmãos, o que significa uma infinidade de primos) e alugamos Star Fox 64. E meu Deus do Céu, como fiquei impressionado. Aquela sensacão de estar, literalmente no espaco e toda a sua profundidade, com aquelas naves voando em um ambiente cinematográfico, foi demais pra um moleque que estava ainda acostumado com o 2D.
Mal sabia jogar, não fazia ideia da ideia de fazer sua rota, mas o simples fato de ver toda aquela imersão espacial, em dias que aquilo não era comum, realmente chamou minha atenção.
7. Daytonaaaaaaaaaa
Sempre gostei de corrida, velocidade e, consequentemente, jogos de corrida. Por isso, assim como o canto da sereia, aquele Daytonaaaaaaaa vindo, primeiro da locadora e depois do Saturn da locadora da cidade, o clássico da SEGA me “picou”, me contaminando com um vírus de velocidade virtual que ainda não foi curado.
Aquela sensação única de correr com aqueles carros bacanas no estilo da NASCAR, com aquela fanfarronice toda da SEGA, um gameplay matador e aquelas músicas maneiras, marcaram muito a minha vida, fazendo de Daytona USA um dos jogos que mais joguei na vida, incluindo hoje em dia, onde vira e volta brinco um pouco com ele no meu PS3 e no meu Saturn.
8. A bomba nuclear do Call of Duty
Meu primeiro Call of Duty foi o Modern Warfare 4, no PC. Não tive PS2 na época de glória dele, mas montei um PC gamer em um passado já distante (hoje em dia, me dá arrepio só pensar em comprar placa de vídeo, atualizar driver e etc.) e joguei este game, que realmente é bom e me cativou logo no comeco.
Mas, quando acontece aquele ataque nuclear, conforme já falamos em outra matéria, o sentimento de impotência conseguiu me atingir. Algo tão potente, que nunca imaginamos acontecer na vida real (e não queremos), acontecendo ali, na nossa frente: o clarão, seguido de um caos que leva a morte, impactou, e muito. Mais até do que ver a Casa Branca destruída na sua sequência, ou do que viver a No Russian.
9. Niko Belic não merecia isso!
GTA IV é o meu GTA favorito, por vários fatores. E um deles é o enredo, mais maduro e pesado, em comparação a outros jogos da franquia. Nosso protagonista, diferente dos demais, não quer “ser um milionário a qualquer custo”, e tem um passado muito sombrio.
Por isso, apesar de ter as suas situações resolvidas e poder, enfim, viver um pouco de paz, o nosso Niko Belic ainda tem que passar por grandes traumas no fim da história do game, seja lá qual for a escolha do jogador. Eu sempre escolhi “manter a família” nesta escolha difícil, mas realmente, a paz custou muito caro para o protagonista.
10. Aquela horda maluca do Gears of War 2
Gears of War 2, pra mim, deveria ser matéria em sala de aula sobre como se fazer um jogo realmente divertido. Especialmente no começo do último capítulo, quando estamos no alto dos prédios, cercados e com inimigos vindo de todos os lados, a toda hora.
É pior até do que o trem do fim do primeiro Gears, e, após suar um bocado pra vencer todos eles, no final, veio uma sensação boa não só de vencer o desafio, mas de parar e pensar: QUE DEMAIS! Gears of War é uma franquia boa demais, e que me faz ter saudade destes momentos iniciais da série, que eram realmente bons demais!
E os seus?
Apesar de listas tentarem padronizar estes momentos, cada um tem os seus momentos preferidos, baseados em vivências pessoais, experiências únicas nos games e até elementos fora dos games, que marcaram a sua vida.
Por isso, convido você, aí mesmo, a fazer a sua própria lista, e lembrar, com estes bons momentos, como jogar videogame continua sendo, mesmo com a indústria fazendo o impossível para estragar tudo, bom demais!
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