O estado de Nova York processou a Valve por suas loot boxes, demandando restituição dos valores gastos por usuários que as compraram

26 de fevereiro de 2026

Loot boxes são um problema há quase uma década. E nós já falamos muito nos últimos 9 anos sobre toda a polêmica envolvida nesse modelo de negócio, com diversos países no mundo inteiro se opondo a essa prática em games. Mais recentemente com o governo brasileiro proibindo a venda de loot boxes para menores de 18 anos. E agora, o estado de Nova York foi além, processando a Valve por ainda usar essa prática em seus games.

Quando vemos a história da polêmica das loot boxes, vemos que normalmente a EA e a Activision são as empresas mais envolvidas nas polêmicas, pois ambas, por muito tempo, forçaram mais e mais a inclusão de loot boxes em seus games. A Steam por outro lado raramente era foco de polêmica, mesmo colocando loot boxes em alguns de seus games mais populares, como Counter-Strike e DOTA 2.

Mas, a advogada-geral Letitia James, representando a população de Nova York, processou a Valve, alegando que a ela mantém a lucratividade de seus games free-to-play ao utilizar recursos de jogos de azar, especificamente o fato de seus games venderem loot boxes, que são compradas com dinheiro real, oferecendo ao comprador uma chance de ganhar algo de valor baseado em sorte, a descrição básica de jogos de azar. Ela ainda aponta que a Valve movimenta bilhões de dólares apenas com seu mercado de itens para Counter-Strike, uma soma incomparável dentro da indústria de games.

Ela compara as loot boxes da Valve com apostas em Casinos, especificamente pelas loot boxes poderem ser acessadas por jovens e crianças. Ela ainda menciona que dezenas de milhões de dólares em loot boxes foram vendidas para residentes do estado de Nova York, trazendo o problema especificamente para sua jurisdição.

E aí entra a porrada: O estado de Nova York está demandando que a Valve repare os danos causados pelas vendas de loot boxes de diversas maneiras, incluindo restituição total dos valores pagos aos consumidores e pagamento de indenizações por danos causados, direta ou indiretamente, pelos atos ilegais (recursos de jogos de azar ilegais). Além de propor multa de três vezes o valor ganho pela Valve com a venda de loot boxes.

O caso ainda está em andamento na justiça de Nova York, e certamente atrairá muita atenção pelo mundo todo independente de seu resultado.

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(Via: Gamesradar)

Renan do Prado

Amante de Metal Gear, platinador de Soulsborne e exímio jogador online (quando o lag não atrapalha).

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