Time Crisis enfim ganha sua versão em realidade virtual no Meta Quest 3, com pistola rastreada e agachamento de verdade
Time Crisis VR é um port experimental para Meta Quest 3 com pistola rastreada, cobertura por agachamento e desempenho próximo de 120 FPS.
Já dá para jogar Time Crisis em VR no Meta Quest 3: um desenvolvedor identificado como DR-89 publicou no GitHub o Time Crisis VR, um port experimental que roda direto no headset, sem PC, com pistola 3D rastreada pelo controle direito e a opção de se abaixar fisicamente para entrar em cobertura. A versão atual é a v0.7.3, e o APK de lançamento já inclui o conjunto de ROMs do jogo, segundo o repositório.
O projeto foi construído sobre o namco22-decompile, de spacestate1, a reconstrução da placa Namco System 22 que também aparece em outros jogos de arcade. A lógica original, o motor e o som vêm desse trabalho; o que DR-89 acrescentou foi o lado Android, o host OpenXR, o renderizador para o Quest, a mira em VR, a arma do jogador e os controles.
Como o jogo funciona no Quest 3
Você aponta com o controle direito, e a pistola aparece em 3D na sua mão, com textura, recuo visual e vibração. O gatilho direito atira, confirma e inicia a partida; o botão A insere os três créditos; o botão B liga ou desliga o laser de ajuda de mira, que vem desligado por padrão e mantém a escolha salva entre as sessões. Desligar o laser esconde só o feixe, a mira continua funcionando normalmente.
A parte mais curiosa é a cobertura, porque o jogo original pede que o jogador pise num pedal para se esconder e recarregar. Aqui existem dois modos, escolhidos no menu de pausa (botão esquerdo) com o Y:
- Gatilho esquerdo, que é o padrão: segure para sair da cobertura e solte para se esconder e recarregar.
- Agachamento físico: você calibra a altura da cabeça apertando X com o corpo ereto, e depois basta abaixar cerca de 20 cm para entrar em cobertura e recarregar. Voltar a ficar a menos de 12 cm da altura calibrada tira você de lá. Essa folga entre os dois valores evita que pequenos movimentos fiquem alternando entre esconder e aparecer.
O autor afirma que o agachamento físico foi testado e funcionou bem. Se você mudar de posição, por exemplo de em pé para sentado, é só recalibrar com o X, já que a altura de referência é refeita a cada sessão do app.
Desempenho: o que foi medido
O headset é configurado para pedir 120 Hz, mas a página do projeto deixa claro que isso é uma meta, e não uma garantia de 120 FPS cravados. Num teste de dois minutos de jogo ativo, feito na v0.6.0 e com os dois controles e a arma renderizados, os números foram estes:
- Média e mediana de 120 FPS, com a menor amostra de um segundo em 115 FPS.
- 2,035% de quadros repetidos ou atrasados (293 de 14.400 quadros nominais).
- Tempo médio de CPU + GPU de 5,21 ms, com p95 em 6,84 ms.
- Resolução de 1374 × 1440 por olho.
Esse teste é anterior às mudanças de menu, agachamento e importação de ROMs, então não vale como benchmark da v0.7.3. O próprio repositório menciona travadinhas curtas, principalmente no primeiro carregamento ou quando entram texturas novas, que podem aparecer mais grosseiras por instantes até o orçamento de texturas refinar a imagem. A simulação do jogo roda a cerca de 59,906 Hz, a taxa do arcade original, enquanto a posição da cabeça e da arma é atualizada na taxa do headset.
Na primeira execução o app verifica os arquivos, então a abertura pode demorar um pouco mais. Atualizações feitas com adb install -r mantêm configurações e dados, e desinstalar o app apaga tudo. Quem quiser, também pode gerar um APK sem ROMs pelas ferramentas de build e importar o próprio arquivo timecris.zip (Time Crisis World TS2 Ver.B), que é verificado por SHA-256, já que outras revisões regionais não são intercambiáveis.
Vale uma correção para quem já tinha testado: as versões v0.7.1 e v0.7.2 podiam abrir numa janelinha plana em vez de entrar em VR, e a v0.7.3 resolve isso iniciando a atividade imersiva diretamente. O autor confirmou o funcionamento no Quest 3 depois do ajuste.
Limitações que o autor lista
Este é um port da comunidade, sem ligação com a Namco ou a Meta, e o código do port usa a licença MIT, separada do conteúdo original do jogo, como explica o arquivo NOTICE.md. Entre os pontos em aberto:
- Não houve validação do jogo completo, e chefes, alvos especiais e acertos nas bordas da tela não foram todos conferidos.
- O jogo original descarta a geometria fora da câmera do arcade, então visão de 360 graus e movimentação por roomscale não estão garantidas.
- Alguns sprites e elementos da interface ficam num plano de profundidade fixo, e a arma é desenhada em primeiro plano, sem ser ocultada pelas paredes da fase.
- Não há modelo de mão, MSAA nem a ação do ferrolho da pistola.
- Só o Quest 3 foi testado: o Quest 3S é permitido pelo manifesto, mas não foi validado, e o Quest 2 não é um alvo suportado.
O repositório, que tem 10 estrelas até o momento, também traz instruções para compilar no Windows e uma bateria de testes que cobre matemática estéreo, cache de sprites, importação de ROMs e conteúdo do APK. Entre os créditos estão o SDL, o OpenXR da Khronos e uma pistola personalizada gerada com Tripo3D.

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- Plataformas
- PlayStation, Retrô
- Lançamento
- 27 de junho de 1997
- Desenvolvedora
- Namco
- Publicadora
- Namco
- Gênero
- Shoot 'em up




