Servidores privados de Minecraft são ilegais? ESA diz que eles são “forma de pirataria” em audiência na Califórnia

1 de julho de 2026

Durante uma audiência no Senado estadual da Califórnia (uma das casas de leis do estado), uma representante da ESA (Entertainment Software Association) afirmou que os servidores privados de Minecraft são ilegais e que a entidade os considera uma forma de pirataria.

A declaração, conforme noticiada pela Multiplayer.it, veio no meio de uma discussão sobre o Protect Our Games Act, projeto ligado à campanha Stop Killing Games que tenta obrigar as empresas a manter os jogos jogáveis e disponíveis mesmo depois de desligados os servidores oficiais.

O deputado Chris Ward citou os servidores comunitários de Minecraft e Call of Duty como exemplo de como a própria comunidade já encontra formas de continuar jogando. Foi nesse momento que Jennifer Gibbons, vice-presidente de assuntos governamentais da ESA, interrompeu e disse: “They’re illegal.”

Ela explicou que esses servidores não têm nenhuma ligação com a Microsoft e que a empresa recebe críticas exatamente por causa da segurança. Na visão dela, os servidores da comunidade não seguem os mesmos padrões que os servidores oficiais de Minecraft.

A senadora Caroline Menjivar perguntou então se aquilo seria parecido com um mercado negro de videogames. Gibbons respondeu: “Yes. In fact, we consider it piracy.” (Sim. Na verdade, consideramos pirataria.) Ela completou dizendo que a ESA tem duas ações judiciais em andamento contra gestores de servidores privados e que alguns servidores grandes aparecem no relatório de mercados notórios do USTR.

A questão é que a própria Mojang e a Microsoft incentivam a criação de servidores privados há anos. O site oficial de Minecraft tem página para baixar o software do servidor e mantém uma lista de servidores verificados que seguem as diretrizes da comunidade. Muita gente monta o próprio server com os amigos, coloca mods, cria regras diferentes ou simplesmente joga sem depender da empresa.

A ESA argumenta que servidores não oficiais infringem direitos de propriedade intelectual, operam sem supervisão das empresas e podem trazer riscos de segurança e moderação. Por isso a entidade se posicionou contra trechos do projeto que aceitariam esses servidores como alternativa quando o suporte oficial de um game acabar.

No final da votação o projeto não avançou (ficou em reconsideração). A campanha Stop Killing Games já avisou que vai voltar na próxima sessão, dessa vez com jogadores e desenvolvedores presentes para responder às questões envolvendo o tema.

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Junior Candido

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