Bangers Open Air 2026 – Angra reúne sua história, celebra seu legado e estreia novo vocalista

Depois de expectativas, notícias e muita coisa girando ao seu redor, aconteceu. Em 26 de abril de 2026, o Angra subiu ao palco do Bangers Open Air, não só como a primeira banda brasileira headliner do festival, como também para reunir ex-integrantes, trazer um vocalista do passado, se despedir de um segundo e apresentar um terceiro, que seguirá com a banda a partir de agora.
Com duas horas de apresentação, a banda trouxe um formato de banda especial, marcando todos os momentos do legado da banda. O começo do show trouxe a nova fase da banda, com Rafael Bittencourt (guitarra), Marcelo Barbosa (guitarra), Felipe Andreoli (baixo) e Bruno Valverde (bateria) se unindo à nova voz da banda: Alirio Netto, que assume os microfones com a saída de Fabio Lione, após 14 anos de Angra.
Alirio começou a “nova era” do Angra com Nothing to Say e Angels Cry, para depois dar lugar para Lione se despedir com Tide of Changes, Lisbon e Vida Seca. Alirio voltou depois, para tocar Wuthering Heights e, aqui, uma coisa interessante para se observar.

Alirio conversou com a gente recentemente, e na conversa ele prometeu “muita verdade”, afirmando buscar respeitar o legado da banda mas sem abrir mão do seu estilo. E quando dizemos “seu estilo”, não podemos nos esquecer de quando teve como patrões Brian May e Roger Taylor, em um projeto que celebrava o Queen e, obviamente, adicionou muita coisa em seu repertório, não só musical, como também em uma interpretação mais profunda, teatral.
E é claro que teremos um pouquinho de Freddie Mercury daqui pra frente no Angra. Alirio tocou piano, ensaiou uns gritos no jeitão de Freddie e se sentiu muito à vontade no palco, emocionado pela oportunidade que, segundo o próprio, sempre buscou em sua carreira. Ele ainda cantou Carolina IV, antes de dar lugar para a “velha-nova-era”.
A “Antiga-Nova-Era” entrou em seguida, para um momento especial, com Edu Falaschi, Rafael Bittencourt, Kiko Loureiro, Felipe Andreoli e Aquiles Priester reunidos para celebrarem juntos essa parte importante da história da banda. Nova Era, Waiting Silence, Millennium Sun, Heroes of Sand, Ego Painted Grey, Bleeding Heart, Spread Your Fire, Acid Rain e Rebirth foram as músicas tocadas, repletas de nostalgia e emoção envolvida.

Destaque para Bleeding Heart, que Edu lembrou que a música extrapolou a bolha do Metal após ganhar uma versão do Calcinha Preta e se transformar em “Agora Estou Sofrendo”, alcançando um público inesperado por causa isso. O público também se lembrou, aplaudiu a situação e ainda gritou o nome da banda de forró, que se tornou querida entre os fãs de rock.
O que nos traz a outra questão interessante: como o Angra foi escrevendo a sua história em situações inusitadas. Era possível, por exemplo, ver um fã com uma camiseta com o Neto com o CD de “Anjus Crai”, lembrando a vez que o ex-jogador, agora apresentador na Band, falou da banda em seu programa. O lance com o Calcinha Preta também foi bem lembrado pelos fãs. Assim como a história apresentação da banda na Rede Mulher em 1994 quando cantaram, com André Matos “dando a vida” enquanto o resto da banda estava segurando a risada.
E é claro que André foi celebrado. Na parte final do show. Silence and Distance trouxe imagens e partes da voz do cantor, que dividiu a voz com Alirio e Edu, em uma parte onde todos os participantes do show celebravam juntos o fim do evento. Late Redemption manteve o público, que cantou tudo e aproveitou bem as duas horas, finalizadas com a eterna Carry On, com os nove juntos no palco, fazendo a festa dos fãs.

O revezamento ajudou bastante a manter a qualidade da apresentação. A parte “Nova Era”, com Kiko e Aquiles no mais alto nível, e com o Edu entregando o seu máximo no palco, agradou e muito, com uma baita nostalgia misturada com surpresa em ver ali, anos depois, tal formação tocando com qualidade tais músicas.
Alirio também, como já foi comentado, foi uma grata surpresa, especialmente ao mandar muito bem nas músicas originalmente cantadas por André Matos, enquanto Lione se despediu em grande estilo. Os três atos do show agradaram muito, com um público que não arredou pé até no fim, quando o palco já exibia os créditos do show e os nove se cumprimentavam no palco.
Nesta semana o Angra vai se reunir mais uma vez neste formato, mas no Espaço Unimed, em 29 de abril. Este é mais um dentre alguns shows adicionais que o Bangers Open Air tem oferecido, para trazer mais música para quem quer mais rock. A única diferença será a ausência de Fábio Lione. E, em outubro. Sem o Aquiles, a banda toca no Japão.

Duas horas de música depois, os 35 anos do Angra foi celebrado com sucesso. Entre acertos e erros, fãs e haters, momentos bons e ruins, as mais de três décadas de história foram celebradas no palco, em um show que, assim como Alirio havia dito anteriormente, teve muita verdade. Verdade na hora de agradecer o fã com cada música, verdade em deixar problemas de lado em nome da celebração, e verdade em agradecer ao fã, que no meio de tudo isso, segue celebrando a banda, em todas as suas eras e em todas as suas fases.
Aproveite que está aqui e siga o Arkade no
Aproveite e confira o melhor das ofertas em games na Amazon
Ganhamos uma pequena comissão nos links compartilhados em nossos posts. Você não gastará nada mais com isso e ainda apoiará o jornalismo independente de games e cultura.