Análise Arkade – Duskfade surpreende com seu gameplay de plataforma raiz e jeitão de Kingdom Hearts

Duskfade chegou dia 13 de agosto de 2026 e trouxe algo que a grande indústria dos games nunca mais deu a atenção devida, mas que felizmente existem estúdio dispostos a trazer algo neste sentido: um jogo de plataforma 3D de ação, como vários jogos dos tempos do Nintendo 64 até o PS2, que oferece saltos extremamente calculados, movimentação ágil, combates com “cara de RPG” e com direito a um jeitão mágico de Kingdom Hearts, em seu mundo clockpunk com muita personalidade.
Desenvolvido pela Weird Beluga e publicado pela Fireshine Games, o jogo coloca você no papel de Zirian, um jovem aprendiz cuja irmã fica presa dentro de uma misteriosa Torre do Relógio que surge de repente e mergulhou a terra do universo do jogo em uma noite eterna. Ao lado do companheiro mecânico e falante Cuckoo, ele precisa restaurar o tecido do tempo, descobrir os segredos dos Mestres Relojoeiros e enfrentar a Desesperança.

A trama, parecida com jogos mágicos do passado, mistura fantasia, mistério e emoção de forma direta e simples, mas poderosa, tratando de perda, memória e da coragem de seguir em frente de um jeito que encaixa bem com o tom nostálgico da jogabilidade.
Mas o charme do jogo está no seu gameplay. Se você se acabou em jogos como Mario 64, Croc, Jak and Dexter e tantos outros, aqui você vai jogar com um sorrisão de orelha a orelha. Sério. Zirian salta, dá saltos duplos dash no ar, usa um gancho (que saem das correntes da própria espada), plana, desliza em trilhos e encadeia acrobacias de forma fluida.

O design dos níveis incentiva essa fluidez: você sente que está deslizando pelo cenário, viajando em distâncias longas sem perder o ritmo. A jornada é longa, e apesar de você ter sempre que “seguir em frente”, existem hubs de viagem rápida que te levam de volta para locais ja visitados, para buscar colecionar tudo o que estiver por lá. Ou voltar para a cidade central, o ponto de partida para os desafios do game.
E, nesta viagem, você vai ter que calcular friamente todos os seus movimentos. Pra começo de conversa, esqueça o mapa. Você vai ter que descobrir por si só o caminho e o que tem para se explorar nos locais do game. O máximo que ele te oferece são sinos que mostram onde está o sino a seguir, dando a você uma direção. E, além disso, relógios espalhados pelos cenários salvam o jogo e recompõem sua energia.

Tudo isso combina bem com o combate, que gira em torno da espada Minutero, uma lâmina em forma de ponteiro de relógio que é bem versátil, podendo ser atualizado para ser muito mais do “que uma espada”. Dá para alternar entre ataques leves e pesados (incluindo um pêndulo grande), usar gadgets como explosões, barreiras e projéteis teleguiados, e aproveitar a esquiva perfeita, que congela o tempo por um instante e abre espaço para contra-ataque, como em Assassin’s Creed.
Os combates são simples, mas funcionais. Eles acontecem em áreas abertas, criadas exclusivamente para este fim, como você já deve ter conferido em Okami. Os inimigos não aparecem em qualquer lugar, sendo reservados para locais específicos dos cenários, para quebrar um pouco o “anda e pula” que é o coração do gameplay.

Já os chefes, por sua vez, não são tão inspirados em seus próprios aspectos, mas usam bem os cenários para que o jogador possa ter combates bem diversos, em inimigos que representam emoções como a Agonia, por exemplo. São combates que exigem um bom domínio de jogos de plataforma e ação ao mesmo tempo.
Para ajudar, o game oferece um modo mais fácil, onde o personagem sofre menos dano, e recupera energia com mais facilidade. Mas isso não livra a barra do fator plataforma do game. Talvez este modo ajude a passar por cenários de lama ardente com mais facilidade, já que o dano é menor e você conseguiria chegar do outro lado aos trancos e barrancos. Mas o objetivo principal é facilitar os combates.

O mundo é o outro destaque que e vale a pena mencionar. Tudo gira em torno de uma estética clockpunk, mas com ambientes diversos e que mostram muito capricho por parte de quem o criou. Engrenagens, magia e relógios se misturam em locais como florestas, ambientes vulcânicos, reinos submersos, dunas ensolaradas, alturas nubladas e ruínas antigas. Todos eles são apresentados com personalidade própria, cheios de segredos, atalhos e colecionáveis que valem a pena procurar. Existe a já citada cidade central que serve de hub para as várias regiões, cada uma delas termina com um chefe que entrega, após a vitória, partes importantes da história. A direção de arte é colorida e imaginativa, como um bom jogo dos anos 2000, com direito a até um toque mais sério em alguns momentos, já que estamos falando de tempo e sentimentos, e a trilha ajuda a manter o clima.
Duskfade é um game que tem tudo para te fazer feliz, especialmente se você guarda com carinho seus momentos com divertidos jogos de plataforma em 3D. Provavelmente, muitos da equipe do desenvolvimento também viveram esses momentos, por ser fácil perceber o capricho e refinamento que ele recebeu.

O game pega o melhor destes clássicos, desde o gameplay até a exploração, com direito a dispensar recursos como mapas e guias, e traz uma versão moderna, nos dando uma boa ideia de como poderia ser um game destes de antigamente caso fosse lançado hoje. Bom, Duskfade está aqui, e supre mais uma lacuna que a indústria AAA deixou em aberto, provando que tem muita gente que quer jogar jogos diferentes, muito além dos games de terceira pessoa onde só se mudam cenários e contextos.
Para quem sente falta de jogos como Jak and Daxter, Ratchet & Clank ou o lado plataforma de Kingdom Hearts (e também seu charmoso visual), vale a pena demais ter este game em sua biblioteca. O jogo roda em PC, PlayStation 5, Xbox Series e Nintendo Switch 2. Feito para os apaixonados por um bom plataforma 3D com personalidade e um ótimo gameplay, é um dos lançamentos mais honestos e divertidos do ano nessa categoria.
Aproveite que está aqui e siga o Arkade no
O melhor das ofertas em games na Amazon, aproveite!
Ganhamos uma pequena comissão nos links compartilhados em nossos posts. Você não gastará nada mais com isso e ainda apoiará o jornalismo independente de games e cultura.








