Monsters of Rock 2026 – O Extreme é uma banda “More Than Words” e somou com hard rock e hits no festival

5 de abril de 2026
Foto: Ricardo Matsukawa | Mercury Concerts

Quem não conhece tanto o Extreme, quando lembra da banda vai se lembrar apenas de uma coisa: “More Than Words”, uma balada de voz e violão que fez parte dos caderninhos de “aprenda a tocar violão” e das rodas de música das escolas dos anos 90 e 2000.

Pessoas um pouco mais envolvidas com a carreira da banda vai se lembrar de outro clássico: Hole Hearted, outra balada bem gostosa de se ouvir e que também está entre as mais ouvidas não só por quem gosta de Extreme, mas por quem viveu os anos 90 e relembra os sucessos da década.

Agora, quem realmente sabe da história, discografia, qualidade e da importância do Extreme no rock sabe que a banda não é só isso. Longe de ser uma “One Hit Wonder”, não é só porque uma música explodiu mais do que outras que a banda não tem uma história rica e versátil. E versatilidade foi a palavra de ordem da banda no Monsters of Rock, que aconteceu neste sábado (4) no Allianz Parque.

Foto: Ricardo Matsukawa | Mercury Concerts

É claro que More Than Words fez parte do setlist. Primeiro porque se trata de uma música com quase um bilhão de plays no Spotify. E segundo porque não duvido que teria gente indo ao PROCON reclamar caso a banda tivesse deixado essa música de lado. Mas a canção também serve para dar um “freio” em um show que engana muito desavisado que acha que o Extreme é só uma banda de baladinhas.

Eles são muito versáteis, mas a raiz da banda está no rock dos anos 80, daqueles do estilo do Van Halen dos tempos de Sammy Hagar. Inclusive se você nunca ouviu a discografia da banda, te convido a fazer isso agora mesmo. Aí você iria aproveitar ainda mais a performance de Nuno Bettencourt e seus amigos.

Uma das melhores coisas ao se ouvir o Extreme no Monsters foi ver de perto que Gary Cherone, com 62 anos nas costas, faz parte do rol dos cantores dos anos 80 que ainda soam bem hoje em dia. Distâncias temporais a parte, ele continua afinado e afiado, esbanjando carisma e cantando suas músicas tais quais foram gravadas no passado.

Foto: Ricardo Matsukawa | Mercury Concerts

It (‘s a Monster) chegou com força para mostrar quem é o Extreme e assustar os desavisados. Potência, qualidade e energia ja estavam presentes desde o início, em uma sequência que mandou ainda Decadence Dance, #Rebel (uma música que questiona os “revolucionarios” que só aderem a campanhas sociais online e vivem como se nenhum problema do mundo existisse) e Play With Me, que ainda veio com um pedaço de We Will Rock You do Queen no começo.

E a paulada continuou até uma primeira pausa, já na sétima música, com a divertida Hole Hearted. More Than Words, a música que foi “a benção e a maldição” da banda por muitos anos, veio perto do fim. A música que segundo a própria banda “evitou que eles fossem parar no McDonald’s” ainda faz corações baterem muito forte, e obviamente, foi cantada em público.

Mas, “mais do que palavras”, e com o perdão do trocadilho que você vai ver eu, outros colegas que fazem resenhas do Extreme e os próprios músicos da banda fazendo, a banda entregou energia suficiente para preparar um público já animado pelo Halestorm, que ainda teria o Skynyrd e o Guns em um dia inteiro de rock! Missão cumprida, com palavras, música de qualidade e carisma.

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Junior Candido

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