MotoGP – O que esperar do retorno na categoria ao Brasil, no traçado inédito de Goiânia

18 de março de 2026

Depois da estreia agitada na Tailândia, a MotoGP desembarca no Brasil pela primeira vez em mais de 20 anos. A segunda etapa da temporada 2026 acontece em Goiânia, um circuito novo para todos os 22 pilotos do grid. Isso cria um cenário aberto, com muitas possibilidades de surpresas.

Pedro Acosta (Red Bull KTM Factory Racing) chega como líder do campeonato após vencer a corrida Sprint e subir ao pódio na corrida principal em Buriram. O espanhol de 21 anos mostrou evolução clara em relação a 2025 e agora busca a primeira vitória em longa distância da carreira. A pergunta que fica é se ele mantém o ritmo em um traçado desconhecido por todos.

Ao lado dele na Red Bull KTM, Brad Binder somou dois resultados no top 7 e ocupa a sexta posição na tabela. Isso motiva ainda mais Enea Bastianini e Maverick Viñales, da Red Bull KTM Tech3, que querem extrair o máximo da RC16 neste fim de semana.

A Aprilia também foi destaque na primeira prova do ano. Marco Bezzecchi conquistou a pole, bateu recorde de volta e venceu a corrida principal de forma dominante. Raul Fernandez (Trackhouse MotoGP Team) subiu ao pódio duas vezes, Jorge Martin (Aprilia Racing) mostrou evolução e Ai Ogura (Trackhouse MotoGP Team) terminou no top 5. Os quatro ocupam as posições 2ª a 5ª no campeonato e agora precisam repetir o desempenho em Goiás.

Já a Ducati vem para o nosso país vivendo um momento de recuperação. Perdeu a sequência recorde de 88 pódios consecutivos na estreia, mas Fabio Di Giannantonio (Pertamina) chega otimista. Já o heptacampeão Marc Marquez, da equipe principal, teve de lidar com um furo de pneu no domingo. Seu histórico em pistas novas é forte e ele parte em busca de recuperação em solo brasileiro.

Francesco Bagnaia, companheiro de Marquez e Alex Marquez (BK8 Gresini) tiveram fim de semana abaixo do esperado na Tailândia. Fermin Aldeguer volta ao grid da BK8 Gresini e deve usar isso para se motivar. Atrás deles, Franco Morbidelli (VR46) tem raízes brasileiras e vê esta etapa como oportunidade especial de brilhar.

Diogo Moreira (Pro Honda) chega como o representante da casa. O estreante brasileiro terminou na zona de pontos na Tailândia e agora conta com o apoio da torcida em Goiânia. Como ninguém no grid tem experiência prévia com a moto na pista local, o piloto pode beliscar algo mais com o apoio das arquibancadas

A Honda teve início discreto, mas positivo. Joan Mir (Honda HRC Castrol) liderou o time na Tailândia antes de um problema técnico. Luca Marini, Johann Zarco (Castrol Honda LCR) e o próprio Moreira somaram pontos. A fábrica mais vitoriosa da história ainda busca o desejado topo, mas o progresso é visível e a pista nova pode ajudar no desenvolvimento.

A Yamaha também encara a pista brasileira com cautela. Fabio Quartararo e Alex Rins pontuaram na estreia com suas motos do time principal. Toprak Razgatlioglu (Prima), em sua primeira temporada na MotoGP, mostrou competitividade apesar de tudo ser novo. Jack Miller acumulou quilometragem importante. Resultados não são a prioridade agora, mas o circuito inédito pode aproximar as YZR-M1 dos líderes.

Com um traçado novo para toda o grid, o GP de Goiânia promete equilíbrio e imprevisibilidade. A temporada 2026 está apenas começando e o Brasil pode mudar o rumo das coisas desde já.

A corrida em Goiânia está prevista para iniciar no domingo, dia 22, às 15 horas. Quem não estiver no autódromo, poderá assistir à prova na Band, na ESPN ou no Disney+.

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Junior Candido

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