Valve sobe o preço do Steam Deck OLED em quase 50%: aumento chega a 300 dólares

28 de maio de 2026

Embora o Steam Deck nunca tenha chegado oficialmente ao Brasil, muita gente já tem o portátil da Valve por aqui. Se você está planejando adquirir um, é melhor se apressar: a Valve anunciou um aumento considerável no preço dos aparelho da linha OLED.

O modelo de 512GB do Steam Deck OLED sobe de US$ 549 para US$ 789, enquanto a versão de 1TB passa de US$ 649 para absurdos US$ 949 — aumentos de 43% e 46%, respectivamente. A versão mais barata, com tela de LCD e 256 GB está esgotada há meses, e não deve retornar aos estoques tão cedo.

Em comunicado publicado na página do produto no Steam, a Valve justificou os aumentos: “O Steam Deck em si não mudou; esses novos preços refletem o estado atual dos custos de componentes e outros desafios logísticos globais que afetam a indústria como um todo.”

O comunicado cita especificamente a escalada no custo de memória e armazenamento — resultado direto da demanda explosiva por esses componentes impulsionada pelos data centers de inteligência artificial, que encareceu SSDs e memória RAM em escala global.

Jogar videogame nunca foi tão caro

O reajuste do Steam Deck, infelizmente, não é um caso isolado: é mais um capítulo de um processo que vem transformando o mercado de consoles ao longo de 2025 e 2026. Em março deste ano, a Sony aumentou o preço do PS5 em até US$ 150, com o PS5 Pro chegando a US$ 900.

Em outubro passado, a Microsoft reajustou o Xbox Series X e o Series S pelo segundo semestre consecutivo — os modelos chegaram a US$ 650 e US$ 449, respectivamente. A Nintendo, por sua vez, anunciou que o Switch 2 terá seu preço aumentado de US$ 450 para US$ 500 a partir de setembro.

Em um caso atípico (e bizarro), os consoles da atual geração estão mais caros hoje do que estavam em seu lançamento, quase 6 anos atrás — e isso é no mundo todo, não só no Brasil.

Os dois vetores principais desse movimento são conhecidos: a escassez e o encarecimento de memória RAM e armazenamento, disputados pela indústria de data centers de IA, e as tarifas comerciais impostas pelo governo Trump sobre produtos fabricados na China e em outros países asiáticos, que encarecem diretamente a cadeia de produção de eletrônicos.

O resultado prático para o consumidor é um mercado que nunca foi tão caro. E o horizonte não é animador: com a Steam Machine da Valve adiada e ainda sem preço definido e a próxima geração de consoles já em desenvolvimento, tudo indica que jogar videogame só deve ficar ainda mais caro nos próximos anos.

(Via: Valve, Polygon)

Rodrigo Pscheidt

Jornalista, baterista, gamer, trilheiro e fotógrafo digital (não necessariamente nesta ordem). Apaixonado por videogames desde os tempos do Atari 2600.

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